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Por que há tanta volatilidade no mercado este ano e como lidar com isso?

Ações 18.05.2022 15:26
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© Reuters

Por Ana Beatriz Bartolo

Investing.com - Para o mercado financeiro, a palavra que pode definir 2022 é volatilidade. Ainda não passou nem metade do ano e os investidores ao redor do mundo já precisaram administrar seus portfólios em meio ao choque nos preços e nas demandas, a uma guerra na Europa e ao aumento nos juros.

O índice MSCI World, que mede a performance das Bolsas no mundo, caiu 16,5% desde o início do ano, enquanto o índice S&P 500 nos EUA acumula queda de 15,5% no ano. O S&P 500 está caindo há seis semanas seguidas e tem o seu pior início de ano desde 1939.

A renda fixa tão pouco se salva. Por exemplo, o ETF que investe em títulos do Tesouro americano acima de 20 anos de prazo (:TLT) já caiu 21% este ano, dada a forte alta de juros nos EUA.

Para os próximos meses, ainda há os temores de uma inflação persistente e o fantasma da recessão na economia. No Brasil, ainda há o agravante das eleições em outubro, que prometem ser polarizadas e trazer para a mesa mais discussões sobre as políticas econômicas do país.

Por que tanta volatilidade?

Nos últimos anos, os Bancos Centrais ao redor do mundo injetaram liquidez nas economias, com a queda nos juros, especialmente durante os lockdowns da pandemia de coronavírus, como uma forma de salvar os mercados.

Como efeito colateral, isso resultou na maior inflação em 40 anos nas economias desenvolvidas, o que obriga os BCs a aumentarem os juros para tentar controlar a alta nos preços.

“Isso não será uma tarefa fácil. A deflação da economia passará inevitavelmente por juros mais altos, que levarão à contração de demanda, desaceleração econômica e aperto nas condições financeiras. Ou seja, o risco de recessão econômica é real”, explica a XP (SA:XPBR31) em relatório divulgado na última segunda-feira (15).

Dessa forma, o mercado está precificando um cenário de juros maiores por mais tempo, inflação ainda alta e um risco de recessão cada vez maior. “Soma-se a esse cenário uma guerra, o choque de preços nas commodities e a disrupção nas cadeias de logística e suprimento por conta dos lockdowns na China, e assim temos essas fracas performances no mercado de ações e renda fixa”, afirma a XP.

O índice americano VIX, conhecido como o índice do “medo”, está em uma média de 27,5 neste ano. A XP aponta que esse patamar é quase 10 pontos porcentuais acima da média dos últimos 10 anos, de 17,8.

“Isso é um sinal claro que os investidores estão mais cautelosos em relação ao futuro, e com um grau de incerteza maior, demandando mais opções para proteger as suas carteiras”, diz a XP.

E o Brasil?

Ao olhar para o mercado nacional, o Brasil segue na contramão desse cenário mais pessimista. A XP afirma que o desempenho brasileiro não é incrível, mas é melhor do que acontece lá fora. Desde o começo do ano, o Ibovespa acumula uma alta de 13% em dólares e de 2% em reais.

Isso acontece, segundo a XP, por causa de três fatores principais:

  1. O primeiro é motivado pela grande participação de commodities e bancos no país. Esses dois setores representam 66% da bolsa brasileira e ambos são protegidos contra a alta dos juros e da inflação.
  2. Além disso, “os ativos brasileiros seguem muito baratos, negociando com um forte desconto em relação às médias históricas. A Bolsa brasileira está atualmente negociando a 6,8x Lucro esperado para os próximos 12 meses, um desconto de 42% em relação à média histórica de 11,7x nos últimos 10 anos”, indica a XP como o segundo pilar que sustenta a alta do Ibovespa.
  3. Por fim, o Banco Central do Brasil largou na frente na trajetória de alta na taxa dos juros. Hoje, a taxa Selic se encontra em 12,75% e os juros reais futuros (IPCA+) estão em 5,75%.

“Isso faz com que o Brasil passe a atrair fluxo de investidores para o mercado de renda fixa. Além disso, as altas taxas de juros também ajudam a fortalecer o real em relação ao dólar”, explica a XP. No ano, o real já apreciou 9,3%, tendo a 2ª melhor performance entre todas as moedas emergentes.

Como lidar com a volatilidade?

Administrar a carteira em meio a esse cenário de alta volatilidade pode ser um tanto complicado. Por isso, a XP recomenda que o investidor tome cuidado com a alavancagem e mantenha caixa, para cobrir uma emergência e aproveitar possíveis oportunidades que podem aparecer no meio do caminho.

