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Renda fixa: Curva de juros segue atenta ao arcabouço fiscal e à inflação

Publicado 24.04.2023, 10:58
Atualizado 09.07.2023, 07:32

No Relatório de Mercado Focus (24), a projeção para o IPCA deste ano passou de 6,01% para 6,04%, bem acima do teto da meta (4,75%). Um mês antes, a mediana era de 5,93%. Para 2024, horizonte cada vez mais relevante para a estratégia de convergência à inflação do BC, a projeção permaneceu em 4,18%, acima do centro da meta (3,00%), contra 4,13% de quatro semanas atrás.

A semana na Renda Fixa foi de recomposição de prêmios de risco na curva a termo, apoiada na percepção de fragilidade da regra fiscal e o seu risco, dada a decepção com o texto do arcabouço apresentado no Congresso com uma série de exceções ao limite de gastos, e ausência de sanções legais caso as metas estabelecidas não sejam alcançadas. 

Os principais vetores que influenciaram a abertura da curva de juros foram: 

  • a ata do Banco Central Europeu (BCE) considerada hawkish,

  • o receio de que a instalação de uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) possa paralisar a Câmara e atrasar a tramitação do arcabouço no Legislativo,

  • o presidente do Banco Central reforçando a ideia de que a meta não pode ser ajustada para cima, e que a inflação não está caindo tão rápido, muito pelo contrário. Disse ainda que o trabalho em inflação "não está feito" e é necessário persistência,  

  • o Livro Bege do Fed que apontou arrefecimento nas pressões sobre o mercado de trabalho mas indicou aperto maior nas condições de crédito em algumas regiões, e trouxe incertezas sobre a atividade econômica nos EUA,

  • os temores de piora fiscal refletindo o texto do novo arcabouço fiscal entregue ao Congresso com vários trechos que sugerem fraqueza do ponto de vista do controle dos gastos e ainda dependente de grande geração de receitas, além de não prever consequências legais caso haja descumprimento das regras, 

  • a inflação ao consumidor do Reino Unido em março (10,1%) desacelerando menos do que o consenso (9,8%) e ainda nos dois dígitos na taxa anual. O resultado levou a mais apostas de alta nos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE),

  • o CPI da zona do euro também reforçou a chance de aperto pelo Banco Central Europeu (BCE),

  • as declarações de dirigentes do Federal Reserve favoráveis ao aperto monetário,

  • o desconforto do mercado com a entrega do texto final do arcabouço fiscal ao Congresso deixando 13 tipos de despesas fora dos limites para aumento de gastos estabelecidos pela proposta inicial,  

  • a decisão do governo de recuar na taxação de compras de itens importados entre pessoas físicas até o limite de US$ 50, abrindo mão de R$ 8 bilhões em receitas,

  • o incômodo com os resultados da pesquisa Focus (17) indicando que o IPCA de março perto do piso das estimativas não evitou oscilação para cima nas expectativas de inflação,

  • os dados mais fortes do que o previsto sobre a atividade industrial no Estado de Nova York e a resiliência da confiança das construtoras dos EUA consolidando a percepção de alta de 25 pontos-base dos juros pelo Fed em maio,

  • e o IBC-Br de janeiro, que caiu 0,04% na margem, vindo melhor do que apontava a mediana das previsões, negativa em 0,30%. O resultado, porém, não alterou em geral as projeções dos economistas para o desempenho no trimestre nem para o PIB no ano.

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Fizeram o contraponto mas não impediram a abertura da curva de juros:

  • a percepção de menor risco de atuação mais agressiva do Fed na política monetária,

  • e os temores de recessão após divulgação de balanços decepcionantes de grandes empresas e aceleração nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA.

Fatores que foram considerados de menor potencial para influenciar o movimento da curva de juros:

  • a boa recepção do marco das Parcerias Público Privadas (PPPs) organizadas pelos Estados e municípios e o lançamento do novo modelo de garantias,

  • a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro, com queda de 0,2% na margem, em linha com a mediana (-0,2%) das expectativas,

  • e a deflação na segunda prévia do IGP-M.

A conferir o que estará no radar do mercado.

No Brasil

  • a tramitação do texto do arcabouço fiscal no Congresso, com expectativa de alterações que possam fortalecer a disciplina fiscal,

  • a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na terça-feira (25), 

  • os dados de atividade, como os da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), todos de fevereiro,

  • o IPCA-15 de abril.

Nos EUA

  • o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro tri,

  • o índice de preços ao consumidor (PCE), medida preferida de inflação do Fed, de março,

Na Zona do Euro

  • o Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro tri.

O dólar no mercado à vista encerrou a sessão de quinta-feira (20) cotado a R$ 5,0584, terminando a semana com valorização de 2,92% e perdas no mês de 0,20%. 

