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Governo corta tarifas de importação de vergalhões de aço e alguns produtos alimentícios

Commodities 11.05.2022 18:41
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© Reuters. Trabalhador corta barras de aço dentro da Arena da Amazônia, em Manaus 12/04/2013 REUTERS/Bruno Kelly

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu tarifas de importação de dois tipos de vergalhões de aço e, em mais uma iniciativa para tentar reduzir pressões sobre a inflação, zerou as alíquotas para uma lista de produtos alimentícios, informou o Ministério da Economia nesta quarta-feira.

Os itens que terão o imposto cortado a partir desta quinta-feira, com validade até 31 de dezembro deste ano, serão incluídos na lista de exceções que pode ser usada pelo Brasil no Mercosul para alterar tarifas de maneira unilateral, sem necessidade de discussão com os demais componentes do bloco.

Entre os itens afetados, foi reduzido de 10,8% para 4% o Imposto de Importação de dois tipos de vergalhão de aço (CA50 e CA60).

No gênero alimentício, foram zeradas as tarifas de carnes desossadas de bovinos (10,8% antes), pedaços de frango (9%), farinha de trigo (10,8%), trigo (9%), milho em grãos (7,2%), bolachas e biscoitos (16,2%) e outros produtos de padaria pastelaria (16,2%).

Ainda houve corte da tarifa de dois insumos para agropecuária --ácido sulfúrico, de 3,5% para zero, e o fungicida mancozebe, de 12,6% para 4%.

O custo da medida é estimado pelo Ministério da Economia em 700 milhões de reais neste ano.

Fonte do governo chegou a informar na segunda-feira que estava em avaliação um corte a zero do imposto de importação sobre o aço, não apenas uma redução parcial para itens específicos. A notícia derrubou as ações das empresas siderúrgicas na terça, quando executivos do Aço Brasil, que representa o setor, reuniram-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar convencer o governo a ignorar o pleito do setor da construção civil pela redução das tarifas de vergalhões.

De acordo com a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Ana Paula Repezza, a redução para os produtos alimentícios e agrícolas foi feita com o objetivo de frear o impulso inflacionário.

Repezza disse que embora o corte da tarifa dos vergalhões acabe tendo impacto sobre a inflação, a demanda nesse caso era técnica e estava em análise há oito meses no governo. Segundo ela, a Camex não recebeu novos pleitos de corte de tarifa de outros tipos de produtos do aço.

"A medida, no entendimento do Aço Brasil, é inadequada uma vez que o mercado se encontra plenamente abastecido, não existe especulação de preços e o impacto inflacionário do vergalhão é de apenas 0,03 ponto percentual no IPCA", disse a entidade das siderúrgicas em nota nesta quarta-feira, ressaltando que os principais países produtores têm adotado medidas de restrição à "importação predatória".

LISTA DE EXCEÇÃO

Pelas regras do Mercosul, o Brasil tem direito a incluir na lista de exceção tarifária até 100 componentes. Para colocar os itens anunciados nesta quarta, foram retirados outros, como medicamentos, lâmpadas de LED, cabo condutor de alumínio e queijo muçarela.

No caso dos produtos retirados da lista, os técnicos da pasta argumentaram que a decisão foi tomada em razão do baixo fluxo de importação desses itens ou porque haverá situações com efetiva redução do imposto --no caso de produtos que haviam sido incluídos na lista para serem taxados acima da alíquota da TEC.

Em março, a Camex já havia zerado as alíquotas para etanol e de seis tipos de alimentos --café moído, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja. Na ocasião, o Ministério da Economia argumentou que a iniciativa fazia parte de um esforço para conter a inflação elevada.

Na tentativa de mitigar pressões sobre preços, o governo também adotou outras medidas na área. Em novembro, ao implementar sem o apoio do Mercosul um corte de 10% da alíquota para um grupo de produtos que engloba 87% do universo tarifário do país, o governo disse que havia urgência para lidar com a alta de preços.

