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Rumo a Serviços Financeiros Personalizados com Open Banking e Dados Compartilhados

Por Saul Fine Resumo do Mercado07.10.2021 15:10
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Rumo a Serviços Financeiros Personalizados com Open Banking e Dados Compartilhados
Por Saul Fine   |  07.10.2021 15:10
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O Open Banking está se tornando algo muito grande muito rapidamente. Apesar do conceito ter sido introduzido nos últimos anos, já está mudando drasticamente os serviços financeiros para milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a iniciativa do Open Banking está sendo liderada pelo Banco Central do Brasil com o objetivo de modernizar e digitalizar o sistema bancário, introduzir novas instituições não bancárias, proteger e adicionar novos produtos ao mercado - além de elevar a educação e a inclusão financeira. E os brasileiros parecem interessados em participar dessa nova iniciativa, tendo uma das impressões mais positivas pelo Open Banking no mundo.

A base: dados compartilhados

Então, o que é o Open Banking? Open Banking é essencialmente uma rede compartilhada de dados do consumidor, com o consentimento dos consumidores, que é acessível às instituições financeiras participantes (IFs) por meio de interfaces de programação de aplicativos (APIs). Consequentemente, o Open Banking permite que os consumidores compartilhem informações financeiras sobre si mesmos que, no passado, eram conhecidas apenas por seus bancos ou provedores de serviços específicos. Essas informações recém-compartilhadas podem incluir detalhes de contas bancárias, transações de cartão de crédito, transferências de dinheiro, pagamentos de serviços públicos, salários e muito mais. Até então, essas informações pertenciam a essas empresas e agora a propriedade está sendo transferida para o consumidor.

No Brasil, a partir de agosto de 2021, os consumidores podem optar por compartilhar suas informações financeiras com as instituições financeiras participantes, que podem, por sua vez, oferecer-lhes novos serviços fora do ambiente de seu banco. Como resultado, esses consumidores obtêm visibilidade de várias instituições financeiras e de seus serviços concorrentes, como taxas reduzidas ou limites de crédito aumentados. Além disso, essa visibilidade permitirá que pessoas com acesso limitado a produtos financeiros tenham muito mais opções disponíveis, como pagamentos e crédito online.

A experiência dos consumidores com o Open Banking será principalmente por meio de plataformas online. Na prática, o Open Banking está instalado em plataformas digitalizadas desenvolvidas por bancos e fintechs, que podem ser acessadas pela internet, sem a necessidade de visitas presenciais ou agências. No entanto, o valor central subjacente a essas plataformas é, na verdade, os dados compartilhados.

A chave: valor agregado e confiança

Como optar por um banco e compartilhar seus dados é uma escolha pessoal e voluntária, um grande desafio para as instituições financeiras participantes será criar uma proposta de valor para ajudar os clientes a perceber que o banco aberto pode beneficiá-los pessoalmente. Assim que isso acontecer, é provável que muitos deem o seu consentimento. De acordo com pesquisas recentes, 70% dos consumidores estão dispostos a fornecer informações pessoais se isso levar a melhores decisões de crédito. Além disso, muitos brasileiros já estão acostumados a gerenciar várias contas: 1 em cada 4 brasileiros operam suas finanças combinando serviços bancários e fintech.

Outro fator importante para os consumidores adotarem o Open Banking será a confiança de que seus dados pessoais serão mantidos seguros e protegidos. Isso é um pouco semelhante a uma pessoa permitindo serviços de localização em seu telefone celular ou permitindo que o Google (NASDAQ:GOOGL) (SA:GOGL34) ou o Facebook (NASDAQ:FB) (SA:FBOK34) rastreie sua atividade na Internet para ajudar a criar serviços mais personalizados. Nesse sentido, é interessante notar que os brasileiros confiam mais em bancos tradicionais com seus dados pessoais do que em não bancos. Portanto, as fintechs precisam provar que também são confiáveis. A boa notícia é que o Open Banking é bem regulamentado e que todas as instituições financeiras participantes devem cumprir as regras de proteção de dados e declarar exatamente quais dados serão usados e por quanto tempo.

O benefício: serviços personalizados

Em geral, para que os clientes realmente percebam o valor e a confiança no sistema bancário aberto, as instituições financeiras precisam personalizar os serviços oferecidos, de acordo com o que o consumidor realmente deseja ou precisa. Até agora, as instituições financeiras só foram realmente capazes de fornecer segmentações muito gerais de serviços para seus clientes, com base em amplas variáveis demográficas ou pontuações de bureau, por exemplo. Mesmo depois de muitos anos no mesmo banco, é difícil imaginar que eles o conhecessem o suficiente para lhe oferecer um serviço personalizado ou prever suas necessidades. Com uma visão mais ampla da situação financeira de um cliente, os dados compartilhados no Open Banking permitem não apenas ao banco do consumidor fazer isso melhor, mas também a outras instituições financeiras.

Isso pode ser alcançado em parte porque muitos dos dados compartilhados descrevem os comportamentos financeiros, preferências e até mesmo características pessoais dos consumidores (isto é, dados psicométricos), acima e além de sua situação financeira. Isso pode ser aprendido com os próprios clientes e os dados que eles compartilham, com a ajuda do aprendizado de máquinas e da inteligência artificial. Por exemplo, usando dados comportamentais compartilhados, IFs podem ajudar uma pessoa a gerenciar melhor a situação financeira de um cliente, como aconselhando-o a economizar para um pagamento de dívida iminente ou oferecendo-lhe crédito futuro para montantes de receita atrasos inesperados identificados ou maiores despesas temporárias. Além disso, as IFs podem ajudar fornecendo lembretes personalizados, dicas, avisos ou sugestões para se tornarem mais educados financeiramente.

Em todos esses casos, o consumidor tem autonomia para decidir o que fazer, com a IF fornecendo-lhe as ferramentas e opções para fazê-lo. A partir dessas decisões, a IF pode aprender suas preferências, pode saber quais mensagens são mais eficazes, qual é a melhor maneira de ser contatado, quais serviços foram preferidos etc. Esse conhecimento é aprimorado e aprendido mais rápido, especialmente quando os dados são compartilhados entre fornecedores, e também pode ser aplicado proativamente a outras pessoas semelhantes.

Uma vez que o processo e a base para o compartilhamento de dados já começaram, as IFs agora têm o desafio de encontrar maneiras de aproveitar esses dados, desenvolvendo novas tecnologias, modelos e produtos inteligentes que irão melhorar e personalizar os serviços e levar a uma maior inclusão financeira e crescimento econômico.

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Comentários (1)
Dirceu Machado
Dirceu Machado 09.10.2021 16:40
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Porto Sudeste (PSVM11) * 06/10/21 Maior produtora mundial de nióbio, insumo usado na produção de aço, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) estuda uma mudança logística para o transporte do produto em Minas Gerais que deve reduzir custos e dar mais segurança à operação. A empresa pretende transportar por trem sua produção das minas de Araxá (MG) até portos do Rio de Janeiro e de São Paulo, de onde saem navios carregados para clientes da Europa, Ásia e América do Norte. Parte do trajeto até os portos já feito pelos trilhos. Há quatro anos, a CBMM fechou um contrato com a MRS, que administra a linha férrea que conecta Belo Horizonte a portos dos dois estados. Com isso, a empresa passou a ter possibilidade de transportar suas cargas por trilhos desde a capital mineira aos portos de Itaguaí (RJ) e de Santos (SP). Mas de Araxá até Belo Horizonte, ainda continua dependendo de caminhões
 
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