Brasil e Colômbia articulam reação à decisão de Corte venezuelana

Publicado 23.08.2024, 10:06
Brasil e Colômbia articulam reação à decisão de Corte venezuelana

O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está articulando com o chanceler da Colômbia, Luis Murillo, uma reação à decisão do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) da Venezuela de não divulgar as atas eleitorais das eleições de 28 de julho. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Conforme a publicação, essa articulação está sendo feita na viagem do ministro às Filipinas. Vieira está em Manila e tem, nesta 6ª feira (23.ago.2024), encontro com o Secretário de Negócios Estrangeiros do país, Enrique Manalo.

A presidente do TSJ da Venezuela, Caryslia Rodriguez, anunciou a decisão na 5ª feira (22.ago). O órgão recebeu as atas eleitorais do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) em 5 de agosto para investigação.

O órgão eleitoral, ligado ao chavismo, declarou que o presidente Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda) foi reeleito na eleição de 28 de julho. No entanto, não quis publicar as atas eleitorais, os boletins de urna.

A oposição fala em fraude eleitoral e diz que seu candidato, Edmundo González (Plataforma Unitária Democrática, centro-direita), venceu o pleito.

O TSJ validou a vitória de Maduro. Caryslia Rodriguez afirmou que a eleição na Venezuela teve “respaldo pelos registros emitidos pelas máquinas e total coincidência com os bancos de dados”.

Ela declarou: “Esta câmara declara, com base na perícia realizada, e com base no relatório elaborado por peritos nacionais e internacionais, de forma inquestionável, a validade do material eleitoral examinado e valida os resultados das eleições presidenciais”.

A resolução do TSJ frustrou diversos setores, incluindo a oposição venezuelana e parte da comunidade internacional, que pediam maior clareza e a divulgação das atas para verificação independente dos resultados.

O Brasil é um dos que pediram a publicação das atas eleitorais antes de reconhecer o resultado da eleição na Venezuela. Em 15 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “ainda” não reconhece a vitória de Maduro como presidente da Venezuela. Para o chefe do Executivo, o venezuelano deve uma “explicação para a sociedade brasileira e para o mundo”.

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