Nesta quarta-feira, o IBGE informou que a inflação no Brasil atingiu a taxa mais alta para abril em 26 anos e ultrapassou a marca de 12% em 12 meses, com preços de combustíveis e alimentos pressionando o bolso dos consumidores.

"Sabemos que a inflação é um fenômeno global e que temos que diminuir o impacto sobre a nossa população", disse o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys.

Segundo ele, o governo segue buscando diálogo com o Mercosul para fazer uma redução maior da Tarifa Externa Comum do bloco.

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Comentários (13)
Milton Heyde de Macedo
Milton Heyde de Macedo 12.05.2022 5:07
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isso NÃO ADIANTA EM NADA enquanto a Petrobras continuar aumentando os combustíveis
Ezehalles Monteiro
Ezehalles Monteiro 12.05.2022 2:03
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nao vai mudar em nada. os produtos que foram retirados impostos como óleo de soja, etanol, queijos, ainda continuam caros e subindo o preço. o importador nao vai colocar um preço menor só porque a tarifa foi reduzida ou retirada. ele vai usar isso para lucrar ainda mais.
Thiago Menegon
Thiago Menegon 11.05.2022 22:22
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Parabéns ao ministro Paulo Guedes !!
Adelfo Borges
Adelfo Borges 11.05.2022 18:12
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autossuficiência, digo.
Adelfo Borges
Adelfo Borges 11.05.2022 18:12
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precisando mesmo é de autossufuciência. temos condições pra quase tudo nessa linhagem de raciocínio.... depender de alguém por QQ motivo, é pagar caro pelo sacrifício..... exempli gratia, refinarias de petróleo e gás. dá pra fazer, falta peito e vontade política!!!
Chris Zoli
Chris Zoli 11.05.2022 17:09
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PT sem pandemia, causou a maior recessão da história do Brasil kkkkk.
Ederaldo Semioni
Ederaldo Semioni 11.05.2022 17:09
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Fala alguma coisa boa do governo bozo,, esqueça o passado ,, só rir não ajuda em nada
Chris Zoli
Chris Zoli 11.05.2022 17:09
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Ferrovias, rodovias, investimento em saneamento básico, aumento recorde de salário dos professores, desemprego em 11,1% menor taxa desde 2016, privatizações, suporte ao agronegócio, vários impostos zerados, superávit recorde, acordo comercial de investimento, PIB cresceu 4,6% em 2021, superando as perdas da pandemia e etc.
Luis Silva Silva
Luis Silva Silva 11.05.2022 16:54
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Mais uma trapalhada do Bolsonaro tem que baixar imposto dos produtos produzidos aqui para empresas ficarem mais competitivas e exportar mais gerando emprego aqui não lá na China mais como um elemento igual o Bolsonaro vai entender isso se ele tem um nível de inteligência bem baixo
Marcelo Costa
Marcelo Costa 11.05.2022 16:50
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Agora sim vamos ajudar a Argentina! Se de fato fosse livre comércio seria muito bom para o brasileiro pode ter acesso a mais oferta e fugir dos carteis de preço nacionais.
Claudio rocha
Claudio rocha 11.05.2022 16:49
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se aumentar imposto reclama, se baixa reclama pqp.....
Mant Newmann
Mant Newmann 11.05.2022 16:32
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Dilmo de calças Dilmou de vez!!! Repetindo a Dilma de 2014 com o desespero eleitoral. Próximo passo é repetir o Sarney!!! Collor e Lula ele já repete desde 1989 saqueando os cofres públicos.
davi alves
davi alves 11.05.2022 16:32
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
tempo de Dilma não tinha pandemia nem guera ,o mundo TD tá ruim das pernas não e só o Brasil
Guilherme Demai
Guilherme Demai 11.05.2022 16:32
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Davi.. mas o camarada aí em cima é um acéfalo e não lê nada sobre o mundo, parece até só olha para o Brasil como se fosse o único país do mundo..
 
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