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Eneva negocia novos contratos de gás para aproveitar capacidade ociosa do hub Sergipe

Publicado 12.06.2024, 16:19
Atualizado 12.06.2024, 17:01
© Reuters
ENEV3
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Por Letícia Fucuchima

SÃO PAULO (Reuters) - A Eneva (BVMF:ENEV3) está avançando com os planos de aproveitar a capacidade remanescente de seu terminal de regaseificação de Sergipe e tem espaço para negociar o fornecimento de até 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás para novos clientes, disse à Reuters um diretor da companhia.

A companhia, que é um dos principais players do mercado de gás brasileiro, anunciou nesta quarta-feira um acordo para fornecer gás natural liquefeito (GNL) importado, a partir de seu hub de Sergipe, para uma usina termelétrica da Linhares Geração.

Estimado em 1,2 bilhão de reais, o contrato prevê suprimento de volumes de até 1,07 milhão de metros cúbicos por dia, na modalidade 100% flexível, e é o primeiro acordo de suprimento do insumo para termelétrica firmado entre companhias privadas no país, disse a Eneva.

Segundo Marcelo Lopes, diretor de comercialização e novos negócios, a companhia já está negociando fornecimento de GNL a partir de Sergipe para geradores termelétricos que pretendem participar do próximo leilão de reserva de capacidade.

"O contrato (de Linhares) é o primeiro de uma série que esperamos fazer, oferecendo essa flexibilidade para o mercado de gás... Acreditamos que o principal cliente para esse tipo de produto são as termelétricas, as que já ganharam leilão e não têm solução (de gás) definida, e o futuro leilão, que deve acontecer este ano ainda", disse o executivo.

O certame de reserva de capacidade, previsto para ocorrer em agosto, deve ter suas diretrizes divulgadas este mês, disse um secretário do Ministério de Minas e Energia nesta semana.

Além de atuar como supridora do insumo, a Eneva também deverá participar do leilão como agente gerador, habilitando um projeto de expansão da termelétrica sergipana Celse -- o que também aproveitaria parte da atual capacidade ociosa do terminal.

Localizado na região metropolitana de Aracaju, o hub Sergipe da Eneva conta com a Celse, usina termelétrica com capacidade de geração de 1,6 GW, e uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos.

"Hoje Porto Sergipe usa 6 milhões (de metros cúbicos de gás), Linhares estamos comprometendo 1 milhão, e o terminal tem 21 milhões, então sobram 14 milhões de capacidade de regás. Só que um terminal você tem que olhar a capacidade de regás e de estoque, porque tem o tempo de suprimento".

"A gente estima que é possível vender algo em torno de 10 milhões de metros cúbicos por dia de gás flexível num terminal desse, então teria espaço para atender expansão (da usina) de Sergipe e até venda de gás para térmicas de terceiros".

Segundo Lopes, a Eneva também vê potencial fornecimento de gás a partir de Sergipe para indústrias, uma vez que, em alguns casos, já se mostra vantajoso para esses clientes substituir uma parte de sua contratação firme de gás por contratos flexíveis.

A Eneva já tem contratos de gás assinado com duas grandes empresas industriais, Vale (BVMF:VALE3) e Suzano (BVMF:SUZB3), para fornecimento de gás "off grid" de seu Complexo Parnaíba (MA). Nesse caso, o GNL é transportado por meio de caminhões.

© Reuters. Válvulas e gasoduto

"Para poder atender esses contratos 100% flexíveis aqui no Brasil, vamos buscar ser bastante ativos no mercado global de GNL, para poder originar cargas da maneira mais eficiente e competitiva possível".

Ele afirmou que os preços internacionais do GNL já se equilibraram após um pico registrado há alguns anos, no início da guerra da Ucrânia. Segundo Lopes, a expectativa é ainda de alguma redução dos preços no futuro, tendo em vista a entrada de nova oferta principalmente dos EUA e do Catar.

(Por Letícia Fucuchima)

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