Ação escolhida por IA dispara +13% na semana na B3; veja qual é
Por Jessica Bahia Melo
Investing.com – Crescimento de volume e de preços em meio a uma reforma tributária em articulação, o que pode afetar os lucros, leva a projeções mais cautelosas dos analistas para as ações da Ambev (BVMF:ABEV3), sem perspectivas mais claras que possam impulsionar os papéis da companhia. A empresa reporta resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano em 4 de maio.
O Itaú BBA estima resultados neutros, com volumes de cerveja no Brasil conforme o consenso. O banco espera um desempenho tranquilo levando em conta o avanço de market share sobre Petrópolis, o que tende a compensar a dinâmica climática desfavorável.
O Itaú BBA espera um aumento no Ebitda consolidado em 9% na comparação anual, com aumento da lucratividade com expansão da receita via preços. Além disso, o lucro líquido é estimado em R$3 bilhões, uma queda anual de 13%, com hedge do peso argentino afetando as despesas financeiras, conforme o analista o analista Gustavo Troiano.
Ainda segundo o banco, os volumes de cerveja no Brasil devem apresentar crescimento de 4% ao ano, mas as receitas tendem a ter elevação maior, de 13% na mesma comparação. “Projetamos preços sólidos para a operação de cerveja no Brasil com base em nossas verificações de canal, que indicam um aumento no preço de mercado da cerveja no trimestre”.
O Itaú BBA possui classificação market perform para as ações da Ambev, equivalente à neutra, com preço-alvo de R$18.
O Bank of America (NYSE:BAC) concorda que deve ser um trimestre tranquilo, sem grandes gatilhos, apenas de continuidade das tendências dos períodos anteriores. A expectativa do BofA é de um Ebitda de R$5,8 bilhões, alta anual de 6,5%, com margens estáveis. No Brasil, os volumes devem aumentar em 2,5%, segundo os analistas Isabella Simonato e Guilherme Palhares. O LPA estimado pelo banco é de R$0,19.
O bofA possui classificação neutra para as ações, com preço-alvo de R$16, pois, “apesar de um ponto de inflexão nos resultados operacionais a ser observado em 2023, os riscos sobre o lucro líquido estão de volta aos holofotes, principalmente associados a benefícios fiscais”.
Já o banco BTG (BVMF:BPAC11) acredita que 2023 será “o ano da verdade”, mas não espera surpresas muito significativas nos ganhos. Conforme apontado pelos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, a história não é mais baseada em volume, mas demonstra o poder da precificação. O BTG avalia que este deve ser o primeiro ano com maior normalidade após a pandemia de covid-19, com mobilidade social e dissipação do processo inflacionário, o que pode auxiliar para um entendimento mais claro sobre a situação da Ambev.
“Durante o primeiro trimestre de 2023, o Carnaval e comparações favoráveis com janeiro de 2022 devem resultar em algum volume crescimento nas vendas de cerveja no Brasil”, detalha o BTG, projetando alta de 3% ao ano.
O BTG espera R$ 5,7 bilhões de Ebitda, ou alta anual de 5%, além de receita consolidada de R$20 bilhões para o 1T23, um aumento de 8,5% na mesma comparação. Além disso, projeta LPA de R$0,20, uma queda de 8% ao ano.
O BTG possui classificação neutra, com preço-alvo de R$16.
O InvestingPRO, que compila estimativas de diversos analistas, aponta LPA para Ambev de R$0,21. A receita é projetada em R$20,18 bilhões.
CONFIRA: Estimativas para Ambev no InvestingPRO
Às 11h52 (de Brasília), as ações da Ambev apresentavam alta de 0,41%, a R$14,65.