Além disso, é preciso tomar cuidado com ativos que “caem demais”, pois eles exigem uma análise mais aprofundada para entender a razão da queda por trás do mau humor generalizado do mercado. A XP também alerta para os “ralis de bear market”, porque é às vezes uma breve recuperação dos ativos, mas não significa que o mercado chegou ao seu fundo e está pronto para reverter a sua tendência.

A XP defende que no momento o ideal é manter a calma, focar na estratégia de longo prazo e procurar por produtos que tragam alguma proteção contra as perdas. A ideia é procurar por ativos de qualidade, que em meio a queda podem chegar a preços interessantes para quem está montando uma carteira de longo prazo.

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Comentários (12)
Adalberto Nishioka
Adalberto Nishioka 13.06.2022 9:11
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Moeda local forte só no Brasil para achar que é bom... Ah quem cuida do campo não tem tempo de opinar
Mamoru Uehara
Mamoru Uehara 19.05.2022 5:19
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nao estao ganhando nas ações estao ganhando nos indices. sobe e desce desce e sobe... opções pelo visto agora put... porem ninguem sabe se cai muito depois sobe.
Luciano Machado
Luciano Machado 18.05.2022 19:10
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Então podemos reconhecer que o Brasil tem a melhor gestão financeira do mundo.Precisamos reconhecer isso e prestigiar e esse gênio é o Presidente que soube escolher os melhores quadros.Caros opositores não brinquem com a lógica e a matemática.Palavras são palavras nada mais que palavras números são fatos a realidade.Parabens Paulo Guedes e equipe.
Adalberto Nishioka
Adalberto Nishioka 18.05.2022 19:10
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Tá sendo irônico né?
Heron Custodio
Heron Custodio 18.05.2022 17:46
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Milton Friedman sempre atual! jogaram dinheiro de helicóptero pelo mundo, trancaram as pessoas em casa, e ainda aparece o lunática comunista do putin... a economia mundial ainda está longe do fundo do poço.
Samdro Machado da Costa
Samdro Machado da Costa 18.05.2022 17:36
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No Brasil está muito lucrativo operar vendido...Essa é a regra atual...
sida kraveski
sida kraveski 18.05.2022 17:30
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esse fed quanto abre a boca a bolsa despenca
Moreira Lima
Moreira Lima 18.05.2022 17:24
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TEMOS UM ARREMEDO DE PRESIDENTE..... VOLTA LULA URGENTE 🇧🇷✊✊
sida kraveski
sida kraveski 18.05.2022 17:24
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Boa tarde calma!! logo o Lula vai voltar se Deus quiser
Danilo Maia
Danilo Maia 18.05.2022 17:20
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Fique em casa, o importante é tirar o Bolsonaro! A economia a gente vê depois! Já se perguntaram por quê Alckmin se uniu a Lule (adversários a vida toda), todos os safados unidos contra Bolsonaro? "O pior cego é aquele que não quer ver"
Daniel Sr
Daniel Sr 18.05.2022 17:20
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O maior cabo eleitoral do Lula é o próprio Bolsonaro, que toda vez que abre a boca ou arranja uma encrenca, faz o Lula subir nas pesquisas. Pare de ser fanático por político, que graças a esse maluco despreparado teremos que aguentar a volta do PT.
Fernando Borelli
Fernando Borelli 18.05.2022 16:36
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Está aí o resultado dos ineficazes lockdowns. Rombo nos BCs , nas empresas e na população. Mais uma vez, Bolsonaro estava certo!
Edivaldo Pereira
Edivaldo Pereira 18.05.2022 16:36
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O bozo é genocida, cara. Acorda !
Ronaldo Santos
Ronaldo Santos 18.05.2022 16:36
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se não fosse o lockdown, quantos milhões não teriam morrido nesse país desgovernado?
Raphael Haber
Raphael Haber 18.05.2022 16:36
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Se nao fosse o lockdown tu ia colocar as pessoas onde?Acorda rapaz, lockdown foi necessário, pois náo havia leitosAmantes do bolsonaro vivem em um mundo paralelo
Danilo Maia
Danilo Maia 18.05.2022 16:36
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Edivaldo Pereira Esse aí só assiste Globo... ALIENADO. (Facista, Genocida, inseticida... Bom é o PT passando a mão! Otáriooooo
Alacir Ribeiro Antonio Filho Ribeiro
Alacir Ribeiro Antonio Filho Ribeiro 18.05.2022 16:28
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Ausência de notícias boas: inflação caindo, elevação do nível de emprego, juros baixos e etc
 
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