Venda no varejo em março recua 1,8% sobre um ano antes, diz Stone

Publicado 14.04.2025, 10:06
Atualizado 14.04.2025, 10:10
© StoneCo

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas no varejo em março recuaram tanto ante fevereiro quanto em relação ao mesmo mês do ano passado, com apenas um segmento entre oito analisados pela Stone (NASDAQ:STNE) apresentando crescimento mensal, segundo dados da empresa de meios de pagamento divulgados nesta segunda-feira.

Ante fevereiro, as vendas do comércio brasileiro tiveram retração de 1,6% em março, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Já na relação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 1,8%.

O endividamento das famílias aliado à alta da inflação "tem pesado no consumo e ajuda a explicar a desaceleração do varejo nos últimos quatro meses", disse o pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, Matheus Calvelli, em comunicado da companhia à imprensa.

Os dados foram divulgados depois que a rival Getnet divulgou na semana passada que as vendas no varejo ampliado avançaram 1,2% em março ante fevereiro, no segundo mês seguido de crescimento na comparação mensal, com destaques positivos para categorias que incluem móveis e eletrodomésticos, veículos e materiais de construção.

No levantamento da Stone, o comércio digital teve queda mensal de 12,9% e o físico apresentou baixa de 0,1%. No comparativo anual, o varejo online recuou 13,1% e o físico teve retração de 2,8% nas vendas.

Segundo a Stone, sete dos oito segmentos analisados tiveram queda de vendas em março: Material de Construção (5,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Móveis e Eletrodomésticos (2,7%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2%), Artigos Farmacêuticos (1,9%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (0,3%) e Combustíveis e Lubrificantes (0,1%). A única alta foi do setor de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,2%).

Na relação anual, Material de Construção teve o melhor desempenho, com alta de 3,2% nas vendas em março, seguido por Combustíveis e Lubrificantes, que cresceu 2,3%. Os demais setores caíram: Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (13,6%), Móveis e Eletrodomésticos (8,8%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,9%), Artigos Farmacêuticos (3,5%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (3,2%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,3%).

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