Dólar recua com consolidação de apostas em corte de juros pelo Fed em setembro

Publicado 28.08.2025, 17:13
Atualizado 28.08.2025, 17:42
© Reuters.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrou leve baixa ante o real no fechamento desta quinta-feira, conforme o mercado doméstico acompanhou o desempenho da moeda norte-americana no exterior diante da consolidação da perspectiva de que o Federal Reserve poderá cortar a taxa de juros a partir de setembro.

O dólar à vista fechou em queda de 0,22%, a R$5,4062.

Às 17h15, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,27%, a R$5,409 na venda.

Os movimentos do real nesta sessão tiveram como forte fator de influência a fraqueza do dólar nos mercados globais, conforme os agentes financeiros elevaram as apostas em corte de juros pelo Fed em setembro mesmo após dados econômicos fortes divulgados ao longo do dia.

Como destaque, o governo norte-americano informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,3% a uma taxa anualizada no segundo trimestre, acima da expansão de 3,0% relatada em uma estimativa do mês anterior e revertendo a contração registrada no período de janeiro a março.

Mas os números, que poderiam em tese sinalizar um espaço menor para o Fed cortar os juros, não alteraram as apostas de que o banco central dos EUA retomará o afrouxamento monetário em setembro. Operadores estão precificando 88% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual em setembro, segundo a LSEG.

"(O PIB) ainda foi pouco para influenciar a política do Federal Reserve. Deverá haver uma ligeira redução da taxa de juros nos EUA em 17 de setembro, apesar desse resultado um pouco mais forte", disse Gesner Oliveira, professor da FGV e sócio da GO Associados.

Juros mais baixos nos EUA tornam os ativos do país menos interessantes para investidores estrangeiros, que buscam destinos com retornos mais atrativos. Com o diferencial de juros atual entre EUA e Brasil, o real surge como uma boa opção para a alocação de recursos.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,24%, a 97,885.

Na sexta-feira, as projeções sobre o Fed serão testadas novamente, quando o governo divulgará os dados de julho do índice PCE -- o indicador que o banco central dos EUA utiliza para determinar sua meta de inflação de 2%.

Na mínima do dia, o dólar atingiu R$5,39545 (-0,42%), às 14h06. A máxima foi de R$5,4313 (+0,24%), às 10h38.

No cenário doméstico, a agenda econômica foi vazia. Os investidores se concentraram em uma noticiário desfavorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no contexto do cenário eleitoral de 2026.

Os agentes reagiram positivamente a uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg que apontou empate técnico entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um eventual segundo turno nas eleições de 2026.

Também não houve novidades sobre a disputa comercial entre Brasil e EUA, à medida que o governo brasileiro segue tentando negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos do país.

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