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Os principais fatores que influenciaram o preço da moeda americana no mercado doméstico de câmbio foram:

  • a repercussão favorável de indicadores de atividade da China que surpreenderam positivamente, com destaque para o avanço de 4,5% do PIB no primeiro tri, acima dos 4% esperados,

  • os indicadores de atividade mais fracos nos EUA, bem como as declarações hawkish de dirigentes do Fed explicam a diminuição das apostas de redução de juros pelo Fed no segundo semestre,

  • a entrada de fluxo de exportadores que aproveitaram a escalada recente da moeda para internalizar recursos,

  • o desconforto com o novo arcabouço fiscal pela série de exceções ao limite de gastos, ausência de sanções legais caso as metas estabelecidas não sejam alcançadas e ceticismo em torno da geração de superávits primários, que dependeriam muito de ampliação de receitas, e da trajetória da dívida líquida/PIB,

  • as chances de instalação de CPMI após divulgação de vídeo em que o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, é flagrado no Palácio do Planalto interagindo com golpistas que invadiram o local no dia 8, 

  • a ata do BCE reiterando discursos hawkish de seus dirigentes focados no combate à inflação, elevando as expectativas de alta de juros na zona do euro e Reino Unido, 

  • e o CME Group apontando mais de 80% de chance de aumento de 25 pontos-base dos juros nos EUA, para faixa de 5,00% a 5,25% em maio.

Agenda de eventos e indicadores econômicos de 24 a 28 de abril

Segunda-feira (24):

  • Brasil - FGV: IPC-S de abril (3ª quadri), BC: Relatório Focus, CNI: Sondagem da Indústria da Construção em março, MDIC: Balança comercial semanal, 

  • EUA - Fed Chicago: índice de atividade nacional em março,  

  • Alemanha - Ifo: índice de sentimento das empresas em abril,  

  • Portugal - viagem oficial do presidente Lula a Portugal, 

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Terça-feira (25):

  • Brasil - Fipe: IPC de abril (3ª quadri), FGV: IPC-S Capitais de abril (3ª quadri), FGV: Sondagem do Consumidor em abril, BC/Setor externo: Conta corrente e IDP de março, IBGE: Varejo restrito e ampliado em fevereiro, Audiência com presidente do BC, Roberto Campos Neto, na CAE do Senado, Tesouro: Leilão de NTN-B para 15/8/2028, 15/8/2040 e 15/8/2060 e de LFT para 1º/3/2026 e 1º/3/2029, 

  • EUA - Deptº do Comércio: Permissão para novas obras (final) de março, Vendas de moradias novas em março, CB: índice de confiança do consumidor em abril, API: estoques de petróleo na semana até 21 de abril,  

  • Portugal: viagem oficial do presidente Lula a Portugal, 

Quarta-feira (26):

  • Brasil - FGV: INCC-M de abril, Sondagem da construção em abril, BC: Nota de crédito de março, IBGE: IPCA-15 de abril, Pesquisa Industrial Mensal Regional de fevereiro, Tesouro: Relatório mensal da dívida em março, BC: Fluxo Cambial na semana de 17 a 20 de abril, 

  • EUA - Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis em março, DoE: estoques de petróleo na semana até 21 de abril,  

  • Alemanha - GfK: índice de confiança do consumidor de março,  

  • China - NBS: lucro industrial em março,  

  • Espanha - viagem oficial do presidente Lula à Espanha, 

Quinta-feira (27): 

  • Brasil - FGV: IGP-M de abril, Sondagem da Indústria em abril, IBGE: Pesquisa Mensal de Serviços em fevereiro, Tesouro: Resultado primário do governo central em março, Leilão de NTN-F para 1º/1/2029 e 1º/1/2033 e de LTN para 1º/4/2024, 1º/4/2025 e 1º/7/2026, Caged: Geração de emprego formal em março,  

  • EUA - Deptº do Trabalho: pedidos de auxílio-desemprego na semana até 22 de abril, Deptº do Comércio: PIB do 1º tri (preliminar), Índice de preços de gastos com consumo (PCE), NAR: Vendas pendentes de imóveis em março,  

  • Zona do euro - Eurostat: Índice de sentimento econômico em abril, Comissão Europeia: índice de confiança do consumidor em abril (final), 

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Sexta-feira (28): 

  • Brasil - FGV: Sondagem de Serviços em abril, BC: Setor público consolidado em março, IBGE/PNAD Contínua: Taxa de desemprego em março, BC: IBC-Br de fevereiro,  

  • EUA - Deptº do Comércio: Gastos com consumo em março, Renda pessoal, Índice de preços de gastos com consumo (PCE), ISM/Chicago: PMI de abril, Universidade de Michigan: Índice de Sentimento do Consumidor em abril (final), Expectativas de inflação em 1 e 5 anos, Baker Hughes: poços e plataformas de petróleo em operação,  

  • Zona do Euro - Reuniões de Eurogrupo e Ecofin, Eurostat: PIB do 1º tri (preliminar),  

  • Alemanha: Destatis: PIB do 1º tri (preliminar), CPI de abril (preliminar), 

  • Japão - BoJ divulga decisão de política monetária. 

Fonte: Broadcast 

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