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Oppenheimer retoma debate sobre energia nuclear; quais perspectivas para o urânio?

Publicado 27.07.2023 18:44 Atualizado 28.07.2023 05:55
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© © Reuters. Exibição do filme "Oppenheimer" em Paris 11/7/2023 REUTERS/Sarah Meyssonnier
 
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Investing.com – Sucesso no cinema, o filme Oppenheimer traz à tona a história de Robert Oppenheimer (1904-1967), o “pai” da bomba atômica. Desde seus estudos para separação de urânio-235 do urânio natural até o momento, o uso do minério, com potencial de geração de energia nuclear, chegou a um pico e vinha apresentando queda na última década. No entanto, a demanda pela commodity voltou à ascensão diante das necessidades energéticas derivadas do conflito na Ucrânia e perspectivas de necessidade de descarbonização das economias.

Os preços do urânio foram impactados após o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011, levando ao desligamento de várias usinas nucleares japonesas e de outros países. Após as quedas acentuadas na demanda e nas cotações, os últimos cinco anos foram de recuperação nos preços da commodity diante de retomada da energia nuclear e, entre os diversos atores, o Japão reúne esforços para restaurar suas capacidades de operação de reatores.

“O papel do urânio e da energia nuclear está se tornando cada vez mais importante, considerando que ela é uma fonte de energia limpa, confiável e eficiente. A energia nuclear é fundamental para uma transição energética, está entre os métodos mais limpos de produção de eletricidade, medida pelas emissões de gases de efeito estufa, e tem espaço adequado para impactar e reduzir as emissões globais, considerando que cerca de 35% das emissões globais de gases de efeito estufa provêm da eletricidade”, afirma a analista global de research e especialista em commodities da Global X, Roberta Caselli.  

Semelhante à energia solar e eólica, os reatores nucleares não emitem gases de efeito estufa durante sua operação. “A energia nuclear é mais confiável do que outras fontes, operando com capacidade total cerca de 94% do tempo”, completa Caselli, ao apontar que as energias renováveis continuam sendo um componente fundamental da matriz energética, mas devem funcionar em conjunto com a energia nuclear no futuro.

Estudos do urânio

Assim como mostra o filme, em meio à Segunda Guerra Mundial, Oppenheimer foi diretor do Projeto Manhattan, iniciativa dos Estados Unidos que conseguiu desenvolver a primeira arma do tipo registrada na história, com auxílio de cientistas, engenheiros e militares. Após testes no Novo México da arma superletal, bombas foram lançadas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em um intervalo de três dias no apagar das luzes do conflito global em agosto de 1945, resultando nas mortes de entre 150 mil e 250 mil pessoas no total.  

Arrependido após a explosão das bombas, o cientista renunciou ao seu cargo e passou a defender o controle internacional do poderio nuclear e um freio na corrida armamentista. Com credenciais cassadas após os esforços, perdeu influência política.

Com a nova era da Idade Atômica no pós-guerra, a convergência foi de novos estudos e de valorização da matriz nuclear como forma de alcançar maior sustentabilidade e eficiência de energia. Roberta Caselli detalha que a energia nuclear é um método muito eficiente de gerar energia em escala de utilidade porque a fissão nuclear produz milhares de vezes mais energia do que a liberada pela queima de quantidades semelhantes de combustíveis fósseis. “De fato, o urânio possui uma alta densidade de energia: um único pellet de urânio, ligeiramente maior do que uma borracha de lápis, contém a energia equivalente a três barris de petróleo”, compara.

Retorno da demanda

O reestabelecimento da capacidade de minas e um cenário de aumento do consumo dos países com objetivos energéticos devem trazer de volta as atenções dos investidores ao Urânio nos próximos anos. No momento, há um forte descasamento entre a oferta e a demanda, o que tende a impulsionar os preços, no entendimento de analistas consultados pelo Investing.com Brasil. No momento, Cazaquistão e Canadá são os países com forte produção.

Urânio já negociou com muito prêmio, mas após uma queda robusta, as cotações voltam a uma tendência de alta, acredita Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Haverá gap entre oferta e demanda nos próximos anos, que vai gerar pressão nos preços. A oferta está limitada, ainda no processo de recuperação de minas que foram desativadas nos últimos anos pela falta de atratividade anterior para venda, com baixas cotações”, pontua.

O analista lembra que, considerando os últimos dez anos, o Urânio chegou nas cotações mínimas em 2016 e, de cindo anos para cá, voltou a subir bem, com expectativa de maior demanda por energias alternativas e com a guerra na Ucrânia. Segundo Spiess, os especialistas têm percebido a necessidade de voltar o foco para energia nuclear para atender metas de descarbonização das economias mundiais.

As sanções oriundas da Guerra Rússia-Ucrânia devem reduzir a oferta de urânio devido à diminuição da capacidade global de enriquecimento, tendo em vista que a Rússia corresponde por 46% da capacidade de enriquecimento de urânio do planeta, detalha relatório da Kinea. Leandro Souza, gestor do fundo Edge da Kinea Investimentos, concorda que a capacidade de geração de energia nuclear mediante uso do Urânio voltou ao foco após a guerra.

“O urânio passou por um momento, desde Fukushima, de uma redução da oferta de energia nuclear. Japão, Alemanha, todo mundo foi reduzindo. Quando olhamos o período mais recente, após guerra da Ucrânia, e com maior atenção ao tema da segurança energética, volta força com força, com foco em energia limpa”, reforça, citando países com aumento de demanda como França, Bélgica e Coreia do Sul.

