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Por Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras iniciou no domingo um aguardado simulado de emergência na Bacia da Foz do Rio Amazonas, informou a empresa nesta segunda-feira, após duas fontes com conhecimento do assunto anteciparem a informação à Reuters.
A chamada Avaliação Pré-Operacional (APO) é considerada pela Petrobras como a última etapa de processo de licenciamento, antes que o Ibama decida se dará o seu aval para uma perfuração de um poço exploratório de petróleo e gás na região.
"A APO foi iniciada pelo Ibama ontem às 18h10", afirmou a Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa.
O exercício deve envolver mais de 400 pessoas, além de recursos logísticos como embarcações de grande porte, helicópteros e uma sonda de perfuração, que será posicionada no local onde o poço será perfurado, em águas profundas do Amapá.
A Petrobras informou anteriormente que o tempo estimado do simulado na Foz do Amazonas é de três a quatro dias.
A indústria de petróleo acredita em um grande potencial para a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, considerando importantes descobertas em regiões de geologia semelhante, como em Suriname e Guiana.
Entretanto, há resistência em segmentos da sociedade e do próprio governo, diante de riscos socioambientais.
"A partir do cenário emergencial definido pelo Ibama no início do exercício, a Petrobras irá atuar com os recursos previstos para resposta, que envolvem a mobilização de embarcações, veículos, centros de fauna e aeronaves", disse a Petrobras, em nota na sexta-feira.
A empresa esclareceu que será realizado apenas um simulado, e que a perfuração somente será realizada após a concessão da licença pelo Ibama.
A empresa já realizou operação semelhante. A mais recente foi em setembro de 2023, na Margem Equatorial na Bacia Potiguar. Na ocasião a Petrobras obteve a Licença de Operação para o bloco BM-POT-17.
Procurado, o Ibama não comentou imediatamente o início da operação na Foz do Amazonas.
(Por Rodrigo Viga Gaier; texto de Roberto Samora)