Não tenho pressa em adotar reciprocidade contra os EUA por tarifa, diz Lula
Bom dia, leitores das análises diárias do mercado de câmbio. O dólar à vista fechou o último pregão cotado a R$5,4062 para venda, conforme informado pelos operadores da mesa de câmbio da corretora Getmoney.
Consolidam-se as apostas de que o Fed retomará os cortes da taxa de juros a partir de setembro. O PIB norte-americano do segundo trimestre cresceu mais do que o estimado anteriormente, mas ainda assim o mercado segue com a aposta em corte na próxima reunião.
Hoje é dia de PCE nos EUA, o índice favorito do Fed para a decisão de taxa de juros. Além disso, aqui no Brasil é dia de Ptax de fechamento de mês, o que trará volatilidade aos mercados devido à “briga” entre comprados e vendidos em dólar. E também teremos a entrega do Orçamento 2026, que segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, conta com receitas suficientes para cumprimento da meta fiscal.
E segue a questão da independência do Banco Central dos EUA. Ontem a diretora do Fed Lisa Cook entrou com uma ação judicial contra o presidente Donald Trump, alegando que ele não tem poder para destituí-la do cargo. Na Europa, ontem foi apresentada uma proposta para redução de tarifas sobre produtos importados dos Estados Unidos. Com isso, os EUA vão aliviar as tarifas sobre o setor automotivo europeu. E por aqui nada de acordo comercial entre Brasil e EUA por enquanto.
No calendário econômico para hoje na zona do euro, antes do mercado abrir, vamos acompanhar o discurso de Luís de Guindos, do BCE. No Brasil teremos o Balanço Orçamentário de julho (8:30 hrs), a taxa de desemprego de julho (9:00 hrs) e a Ptax de fechamento de agosto (13:30 hrs). Nos EUA sairá o núcleo do índice de preços PCE de julho, a Balança Comercial de julho (9:30 hrs), o PMI de Chicago de agosto (10:45 hrs), a confiança do consumidor e as expectativas de inflação de agosto de Michigan (11:00 hrs).
Bons negócios a todos, muito lucro, um excelente final de semana e Shabat Shalom aos amigos de fé judaica.