Na outra ponta, a Alemanha é o case contrário, mas um retorno seria um importante aceno, em sua visão. Estudos nos Estados Unidos podem retomar medidas públicas, mas esse processo ainda levará tempo, acredita.

O especialista explica que o urânio emite muito pouco CO2, que é um grande problema do mundo, fornecendo uma alternativa com densidade, previsibilidade de produção e baixa emissão. O problema de aquecimento global e poluição precisa ser atacado com todas as armas, em sua visão. “Talvez a arma mais potente esteja dentro da gaveta, por preconceito”, aponta Souza, ao avaliar que a geração de energia eólica e solar não são suficientes para uma transição energética, no entendimento do especialista.

Caselli, da Global X, também acredita que o urânio pode apresentar bom desempenho neste ano diante dos fatores que estão contribuindo para uma mudança nas atitudes em relação à energia nuclear, incluindo as crescentes demandas por energia, a descarbonização da economia global e a garantia de eletricidade confiável.

“Preocupações de que a capacidade atual dos produtores ao longo do ciclo não seja adequada para atender à demanda otimista de longo prazo são um fator de suporte para o preço do urânio. Em particular, assim como várias empresas de serviços públicos europeias fizeram anteriormente por iniciativa própria, comitês governamentais nos Estados Unidos deram sua aprovação a duas propostas que proibiriam a compra de urânio da Rússia. Isso colocará um fardo sobre os recursos dos poucos conversores e enriquecedores que ainda estão em operação no mundo ocidental”, detalha.

Para a especialista em commodities, no lado da mineração, mesmo com preços do urânio no nível atual, isso não é o suficiente para retomar rapidamente a produção das mineradoras que fecharam suas operações nos últimos anos. Segundo a analista, pode levar de dois a três anos para que as minas comecem a produzir em escala, o que requer preços mais elevados.

Como os investidores podem ter exposição ao Urânio?

A expectativa dos especialistas consultados é de que o mercado de contratos a termo de urânio tenha um ano vantajoso, devido ao aumento expressivo nos volumes. “A UxC anunciou que contratos de longo prazo para 107 milhões de libras de urânio foram firmados apenas nos primeiros cinco meses de 2023. Isso se compara ao volume total de 125 milhões de libras em 2022, que já foi o maior nível dos últimos dez anos”, completa a especialista da Global X ao citar dados consultoria especializada em urânio UxC, indicando que, no segundo trimestre, o apoio dos governos globais foi fortalecido.

Enquanto China e o Paquistão firmaram acordo para construção de uma usina nuclear de 1.200 megawatts, no valor de US$ 4,8 bilhões, a França obteve garantias para um maior papel de seu setor nuclear na transição verde. Já a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos conta com nova legislação para financiamento para um Programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia Nuclear Avançada.

Com perspectiva de aumento da demanda e retomada de diversos projetos nucleares, os três especialistas consultados reforçam suas teses de alta para o urânio, apoiada pela atual produção primária insuficiente.  “A UxC prevê que as necessidades de urânio para reatores aumentarão para 190-200 milhões de libras até 2023, em comparação com as 165 milhões de libras em anos anteriores. De acordo com as estimativas da UxC para a produção primária em relação à demanda, o mercado tem um déficit de 60-70 milhões de libras”, completa Caselli.

Uma das formas de investidor em Urânio é por meio de fundos, como o Vitreo Uranio Fundo De Investimento Multimercado, gerido pela Empiricus e administrado pelo banco BTG Pactual (BVMF:BPAC11). A taxa de administração é de 0,25% e não há taxa de performance.  

“Há uns dois anos, tratamos uma tese bem completa sobre o urânio, que acabou gerando o fundo. Na pandemia, as teses de ESG começaram a ganhar tração e a energia nuclear emite muito menos dióxido de carbono do que os combustíveis tradicionais, mesmo que energia eólica offshore. Fazia muito sentido para os países olharem mais atentamente, mas essa fonte de energia ficou lado por causa de eventos que ocorreram na nossa história”, recorda Spiess, ao avaliar que a energia nuclear é segura, apesar dos receios com acidentes, como em Fukushima.

O analista da Empiricus diz que investidores de varejo conseguem exposição a esse tipo de tese de diversificação em commodities alternativas ligadas à energia em momento de transição energética, mas lembra que ela é mais sensível a oscilações. A recomendação é ter exposição de no máximo 5% da carteira, mas indicaria em torno de 1% a 2,5%, pois é um investimento de alto risco, pondera.

Além disso, é possível investir por meio de Exchange Traded Funds (ETFs), ou fundos de índices globais que possuem uma cesta de ações de empresas mineradoras de urânio, como Global X Uranium ETF (NYSE:URA), VanEck Uranium+Nuclear Energy ETF (NYSE:NLR), Sprott Uranium Miners ETF (NYSE:URNM), Sprott Junior Uranium Miners ETF (NASDAQ:URNJ) e Horizons Global Uranium Index ETF (TSX:HURA), e por um Brazilian Depositary Receipt de ETF estrangeiro (BDR de ETF) na XP, o Global X Uranium ETF BDR (BVMF:BURA39).

O gestor da Kinea lembra ainda que uma maneira de investir é adesão ao fundo fechado Sprott Physical Uranium Trust, com exposição a companhias que atuam no setor. No caso de ações, a Cameco Corp (TSX:CCO) é uma das maiores empresas de urânio de capital aberto.

Outra forma envolve obter acesso a contratos futuros de urânio, mas esses são negociados com liquidez relativamente baixa, segundo o estrategista-chefe para América Latina da Global X, Rodrigo Araújo.

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