Garanta 40% de desconto
🚀 6 ações que subiram +25% no 1º tri selecionadas pela nossa IA. Quais ações vão subir no 2º tri?Não perca a lista completa

Economia, Política e Vergonha Alheia

Publicado 25.08.2022, 09:51
Atualizado 29.08.2023, 23:01

O Brasil é o país com o maior número de especialistas em todas as áreas de  conhecimento. Ciência, política, economia, futebol... É impressionante a naturalidade com que nossos amigos enchem a boca pra manifestar suas opiniões, quase como certezas. Obviamente, os algoritmos das redes sociais são os grandes responsáveis por alimentá-las, promovendo o encontro entre pessoas que pensam da mesma forma. Aí já era... As certezas tornam-se quase axiomas...
 
Juntando essa característica ao fato do brasileiro médio enxergar diversos  aspectos da vida de forma dicotômica (nada existe além do certo e do errado, do bem e do mal), somos cercados por uma legião de “Dunning-Krugers” vociferando seus rasos pontos de vista.
 
Um dos maiores e mais prejudiciais exemplos desse fenômeno está na falta de compreensão da macroeconomia e dos ciclos econômicos. Há um excelente vídeo feito por Ray Dalio que explica muito bem como seus ciclos curtos de 5 a 8 anos (pelo menos em países livres). O link para o vídeo está no fim do texto. Recomendo fortemente que assista.
 
Entender que esses movimentos são criados pela ação humana, independente da orientação ideológica de um governante, é um excelente começo. Claro que, a depender do tipo de política monetária adotada pelo governo (contracionista ou expansionista) e o respeito que o mesmo tem para manter o tripé macroeconômico e a austeridade fiscal, esses ciclos podem ser mais longos para baixo (recessão) ou para cima (crescimento).
 
Há outro aspecto importante: em raras ocasiões, um mandato começa no topo ou no pé de um ciclo. E as decisões tomadas por uma equipe econômica no curto prazo, normalmente demoram anos para se manifestarem nessa senoide ascendente ou descendente.    

A vantagem é que, para entender se a condução econômica é/foi positiva ou negativa, temos os indicadores econômicos históricos. Essa é a grande vantagem: eles são amorais, apolíticos e não dão a mínima para o que você pensa. Simplesmente estão lá para serem consultados e servirem de base para a análise de um determinado período.
 
Vamos exercitar o senso crítico a partir de informações geopolíticas e estatísticas?
 
O primeiro ponto é que viemos passando nos últimos 30 meses por uma pandemia como não se via em quase um século e em 4 meses, por uma guerra inimaginável até alguns anos. Esses dois cisnes negros vêm afetando o crescimento mundial de forma muito significativa, pela quebra da cadeia de suprimentos, diminuição da capacidade produtiva entre outros aspectos.
 
Os governos precisaram injetar dinheiro na economia para que os mais vulneráveis tivessem o que comer e para que as empresas pudessem manter-se funcionando, pois de outra forma, haveria desemprego em massa e as consequências seriam muito piores do que de fatos passamos ou estamos passando.
 
Porém, injetar dinheiro na economia é um dos aspectos que gera inflação de preços. Somado à quebra repentina na cadeia de suprimentos global, temos o aumento no custo de produção e a consequente diminuição na oferta de produtos, o que... também gera inflação:
 
Inflação no Mundo - Fonte: Trading Economics

 
Nesse cenário, os governos devem adotar políticas contracionistas, aumentando a taxa básica de juros para tentar frear o consumo:
 
Taxa de Juros no Mundo - Fonte: Portal Contábeis

Isso, nas situações “normais de temperatura e pressão” costuma funcionar. Mas não trazem o efeito desejado quando o mundo ainda sofre impactos das crises sanitárias e diplomáticas e caso o lado fiscal do país não esteja equilibrado. Por lado fiscal, entenda déficit ou superávit primário e relação endividamento/Produto Interno Bruto:

   Relação Dívida Pública/PIB - Fonte: CNN Brasil


Enquanto o mundo luta contra a inflação, o Brasil vivencia um cenário de deflação como demonstrou o indicador IPCA15 (-0,73% em agosto, menor índice da série histórica). Além do mais, no último boletim FOCUS tivemos queda em todos os indicadores de inflação por 8 a 13 semanas consecutivas:

Boletim FOCUS - Fonte: Banco Central do Brasil



O que essas informações podem dizer sobre o atual momento do Brasil?

 
A queda no gasto público, a tendência de queda inflacionária e outros aspectos não citados como a apreciação cambial e recorde na exportação de commodities, podem sinalizar que saímos da parte baixa do ciclo em direção à alta. Isso enquanto os países que possuem relações comerciais conosco, estão no início do ciclo contracionista, aumentando suas taxas de juros sem sinais de parada.
 
