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Por Trevor Hunnicutt
PEQUIM (Reuters) - O assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, reuniu-se com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, nesta quinta-feira, encerrando três dias de conversas com o objetivo de aliviar o atrito entre as duas potências mundiais antes das eleições de novembro nos EUA.
Durante encontro no Grande Salão do Povo, Xi disse a Sullivan que Pequim está comprometida com um relacionamento estável com Washington.
"Neste mundo turbulento e em constante mudança, os países precisam de solidariedade e coordenação... e não de exclusão ou retrocesso", afirmou Xi.
Sullivan disse a Xi que o presidente dos EUA, Joe Biden, está comprometido em administrar o relacionamento para evitar conflitos e que espera contato com o presidente chinês nas próximas semanas.
A Casa Branca informou após a reunião que os dois lados estavam planejando uma ligação entre Xi e Biden em breve.
Durante o que ele disse mais tarde que foram 14 horas de discussões, Sullivan abordou uma série de questões que complicam os laços. Entre elas, as tensões sobre Taiwan, o Mar do Sul da China e a Rússia, e as demandas dos EUA por mais ajuda chinesa para conter o fluxo dos ingredientes do fentanil, a principal causa de overdose de drogas nos Estados Unidos.
Mas ainda há lacunas consideráveis em algumas questões, com Sullivan dizendo que eles não chegaram a novos acordos sobre o Mar do Sul da China e tiveram "vigorosas trocas de ideias" sobre segurança econômica e questões comerciais.
"Não discutimos a eleição norte-americana", acrescentou.
No entanto, houve mais progresso nos laços militares. Sullivan se reuniu com o principal conselheiro militar de Xi e os dois lados concordaram que os líderes do comando Indo-Pacífico dos EUA logo falariam por telefone com seus pares do comando do teatro sul da China, que cobre os mares do sul.
Há muito tempo, as autoridades militares dos EUA estão ansiosas por um envolvimento mais profundo em nível de trabalho em meio às disputas regionais e ao aumento das mobilizações no Leste Asiático.
Uma autoridade sênior dos EUA disse que as diferenças com a China em relação aos bancos de areia que ela disputa com as Filipinas, um aliado de tratado dos EUA, no Mar do Sul da China, provavelmente serão apenas administradas e não resolvidas "em um futuro próximo".