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Investing.com -- A S&P Global Ratings rebaixou os ratings de crédito da Telus Corp e suas subsidiárias de ’BBB’ para ’BBB-’ devido ao alto endividamento da provedora de serviços de telecomunicações. O rebaixamento também se aplica à dívida sênior sem garantia e ao rating de curto prazo da Telus, que foram reduzidos de ’BBB’ e ’A-2’ para ’BBB-’ e ’A-3’, respectivamente.
A dívida ajustada em relação ao EBITDA da empresa canadense permaneceu acima de 4,0x nos últimos dois anos, excedendo o limite de rebaixamento de 3,75x. Espera-se que esse alto endividamento persista por mais 12-18 meses.
Um dos principais motivos dessa situação é o aumento do risco competitivo no mercado canadense, que gera incerteza sobre o cronograma de redução da alavancagem. A administração da Telus expressou sua intenção de diminuir essa alavancagem até 2027 através da venda de ativos não essenciais e outras iniciativas corporativas, mas o momento exato e a extensão dessas ações permanecem incertos.
Em 2024, a alavancagem ajustada da Telus permaneceu inalterada acima de 4,0x, com a empresa adicionando cerca de C$2,36 bilhões em dívida líquida ajustada. Esse aumento foi devido a custos de reestruturação, maiores arrendamentos, investimentos e aumento nas despesas com juros, contribuindo para um déficit de caixa. Apesar disso, a S&P Global Ratings prevê fluxo de caixa positivo para os próximos dois anos, assumindo que não haja vendas de ativos.
O cenário competitivo no mercado canadense de telecomunicações se intensificou após as fusões da Rogers Communication Inc.-Shaw Communications Inc. e Videotron Ltd.-Freedom Mobile Inc. em 2023. Isso resultou em crescimento mais lento na receita de serviços, maior rotatividade e pressão sobre as receitas unitárias.
Apesar desses desafios, a administração da Telus tem planos para restaurar a alavancagem que podem levar até 18 meses. Esses planos incluem reduzir a intensidade de capital para 12%-13% em 2025 e gerar significativo fluxo de caixa operacional livre. A empresa também está considerando várias vendas de ativos não essenciais que poderiam reduzir a dívida até 2026.
Espera-se que a forte posição de mercado da Telus, ativos de rede, diversidade de receita e oportunidades de pacotes sustentem um crescimento modesto dos lucros no longo prazo. O investimento em fibra da empresa deve apoiar a estabilidade dos lucros futuros e do fluxo de caixa operacional livre.
A perspectiva estável reflete a expectativa da S&P Global Ratings de que a Telus alcançará crescimento de receita de baixo dígito único e modesto crescimento do EBITDA, particularmente em 2026, apesar da crescente concorrência. Essa perspectiva também assume que a administração melhorará a alavancagem para próximo de 4x até 2026 através de várias ações de reestruturação, possíveis vendas de ativos e outras iniciativas.
A S&P Global Ratings pode reduzir ainda mais seus ratings da Telus se a receita e o fluxo de caixa livre da empresa enfraquecerem significativamente, se as estratégias de crescimento ou investimentos da administração atrasarem os planos de desalavancagem, ou se a empresa realizar retornos mais agressivos aos acionistas em detrimento da expansão dos negócios ou da força do balanço.
Por outro lado, uma elevação exigiria que a administração da Telus acelerasse suas iniciativas de redução de dívida, crescesse o EBITDA ajustado em cerca de 5% anualmente, estabilizasse as condições do setor e mantivesse disciplina em relação a investimentos e distribuições aos acionistas.
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