Ou seja, a depender de como o próximo governo conduzir a economia, bons ventos podem estar por vir.
 
Vejam que essa análise é simples mas não simplista. Basta um pouco mais de pragmatismo e menos de paixão. Ou, pensar com a cabeça ao invés do fígado, como dizia meu avô.
 
Por fim, recomendo que tente entender o básico da Economia. Assim não passará vergonha quando explicar o mundo com base numa notícia ou idolatrando seu político de estimação.

Últimos comentários

O que mais estranho é que a maioria, senão todos, os textos do autor sempre começam com algum tipo de argumento depreciativo. Quer seja sobre uma visão ou modo de operar o mercado ou sobre as pessoas expressarem opinião que não seja pela visão do mesmo considerada como "correta". Sugiro que o mesmo autor procure um especialista em debates, alguém especializado em jornalismo e comunicação para entender melhor o erro que está, consciente disto ou não, sempre repetindo.
Ahhh, Roberto.... O que se esperar de uma pessoa com mais de 170 comentários, na maioría negativos, aos colunistas do Investing? Você é alguma espécie de ombudsman do portal ou isso é apenas alguma questão reprimida? É patético observar quem escreve bem, possui argumentos técnicos e recursos intelectuais usá-los apenas para criticar os outros. Quanto tempo dedicado a algo pouco produtivo, não? Claro que tem esse direito, mas posso te garantir que é muito mais satisfatório escrever suas próprias teses. Se não quer se expor, continue se manifestando por meio desse pseudônimo, tudo bem, mas tenha a percepção de que, agindo da maneira como age, você só é um chato. Tanto pra quem escreve quanto pra quem lê. Sei que irá responder e, se eu der corda, continuará... exaustivamente, afinal a ultima palavra tem que ser sua - o importante é ter razão. Mas parei por aqui. Não perco mais um segundo do meu tempo lendo ou respondendo seus comentários (des)construtivos.
não li em seu texto você negar o meu argumento de que seus textos, são na maioria das vezes, iniciados com depreciação à opiniões alheias.E sua resposta atual só confirma isso mais uma vez. Se não aceita a crítica, então além de problema em redigir texto possui problemas de ego, neste caso, não posso ajudar pois não sou especializado em saúde emocional. No fim, só posso lhe desejar boa sorte.
Sem fígado, reparando o gráfico da dívida bruta dez 19 ela era 74,8% em fev 2021 explode para 89% e 17 meses depois ela cai para 78,3% algo EXPETACULAR. País nenhum no mundo aguenta um tranco desses sem entrar no caos. A nação se apresenta em crescimento, podendo chegar 3% PIB geração de empregos absurdamente alta, inflação em queda e no lombo uma selic altíssima. É alguma coisa de espetacular um puto CASE DE SUCESSO
Z
Zzz
EXCEPCIONALPARABÉNS APRESENTA CAPACIDADE LÓGICA DE RACIOCÍNIO PARA ECONOMIA E ECONOMIA É VIDA LOGORACIOCÍNIO LÓGICO PARA A VIDA É O QUE TU TENS
Muito bem. O dólar vai explodir no mundo, a inflação nao vai ceder facilmente, a demanda por commoditie pode cair drasticamente, mas por aqui “esta tudo bem”, afinal a inflação não caiu por causa do icms que baixou na marra (por medida jurídica, e não econômica). Teremos só uns dois CBs no ibovesoa por aqui. Aqui “ta tudo bem…”
Excelente matéria!👏👏👏
"Por fim, recomendo que tente entender o básico da Economia. Assim não passará vergonha quando explicar o mundo com base numa notícia ou idolatrando seu político de estimação." Um artigo fechado dessa forma, deveria ser um primor, o que, definitivamente, está longe de ser o caso. Sugiro ao autor um pouco mais de humildade e respeito aos leitores. Após a leitura de um artigo superficial, com pouca relevância teórica e cheio de hipóteses abertas, que não agregou absolutamente em nada, sinto que perdi 5 minutos contemplando a vergonha alheia...
Prezado Sérgio, tente apenas compreender que esse artigo não é destinado a pessoas que têm maior domínio das ciências econômicas que eu, mas para quem possui um conhecimento superficial do assunto. O objetivo (atingido pela grande maioria dos comentários) é ser didático no estabelecimento de conecções entre juros, inflação, défict público e fatores exógenos. Se perdeu 5 minutos lendo, perdeu mais 5 criticando minha "soberba" quase de forma metalinguística.
Rapaz. Aí é teimosia. Não apenas a economia já mostrou o tamanho do erro dos banqueiros centrais mas eles mesmo já admitiram que erraram feio como todos os modelos macroeconômicos erraram a inflação para menos nós últimos 2 anos. Powell já admitiu que errou na inflação temporária que dura anos. Continuar defendendo o que eles mesmo já admitiram que erraram passa da teimosia. Ademais a deflação interna é artificial, todos sabem disso. Via isenção de tributos de combustível. Horrível o texto
