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Política fiscal: nenhuma saída fácil

Por Felipe SichelResumo do Mercado25.11.2022 15:35
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Política fiscal: nenhuma saída fácil
Por Felipe Sichel   |  25.11.2022 15:35
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Mais uma semana se passou desde o segundo turno das eleições presidenciais e seguimos com indefinições relevantes que impedem a formulação de projeções concretas para os próximos anos. A Copa do Mundo e o feriado do dia de Ação de Graças nos EUA ainda contribuíram para reduzir a semana no mercado. Por enquanto, os riscos evidentes levam o mercado a precificar alta da taxa Selic no ano que vem.

Sob pena de nos tornarmos repetitivos, temos de alertar novamente neste espaço para os riscos fiscais que permeiam as propostas do novo governo. É bem verdade que, na campanha, ambos os candidatos pleitearam um aumento relevante das transferências para camadas mais pobres da população.

O consenso existente no Legislativo, e que serve também de ponto de encontro entre as duas plataformas que concorreram no pleito deste ano, aponta para gastos extras da ordem de R$ 70 bilhões. Isso seria suficiente para manter o Auxílio Brasil no patamar de R$ 600 por mês e os R$ 150 mensais para crianças de até seis anos.

Uma forma razoavelmente simples de financiar esse aumento de gastos poderia decorrer da retomada dos impostos de PIS/Cofins e IPI, que foram reduzidos neste ano, o que levantaria cerca de R$ 65 bilhões em arrecadação de acordo com nossas contas. Ainda que o aumento da carga tributária seja indesejado e possa prejudicar o produto potencial, isso garantiria que a maior parte do gasto adicional fosse compensada por aumento de receita em outro componente e reduziria os efeitos negativos nos preços de ativos financeiros, além de contribuir para manutenção de alguma perspectiva de consolidação (ainda que abalada).

No entanto, os sinais políticos não são encorajadores. Além da falta do nome do Ministro da Fazenda e sua equipe, há também algum problema evidente na interlocução da equipe de transição com o Congresso. O texto da PEC, que deveria ser formalmente apresentado nesta semana, teve sua divulgação adiada para semana que vem. Seguimos sem sinais concretos que possibilitem estimar a sua capacidade de tramitar. Não à toa, surge novamente a perspectiva de encontrar espaço para gastos adicionais de outras formas (notadamente via crédito extraordinário ou suplementar).

Enquanto o novo governo não se decide, o mercado faz as contas dos múltiplos cenários. O que parece certo é que teremos mais gastos no ano que vem e, provavelmente, isso se estenderá de forma permanente à frente. Como já comentamos anteriormente, isso leva a uma trajetória de mais inflação realizada, aumento das expectativas e, consequentemente, pressiona para uma taxa Selic mais alta. Isso necessariamente representa perspectiva de menor crescimento, passado o choque de gasto adicional.

Ou seja, para os mercados, o script segue inalterado. Agentes econômicos aguardam novos desdobramentos vindos de Brasília e do governo de transição que possam lançar maior clareza sobre as prioridades e meios para atingi-las nos próximos quatro anos. Enquanto isso, a volatilidade provavelmente seguirá elevada.

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Comentários (9)
Wellghton Luis Costa
Wellghton Luis Costa 27.11.2022 23:58
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Faz o L investing
Eder Moraes
Eder Moraes 27.11.2022 23:15
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faz o L otários, a casa arrumada e agora vira essa zona , faça o L maiúsculo e enfia no cu bando de arrombados que apoiaram o larápio e creram no Meireles no lugar do posto Ipiranga e agora recebem o digníssimo Haddad!
Cesar Capri
Cesar Capri 27.11.2022 21:25
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Eu concordo pensamente. É melhor uma subida nos impostos do que uma emissão de dinheiro, ou tecnicamente chamado de expansão monetária. Aumentar impostos num país que gasta tanto dinheiro é até justo, um aumento temporário é melhor que outras manobras mais arriscadas.
Marcos Campos
Marcos Campos 27.11.2022 18:55
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O pais precisa reduzir o número de pessoas do auxílio Brasil gerando emprego e somente casos de extrema pobreza deveria receber o auxillioPara receber o auxílio deveria ter que prestar serviço para o governo atraves das prefeituras, talvez meio período de segunda a sexta-feiraPessoas idosas e sem condições de trabalhar receberiam sem precisar cumprir a carga de trabalho semanalAcredito que podera reduzir o custo do programa e dos governos/prefeiturasE fazer as pessoas ter dignidade de ter um emprego Reforma tributária e administrativa e urgente também pois não tem mais folego o pais de pagar 500 deputados e mais todos contratadosEnfim o Brasil e um potencial e precisa começar a crescer
Kennedy Sabin
Kennedy Sabin 27.11.2022 18:55
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iria ser tão bom algo assim, pena que estamos no Brasil, e aqui nada funciona direito.
Caio Thome
Caio Thome 27.11.2022 18:55
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excelente proposta
Ailton Fernandes
Ailton Fernandes 27.11.2022 18:41
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Economia Criativa falta de incentivo do Governo Federal para Desenvolvimento do País.
Nathan Silva
Nathan Silva 27.11.2022 18:34
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Brasil é fácil. só aplicar em juros pós fixados que não tem erro. Governantes incompetentes, sempre excesso de gastos, endividamento crescente ao infinito. Fácil. só meter em renda fixa e ganhar 15% ao ano. Ano que vem terão que elevar ainda mais a selic
Ivanildo Araújo
Ivanildo Araújo 27.11.2022 18:12
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
TODOS EM BRASÍLIA NA 4° FEIRA (30/11), SERÁ A NOSSA ÚLTIMA CARTADA E O BICHO VAI PEGAR!!!!!
edmilson silva
edmilson silva 27.11.2022 18:12
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Vai lá seu desocupado. Vai lá da sua cartadinha Vai Otario
Alessandro Bernardi
Alessandro Bernardi 27.11.2022 18:12
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Erlander Von Pogoburguer
Erlander Von Pogoburguer 27.11.2022 13:24
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O novo governo é uma quadrilha, muitíssimo mais perigosa e danosa do que o atual governo.
Gabriel Papi
Gabriel Papi 25.11.2022 16:40
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Lula ladrão, roubou a eleição!
 
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