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CNI reduz previsão de PIB industrial; inflação é vista como maior problema atual

Dados Econômicos07.10.2021 18:11
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© Reuters. CNI reduz previsão de PIB industrial; inflação é vista como maior problema atual

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo o PIB industrial para 2021, de 6,9%, estimado em julho, para 6,1%. A nova previsão foi puxada pela menor expectativa de crescimento da indústria de transformação, de 8,9% para 7,9%. O setor representa 54% da Indústria Total. A revisão para cima do crescimento da indústria da construção, que tem participação de 24% no setor, ainda mitigou a revisão para baixo do PIB do setor.

Os dados constam do Informe Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira pela CNI. O documento prevê que o PIB brasileiro deve expandir 4,9%, o que indica uma estabilidade em relação às estimativas anteriores. A estabilidade é justificada pela falta de alteração das expectativas mais favoráveis do setor de serviços, com o bom desempenho de tecnologia da informação, logística e serviços técnico-profissionais, além da previsão de recuperação dos serviços prestados às famílias.

Segundo o levantamento, a inflação é o maior problema atual, visto como destaque entre os desafios imediatos da economia.

"São vários os fatores afetando a inflação: a desorganização das cadeias de suprimentos gera pressão sobre os preços de bens industriais; a crise hídrica eleva os custos com energia; a alta nos preços das commodities e a desvalorização da taxa de câmbio elevam os preços de alimentos e combustíveis; e a progressiva normalização do consumo de serviços pelas famílias eleva, aos poucos, os preços de serviços. Em suma, todos os componentes do IPCA estão contribuindo pela alta da inflação, que recentemente chegou a dois dígitos em 12 meses", destaca a CNI.

A expectativa da entidade é que a inflação mantenha-se em nível elevado até o final do ano e supere o teto da meta (5,25%), com o IPCA fechando 2021 em 8,9%.

Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, no segundo semestre do ano, a indústria ainda deve ser impactada pela falta e encarecimento dos insumos e pela elevação do custo da energia elétrica. Além disso, destaca o economista, a elevação dos juros para conter a inflação afetará de forma negativa os custos financeiros das empresas do setor.

"O aumento acumulado de custos compromete a competitividade dos produtos brasileiros e prejudica, em especial, a indústria de transformação, que concorre com produtos importados no mercado doméstico e enfrenta concorrência de outros países em suas exportações", afirma Azevedo em nota divulgada pela entidade.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca, no entanto, que o avanço da vacinação no País e a gradual retomada da rotina dos brasileiros irão contribuir para o processo de recuperação econômica. Ele acrescenta a expectativa pelas reformas tributárias e administrativa como um fator positivo para o cenário.

"O Brasil realmente precisa das reformas tributária e administrativa e a manutenção do compromisso fiscal para seguir o caminho do crescimento consistente, capaz de aumentar o emprego e a renda das famílias. Além disso, à incerteza fiscal se adiciona a política, acirrada com a proximidade do ano eleitoral, o que prejudica a confiança dos agentes econômicos, dado que previsibilidade é essencial para o investimento", explica Robson Andrade por meio de nota.

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Comentários (1)
Dirceu Machado
Dirceu Machado 07.10.2021 20:49
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A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) está preparando um novo ciclo de investimentos na sua operação. A maior produtora de produtos de nióbio do mundo vai investir R$ 7 bilhões a partir do ano que vem. Os aportes serão usados no aumento da sua capacidade produtiva na unidade em Araxá (MG). A capacidade atual é de 150 mil toneladas/ano e a meta é chegar a 210 mil toneladas em cinco anos.A empresa pretende produzir 100 mil toneladas em 2021 e se aproximar dos níveis de 2019. Naquele ano, a CBMM produziu 91 mil toneladas de produtos de nióbio. Já no ano passado, com a pandemia, a produção comercializada ficou em 72 mil.Segundo o presidente da empresa, Eduardo Ribeiro, os aportes serão necessários para atender os novos mercados que a companhia está criando, como o de baterias para carros elétricos. “Até 2030, queremos ter 35% do nosso negócio nesse segmento. Hoje, 90% da produção é destinada ao mercado siderúrgico, com ferronióbio. Não adianta criarmos novas frentes s
Ricardo Santos
Ricardo Santos 07.10.2021 20:49
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A demanda global de nióbio está estável pelos últimos 5 anos... Se alimentar a oferta o preço vai cair, fica a dica
 
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