Japão está "desapontado" com tarifas de Trump e promete apoiar empresas

Publicado 03.04.2025, 08:32
Atualizado 03.04.2025, 08:35
© Reuters. Primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, durante coletiva de imprensa, em Tóquion01/04/2025nNicolas Datiche/Pool via REUTERS

Por Satoshi Sugiyama e Kantaro Komiya

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, disse nesta quinta-feira que está desapontado com o fato de seu país não ter obtido uma isenção das novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e prometeu medidas para ajudar a indústria japonesa a lidar com as consequências.

As autoridades japonesas não forneceram nenhuma indicação sobre uma possível retaliação, mas questionaram se as tarifas são consistentes com os acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) e se alguns dos cálculos dos EUA sobre as próprias tarifas do Japão são precisos.

O Instituto de Pesquisa Daiwa estimou que as tarifas recíprocas de 24% impostas por Trump ao Japão poderiam reduzir o Produto Interno Bruto real em 0,6% neste ano, após um crescimento ligeiro de 0,1% em 2024.

"Solicitamos que o governo dos EUA revise suas medidas tarifárias unilaterais em vários níveis e estamos extremamente desapontados e lamentamos que tais medidas tenham sido implementadas mesmo assim", disse Ishiba a repórteres.

Apesar de semanas de esforços diplomáticos para convencer Trump a mudar de ideia, o Japão acordou nesta quinta-feira com a notícia de que estaria sujeito a uma tarifa recíproca com base no que os EUA disseram ser um desequilíbrio comercial de 46% com seu aliado.

Uma tarifa de 25% sobre todas as importações de automóveis, anunciada anteriormente, entrou em vigor nesta quinta-feira nos EUA, desferindo um duro golpe na indústria automobilística japonesa, responsável por cerca de 3% do PIB.

"Continuaremos insistindo fortemente para que os EUA revejam suas medidas", disse Ishiba, acrescentando que falará diretamente com Trump se e quando for apropriado.

O governo também implementará medidas de apoio, incluindo a facilitação para que pequenas empresas recebam empréstimos apoiados pelo Estado, disse ele.

O ministro do Comércio japonês, Yoji Muto, disse que seu ministério criou uma força-tarefa nesta quinta-feira para analisar o impacto das tarifas, depois que seu último apelo ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, pouco antes do anúncio de Trump na Casa Branca, não obteve os resultados desejados.

Questionado se o Japão vai retaliar, Muto disse: "Precisamos decidir o que é melhor para o Japão e o que é mais eficaz, de maneira cuidadosa, mas ousada e rápida."

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