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Módulo lunar privado tem falha após lançamento com foguete e viagem está sob risco

Publicado 08.01.2024, 17:35
Atualizado 08.01.2024, 17:40
© Reuters. Lançamento do foguete Vulcan, no Cabo Canaveral, nos EUA
08/01/2024
REUTERS/Joe Skipper

Por Joey Roulette

WASHINGTON (Reuters) - Um módulo de pouso robótico, construído por uma empresa privada, teve problemas nesta segunda-feira no seu caminho até a lua, ameaçando prejudicar o primeiro pouso lunar dos Estados Unidos em mais de 50 anos.

O problema, ocorrido no sistema de propulsão da nave, surgiu depois de um lançamento bem-sucedido do novo foguete Vulcan, uma joint venture entre a Boeing (NYSE:BA) e a Lockheed Martin (NYSE:LMT).

O módulo de pouso Peregrine, fabricado pela Astrobotic, foi lançado às 2h18 do horário local no Cabo Canaveral (4h18 em Brasília). É o primeiro voo do Vulcan, um poderoso foguete que passou por uma década de desenvolvimento pela United Launch Alliance (ULA), uma joint venture entre Boeing e Lockheed.

Mas o módulo não conseguiu entrar em sua orientação correta, virado para o sol, horas depois de fazer um bem-sucedido contato com as equipes em Terra e ativar seu sistema de propulsão, afirmou a Astrobotic em comunicado.

“A equipe acredita que a provável causa da instável orientação para o sol é uma anomalia da propulsão que, se for verdade, ameaça a habilidade da espaçonave de realizar um pouso na lua”, afirmou a empresa.

Se a Astrobotic conseguir consertar do problema e continuar a missão, a Peregrine marcará o primeiro pouso dos Estados Unidos na lua desde o último da Apollo, em 1972, além do primeiro pouso lunar de uma empresa privada na história, um feito que se provou difícil nos últimos anos.

“Este é o momento pelo qual esperamos há 16 anos”, afirmou o CEO da Astrobotic, John Thornton, depois do lançamento do módulo. Aplausos foram ouvidos na sala de controle, onde a Peregrine se soltou de seu estágio propulsor, colocando a nave – que tem o tamanho de um carrinho de golfe – em direção à lua.

A missão é a mais recente da nova corrida espacial lunar entre países e empresas, na qual cientistas esperam explorar minerais contendo água, podendo assim sustentar missões de longo prazo com astronautas.

O lançamento do Vulcan -- um foguete de 60 metros com motores feitos pela Blue Origin, de Jeff Bezos -- foi um importante passo para a ULA, que o desenvolveu para substituir o foguete Atlas V e rivalizar com o reutilizável Falcon 9, da SpaceX, de Elon Musk, no mercado de lançamento de satélites.

© Reuters. Lançamento do foguete Vulcan, no Cabo Canaveral, nos EUA
08/01/2024
REUTERS/Joe Skipper

Há muito em jogo com o Vulcan. A Boeing e a Lockheed, que dividem a propriedade da ULA meio a meio, estão tentando vender o negócio há um ano. O lançamento foi o primeiro de dois exigidos pela Força Espacial norte-americana antes que o foguete possa começar a realizar missões lucrativas para o Pentágono, um importante cliente.

A Peregrine deveria pousar na Lua em 23 de fevereiro, com 20 cargas a bordo, a maioria desenhada para coletar dados sobre a superfície lunar antes de eventuais missões humanas no futuro. Trata-se da primeira jornada à superfície da lua como parte do programa Artemis, da NASA.

(Reportagem de Joey Roulette)

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