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LISBOA (Reuters) - O governo de centro-direita de Portugal consultará os principais partidos políticos, além do presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o potencial reconhecimento de um Estado palestino, disse nesta quinta-feira o primeiro-ministro Luis Montenegro.
Ao contrário da vizinha Espanha -- cujo governo de esquerda reconheceu o Estado palestino em maio de 2024, juntamente com a Irlanda e a Noruega, pedindo que outros países da União Europeia fizessem o mesmo --, Portugal adotou uma abordagem mais cautelosa, dizendo que queria primeiro elaborar uma posição comum com outros países do bloco.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou na semana passada que seu país, um peso pesado na União Europeia, planeja reconhecer um Estado palestino.
A ação ocorreu em meio a um crescente clamor global contra a fome e a devastação em Gaza, enquanto Israel trava uma guerra contra militantes do Hamas na região. Desde então, o Reino Unido e o Canadá declararam que também poderiam reconhecer um Estado palestino.
"O governo decidiu promover consultas com o presidente e os partidos políticos representados no parlamento com o objetivo de considerar o reconhecimento do Estado palestino em um processo que pode ser concluído... na Assembleia Geral da ONU em setembro", disse Montenegro em um comunicado.
Cerca de 144 dos 193 Estados-membros das Nações Unidas reconhecem a Palestina como um Estado, incluindo a maior parte do hemisfério sul, bem como Rússia, China e Índia.
Mas apenas um punhado dos 27 membros da União Europeia reconhece isso, na maioria ex-países comunistas, além da Suécia e do Chipre.
A Assembleia Geral da ONU aprovou o reconhecimento de fato do Estado soberano da Palestina em novembro de 2012, ao elevar seu status de observador na organização de "entidade" para "Estado não-membro".
(Reportagem de Andrei Khalip)