Lucrou com o recorde do Ibovespa? Desempenho dessas estratégias foi melhor
Investing.com -- O Bitcoin registra forte queda nesta sexta-feira (29), refletindo o clima negativo dos mercados globais após uma nova rodada de aversão ao risco em Wall Street. A pressão vinda de vencimentos bilionários em derivativos de criptoativos somou-se ao movimento de realização de lucros em ações de tecnologia, aumentando a volatilidade e reforçando a cautela. Nesse ambiente, o setor cripto acompanhou o humor mais defensivo dos investidores, que ajustaram posições em busca de proteção.
Por volta das 17h00 (horário de Brasília), o Bitcoin era negociado a US$ 108.356,2, em baixa de 3,20% no dia, segundo dados da Binance. O Ethereum também recuava, cotado a US$ 4.348,49, com queda de 2,25% no mesmo horário. A movimentação ampliou a correção semanal, mantendo o BTC distante da faixa de resistência dos US$ 114 mil e aproximando-se de suportes técnicos em torno de US$ 104 mil.
No cenário internacional, a liquidação coincidiu com o vencimento de aproximadamente US$ 15 bilhões em opções de Bitcoin e Ethereum, fator que historicamente aumenta a volatilidade. Ao mesmo tempo, especialistas destacaram que a dominância do BTC voltou a perder força, abrindo espaço para a valorização relativa do Ethereum e de algumas altcoins ligadas a infraestrutura e staking. Essa rotação de capital, ainda tímida, é interpretada por analistas como um sinal de possível fortalecimento do ciclo de altcoins nos próximos meses.
Diante desse quadro, os investidores mantêm postura defensiva, evitando movimentos agressivos enquanto aguardam novos gatilhos macroeconômicos, como dados econômicos dos EUA e decisões de política monetária. O resultado é um mercado em compasso de espera: com o Bitcoin sob pressão e os volumes mais baixos típicos do fim de agosto, cresce a percepção de que o próximo movimento relevante pode definir se a correção atual dará lugar a uma retomada ou a uma queda mais prolongada.
"O cenário global também pesa: dados de inflação nos EUA e tensões em relação a tarifas aumentam a volatilidade nos mercados, restringindo fluxos mais agressivos para cripto. Nesse ambiente, o price action do BTC permanece lateral, entre US$109.400 e US$114.000, com grandes players e baleias mantendo o preço contido abaixo do nível de “max pain” das opções, em US$116 mil", complementou Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.
"O BTC opera em faixa apertada e, sem retomada de fluxo comprador, o risco de perder o suporte dos US$ 106.000 aumenta — abrindo espaço para correções até US$ 104.000 ou US$ 100.000. Já uma reação acima de US$ 112.000 pode devolver ânimo ao mercado. No cenário macro, tensões sobre juros nos EUA, tarifas globais e regulações para fintechs adicionam volatilidade. Destaque para a realização de lucros de grandes baleiras e a movimentação institucional via ETFs e fundos, que seguem relevantes", analisou o WarrenAI.
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