Parabens pela excelente matéria, ja dizia Napoleon Hil em “Mais esperto que o diabo.”, que a Alienação é talvez uma dos maiores desafios da humanidade.
Ao autor recomendo que jamais abra a boca para falar sobre uma ciência em relação à qual não tenha domínio pleno. Artigo carregado de arrogância.
Arrogância seria afirmar que tenho domínio pleno. Aliás, quem o tem sobre qualquer ciência, não? Só esqueci que, atualmente, para se dizer: "é impressionante como as pessoas têm certeza" sobre ago", é necessário complementar dizendo que isso não significa que nós tenhamos, ou soamos arrogantes. É a mesma e chata dicotomia citada no texto...
Resumo: qdo saiu Dilma por ter "destruído o Brasil", o endividamento era 57% do PIB. Com os salvadores, pulou para 75% com Temer e 78% agora. Está no gráfico. Realmente, tem muita gente palpitando.
Hailton, como o artigo diz, analise simples porem precisa de interpretação de cenário, veja a evolução nos governos PT, e logo do impeachment como a divida tende a crescer, anos de endividamento não se recura em pouco tempo. E o recente aumento foi devido a pandemia e guerra.
Exato Diego Rodrigues, pois sem análise de cenário, momento, ações e situações não é possível cravar erros atuais ou anteriores sem ao menos analisar uma gama maior de variáveis. Ao menos aparece alguns com conhecimento e sem ideologia para um comentário construtivo... Abraço e bons investimentos parceiro....
quem destruiu o Brasil, foi Fernando Collor de Melo.
Análise mais para indicação política no que econômica. Não foi feito leitura de passado, somente presente e o futuro foi esquecido. Continuando no Brasil. Devido ao "baixo volume de gasto" gerou a deflação, porém desse cálculo somente atinge somente combustíveis e energia elétrica. Aumento dos auxílios, transferência de renda para quem não conhece, gera passivo, baixa de impostos ou cancelamento, gera passivo, pois os gastos com executivo, legislativo e judiciário não reduzem e sofrem aumentos acima da inflação. Considerando essas variáveis, mais outras que não citei, temos um passivo, para qualquer outro presidente e até o momento, de mais de R$ 65 bilhões. Nesse cálculo do governo atual não foi considerado os passivos no SWAP cambial, cálculo acumulado da inflação, variação no câmbio e nem mesmo a compensação aos estados com a lei que reduziu, de forma definitiva, a maior fonte de arrecadação de impostos dos Estados, o ICMS.
Simples e direto
Instale nossos aplicativos
Divulgação de riscos: Negociar instrumentos financeiros e/ou criptomoedas envolve riscos elevados, inclusive o risco de perder parte ou todo o valor do investimento, e pode não ser algo indicado e apropriado a todos os investidores. Os preços das criptomoedas são extremamente voláteis e podem ser afetados por fatores externos, como eventos financeiros, regulatórios ou políticos. Negociar com margem aumenta os riscos financeiros.
Antes de decidir operar e negociar instrumentos financeiros ou criptomoedas, você deve se informar completamente sobre os riscos e custos associados a operações e negociações nos mercados financeiros, considerar cuidadosamente seus objetivos de investimento, nível de experiência e apetite de risco; além disso, recomenda-se procurar orientação e conselhos profissionais quando necessário.
A Fusion Media gostaria de lembrar que os dados contidos nesse site não são necessariamente precisos ou atualizados em tempo real. Os dados e preços disponíveis no site não são necessariamente fornecidos por qualquer mercado ou bolsa de valores, mas sim por market makers e, por isso, os preços podem não ser exatos e podem diferir dos preços reais em qualquer mercado, o que significa que são inapropriados para fins de uso em negociações e operações financeiras. A Fusion Media e quaisquer outros colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo não são responsáveis por quaisquer perdas e danos financeiros ou em negociações sofridas como resultado da utilização das informações contidas nesse site.
É proibido utilizar, armazenar, reproduzir, exibir, modificar, transmitir ou distribuir os dados contidos nesse site sem permissão explícita prévia por escrito da Fusion Media e/ou de colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo. Todos os direitos de propriedade intelectual são reservados aos colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo e/ou bolsas de valores que fornecem os dados contidos nesse site.
A Fusion Media pode ser compensada pelos anunciantes que aparecem no site com base na interação dos usuários do site com os anúncios publicitários ou entidades anunciantes.
A versão em inglês deste acordo é a versão principal, a qual prevalece sempre que houver alguma discrepância entre a versão em inglês e a versão em português.
© 2007-2024 - Fusion Media Limited. Todos os direitos reservados.