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Queda no Rendimento dos Títulos Americanos Desafia Qualquer Explicação Fácil

Publicado 13.07.2021, 09:36
Atualizado 02.09.2020, 03:05

Publicado originalmente em inglês em 13/07/2021

Os analistas estão se contorcendo para explicar por que os rendimentos dos títulos do tesouro americano afundaram na semana passada, desfazendo todos os cenários de crescimento econômico robusto, alta inflação – e juros maiores.

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Diversos comentaristas estão fixados no Federal Reserve e fazem comparações intrincadas com o pânico gerado pela perspectiva de aperto monetário em 2013. Só que desta vez, dizem eles, os investidores estão se antecipando ao declínio dos rendimentos ocorrido quando o Fed começou a reduzir suas compras de títulos e já deixou o ataque de nervos para trás nos primeiro trimestre.

Pode ser. Uma explicação mais óbvia é que o ambicioso plano de gastos do presidente americano Joe Biden está enfrentando grande oposição no Congresso, colocando em dúvida a concretização de qualquer gasto adicional além do trilionário plano bipartidário de infraestrutura, se chegar a tanto.

Ou que as variantes da Covid e atraso na vacinação podem gerar novas ondas de infecção e desacelerar a recuperação. Ou que a probabilidade cada vez maior de uma inflação persistentemente alta está gerando rumores novamente da tão temida estagflação – crescimento econômico lento combinado com inflação elevada. Ou os sempre úteis “fatores técnicos", à medida que os investidores rebalanceiam suas carteiras.

EUA 10A diário

O rendimento do título de 10 anos nos EUA afundou até 1,25% em determinado momento da semana passada, depois de ficar em torno de 1,5% durante a maior parte do mês passado. Desde então, recuperou-se para cerca de 1,37%, mas você não ouve mais falar sobre o fato de ter disparado 2% antes do fim do ano.

Política e falta de compromisso podem dificultar recuperação

Quem apostou contra o consenso dos rendimentos maiores está se dando bem, já que sua visão de que o mercado se adiantou demais à recuperação econômica parece estar se confirmando.

Muito se fala sobre a aceitação da proposta americana de um imposto corporativo mínimo global de 15%, na reunião dos ministros de finanças do G20, em Veneza, mas não significa que o tributo se tornará realidade em todos os países que prometem aliança.

Washington precisa do novo mínimo para ajudar Biden a elevar os impostos corporativos para pagar seus ambiciosos planos de gastos, mas não há garantia que o Congresso dançará conforme a música.

Tudo isso ocorre contra o pano de fundo do excesso progressivo simbolizado pelo wokeness, que está encontrando forte resistência de eleitores que acreditam que ele foi longe demais. Isso está aumentando a probabilidade de os republicanos assumirem o controle de ambas as casas legislativas nas eleições de meio de mandato do próximo ano que nem mesmo as excentricidades de Donald Trump sejam capazes de parar.

Muita política. A polarização em Washington e a falta de acordo em um Congresso igualmente dividido parecem atuar como mais um obstáculo para a recuperação econômica.

Os EUA retomaram os leilões de notas e títulos nesta semana, com US$38 bilhões de notas de 10 anos na segunda-feira e US$24 bilhões em títulos de 30 anos na terça-feira. Porém, mesmo a maior demanda só conseguiu deprimir marginalmente os preços (elevando os rendimentos).

Longe de incitar um pânico, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a instituição continua flexível em manter a política monetária frouxa e indicou que o programa de compras emergenciais de títulos durante a pandemia poderia continua em “um novo formato” além do prazo previsto em março.

A Europa está ainda mais sensível a variantes da Covid. O rendimento dos títulos alemães de 10 anos, que servem de referência para a zona do euro, continuam baixos após atingirem -0,34% na semana passada e fecharem um pouco abaixo de -0,30% na segunda-feira.

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