B2W: Volume de vendas deve crescer 28% em 2021, Goldman Sachs recomenda Compra

Publicado 28.01.2021, 18:27
Atualizado 28.01.2021, 18:33
© Reuters

Por Ana Julia Mezzadri

Investing.com - Apesar de afirmar que ainda precisa ver resultados, o Goldman Sachs recebeu com bons olhos as mudanças no marketplace anunciadas pela B2W (SA:BTOW3) em reunião com o banco. Em relatório distribuído na quarta-feira (27), o GS recomenda Compra para a ação, com preço-alvo de R$ 105.

No fechamento do mercado desta quinta-feira, o papel tinha alta de 1,69%, a R$ 86,20, surfando na onda do Ibovespa, que subia 2,59%, aos 118.883 pontos. Durante as negociações, a máxima registrada foi de R$ 87,10 e a mínima, de R$ 84,11, com R$ 250,78 milhões em volume negociado.

As mudanças anunciadas pela companhia, que serão implementadas em 1º de fevereiro, têm como principal objetivo diminuir o intervalo de crescimento do GMV (volume total de vendas) em relação a seus principais concorrentes. 

Para 2021, a gestão espera que o crescimento permaneça a um nível similar ao de 2020. Considerando a estimativa do Goldman Sachs de que esse índice tenha sido de cerca de 50%, a previsão da empresa é bem mais otimista do que a do banco, que projeta o GMV em +28% ano a ano em 2021.

Uma das principais mudanças apresentadas diz respeito às taxas pagas pelos vendedores do marketplace, que agora passarão a pagar uma porcentagem do valor do item mais R$ 5 por venda, em vez das taxas anteriores, que eram calculadas sobre o valor do item acrescido das despesas de envio. Um ponto positivo da nova estrutura é a maior previsibilidade garantida aos vendedores.

Outro grande centro das mudanças é difusão das entregas grátis, que serão implementadas para todos os produtos de R$ 100 ou mais enviados das regiões sul e sudeste. Essa nova política deve aumentar a taxa de conversão, pois muitos consumidores já esperam frete grátis acima de certo valor, visto que tanto o Mercado Livre (NASDAQ:MELI) quanto o Magazine Luiza (SA:MGLU3) praticam a política há alguns anos.

No todo, as mudanças buscam tornar a plataforma mais atrativa tanto para vendedores quanto para consumidores, o que, na visão do Goldman Sachs, realmente deve ser alcançado.

Além disso, a gestão tem como foco diminuir a diferença de nível de serviço entre 1P e 3P, tanto em termos de experiência do cliente, de modo geral, quanto de prazos de entrega. Outra prioridade estratégica são as categorias de alta frequência, como o Supermercado Now, que podem auxiliar a empresa e aumentar o engajamento do consumidor e a lealdade à plataforma. Nessa frente, a companhia apontou ainda M&As como uma possibilidade.

A administração da B2W mencionou também o live commerce como uma estratégia, pois traz taxas de conversão sete vezes maiores. Ainda que em estágio inicial, a companhia vê grandes oportunidades nesse modelo, considerando a experiência da empresa com o canal Shoptime e o alto engajamento dos brasileiros nas redes sociais.

O banco ressalta, no entanto, que esse crescimento de GMV deve vir acompanhado de pressão sobre as margens e, provavelmente, uma menor geração de caixa. Nesse sentido, o GS diminuiu sua projeção da margem Ebitda da companhia, para refletir o atraso no recebimento de algumas receitas e os maiores investimentos.

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