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Commodities Golpeiam Grandes Bancos

Publicado 12.03.2013, 19:18
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A mina de ouro das operações de commodities em Wall Street está secando.

Esse segmento, que era uma grande fonte de lucros para os bancos, foi fortemente atingido por regras mais rígidas e pela desaceleração dos mercados. A receita com negociações de produtos como petróleo, metais e soja no ano passado caiu 16% no J.P. Morgan Chase JPM -0.40% & Co. e 20% no Morgan Stanley, MS -1.86% segundo documentos enviados aos reguladores.

No Goldman Sachs Group Inc., GS -0.95% banco por muito tempo considerado imbatível no mercado de commodities, o faturamento nessa área caiu de US$ 1,6 bilhão em 2011 para US$ 575 milhões no ano passado. Em 2009, o banco chegou a registrar receita de US$ 4,6 bilhões com essas operações. Um levantamento da firma de pesquisa Coalition com os maiores bancos de investimento mostra que a receita com commodities diminuiu 24% em 2012, para cerca de US$ 6 bilhões, tendo recuado mais de 50% desde 2008.

No ano passado, o Morgan Stanley estava considerando vender uma parte do seu negócio de commodities, focado em petróleo e energia. Um porta-voz do banco não quis comentar. O diretor financeiro do Goldman Sachs, Harvey Schwartz, disse a analistas, durante a teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre, que o nível de atividade de negociação dos clientes "permanece relativamente baixo", apesar de ter havido uma melhora em relação ao terceiro trimestre. Um porta-voz não quis comentar além do que foi dito por Schwartz.

A crise está agravando os desafios enfrentados pelos grandes bancos e as corretoras, que têm visto muitos dos seus setores pressionados por mercados enfraquecidos e por novas regras destinadas a reduzir riscos. A crise nas commodities se junta ao ambiente de baixas taxas de juros, que tem derrubado o retorno dos investimentos, e a uma queda nas operações de câmbio, que também já foi uma grande fonte de lucro no passado.

"Temos visto as fontes de receita do passado declinarem significativamente nos últimos anos", disse James Malick, sócio da firma Boston Consulting Group.
A queda acentuada nas receitas de commodities já fez algumas vítimas. No ano passado, o UBS AG UBSN.VX +0.33% fechou todas as suas mesas de operação de commodities com exceção das de metais preciosos.

Goldman, UBS, Deutsche Bank AG DBK.XE -0.09% e Barclays BARC.LN +0.53% PLC perderam operadores de commodities experientes para fundos de hedge e firmas independentes ao longo dos últimos meses. Em média, as equipes de operação de commodities diminuíram 5,9% nos maiores bancos em 2012, segundo a Coalition.

Kurt Harrison, chefe da área de serviços financeiros da empresa de recrutamento de executivos Russell Reynolds Associates, que tem auxiliado operadores de commodities a trocar os bancos por outro emprego, diz que eles estão sendo obrigados a sair do mercado porque ele é "simplesmente menos rentável hoje do que era no passado".

O abalo tem sido motivado por dois fatores: regulação e mercado desaquecido. Nos Estados Unidos, o chamado "Volcker Rule", um artigo da lei de reforma financeira que leva o sobrenome do ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, tem como objetivo impedir que os bancos façam negociações com o seu próprio capital. Isso pôs um freio no setor. As novas regras ainda estão para ser finalizadas, mas muitos bancos já reduziram suas operações com dinheiro próprio.

Além disso, os reguladores querem concentrar muitas das formas mais lucrativas de negócios — operações complexas e estruturadas do mercado de balcão — em bolsas públicas. A mudança traria mais transparência aos preços, limitando a habilidade dos bancos de cobrar mais para facilitar os negócios. Ao mesmo tempo, os reguladores estão tornando mais caro para os bancos manter commodities físicas, ao exigir mais capital em seus balanços para compensar esses ativos.

Antes da atuação dos reguladores, os negócios dos bancos com commodities normalmente geravam um retorno sobre o patrimônio — uma forma de avaliar a rentabilidade — em torno de 20%, segundo a consultoria McKinsey & Co. Quando todas as novas regras forem aplicadas, a McKinsey prevê que o retorno desses negócios seja de apenas 8%.

Os mercados também não têm ajudado. O contrato de referência de petróleo saltou 160% e a cotação do ouro 370% durante os dez anos passados, mas os mercados perderam força nos dois últimos.

As operações de petróleo e de ativo
s relacionados têm sido as mais atingidas no setor, segundo analistas. Por algumas estimativas, a receita obtida com a negociação de petróleo caiu quase 50% no ano passado.

No Morgan Stanley, a receita com commodities recuou 20% no ano passado, após ter caído 18% em 2011.

Fonte: online.wsj.com/article/SB100014241278873247353045783
54954115967528.html?mod=WSJP_inicio_MiddleTop

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