Ação escolhida por IA dispara +13% na semana na B3; veja qual é
Investing.com – As ações da Nvidia recuavam no pré-mercado desta quinta-feira, após a companhia apresentar resultados trimestrais e projeções acima do consenso. Apesar da leitura favorável, analistas destacaram riscos persistentes relacionados à exposição da empresa à China.
Às 7h30 de Brasília, os papéis da companhia registravam perda de 1,86% antes da abertura das bolsas em Nova York, cotados a US$ 178,20.
A receita no trimestre encerrado em julho somou US$ 46,7 bilhões, superando as estimativas de US$ 46,2 bilhões. O desempenho foi atribuído a um avanço de 11% a 12% nas receitas da GPU Blackwell, que chegaram a cerca de US$ 26 bilhões, além de uma expansão de 46% nas vendas da divisão de redes.
Para o trimestre com término em outubro, a Nvidia projetou receita de US$ 54 bilhões, superando o consenso de mercado, que estava em US$ 53,4 bilhões.
O JPMorgan afirmou que os resultados refletiram uma "receita robusta no trimestre de julho", sustentada pelo crescimento no segmento de computação com GPUs Blackwell e pela forte alta nas receitas da área de redes. O banco ressaltou que o modelo H20 pode gerar uma receita adicional entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões no terceiro trimestre, embora o cenário ainda dependa da resolução de entraves geopolíticos. O preço-alvo da ação foi revisto de US$ 170 para US$ 215, com recomendação acima da média mantida.
O Morgan Stanley também enfatizou a orientação positiva da empresa. Segundo o banco, a projeção de US$ 54 bilhões sem considerar a China supera sua própria estimativa de US$ 52,5 bilhões e também as expectativas do mercado, que variavam de US$ 54 bilhões a US$ 55 bilhões com a inclusão de cerca de US$ 3 bilhões em receitas provenientes do mercado chinês. O preço-alvo foi ajustado de US$ 206 para US$ 210, com a recomendação de desempenho superior mantida.
Em relatório a clientes, o KeyBanc observou que a receita do segmento de data centers ficou aquém das expectativas. A divisão de Computação manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, enquanto a área de Redes cresceu 46% no mesmo período. Ainda assim, o banco elevou sua projeção para o papel de US$ 230, reiterando a visão construtiva sobre a empresa.
A DA Davidson, por sua vez, revisou seu preço-alvo de US$ 135 para US$ 195, mantendo a recomendação Neutra. A instituição classificou o resultado como misto, destacando que a receita dos data centers ficou levemente abaixo do previsto. Segundo o relatório, o sentimento de mercado permanece influenciado por dúvidas sobre a capacidade da Nvidia de comercializar os chips H20 na China.
Os analistas da DA Davidson também apontaram que, com base nos estudos recentes sobre modelos de inteligência artificial, especialmente nos estágios de pré-treinamento, pós-treinamento e inferência, a expectativa é de que a demanda por capacidade computacional continue elevada no curto e médio prazos.
Já a Truist aumentou sua projeção para US$ 228, reforçando a leitura de que a Nvidia permanece como "a principal referência em IA".
Apesar da queda nas negociações antes da abertura, o consenso entre os analistas segue favorável, com destaque para a liderança da companhia em infraestrutura para inteligência artificial e suas perspectivas de crescimento no longo prazo.