Lucrou com o recorde do Ibovespa? Desempenho dessas estratégias foi melhor
O ouro avançou até 3395.00 e segue mirando a região de 3430.00, embalado pela expectativa de que o Federal Reserve reduza a taxa de referência na reunião de 17 de setembro.
Na semana passada, Jerome Powell deixou claro que a avaliação econômica e o equilíbrio de riscos podem exigir uma correção na política monetária. Como o mercado de trabalho segue estável, o Fed tem espaço para agir com cautela. Resultado: os investidores leram isso como negativo para o dólar e já precificam em 87% de probabilidade um corte de 25 pontos-base.
Além disso, o ouro encontra suporte no cenário geopolítico: mesmo após a cúpula entre Putin e Trump, nada de concreto foi decidido sobre cessar-fogo no conflito russo-ucraniano. Essa indefinição fortalece a procura por ativos de refúgio.
Sentimento do mercado
O mercado iniciou correção:
Segundo a CFTC, posições especulativas líquidas caíram de 229,5 mil para 212,6 mil contratos.
Entre eles, os “touros” ainda dominam: 177,561 mil contra 35,803 mil “ursos”.
Compradores reduziram 10,575 mil contratos, enquanto vendedores adicionaram 1,893 mil.
Ou seja, o viés segue altista no longo prazo, mas há espaço para realização.
Análise técnica
No gráfico diário, o preço se aproxima da resistência em 3430.00.
Se romper, o caminho abre para 3500.00 e, superando esse nível, o ativo pode buscar novos topos históricos rumo a 3600.00.
Caso reverta em 3430.00, pode recuar até a base do canal em 3260.00, e se perder esse piso, mirar a região de 3177.00–3121.00.
Níveis de resistência: 3432.00, 3500.00, 3600.00
Níveis de suporte: 3263.00, 3177.00, 3121.00
Cenários possíveis de trading
Vendas:
Entrada: a partir de 3432.00
Alvo: 3263.00
Stop Loss: 3485.00
Prazo estimado: 9–12 dias
Compras:
Entrada: acima de 3485.00
Alvo: 3600.00
Stop Loss: 3435.00
O ouro está num daqueles pontos de decisão que marcam ciclos. Se rompe 3500.00, a história muda, novos recordes entram no radar. Se recua, pode abrir oportunidade para entradas mais baratas.