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Tensão nos mercados: 'Mother, do you think they'll drop the bomb?'

Por Felipe MirandaResumo do Mercado26.09.2022 18:12
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Tensão nos mercados: 'Mother, do you think they'll drop the bomb?'
Por Felipe Miranda   |  26.09.2022 18:12
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Em paralelo à inflação alta e persistente sobretudo lá fora, com suas consequências sobre as taxas de juro em nível global, convivemos com elevada tensão geopolítica.
 
Talvez não seja coincidência. Historicamente, há importante relação causal entre inflação e aumento das pressões sociais e movimentos políticos. Yaneer Bar-Yam, um dos grandes estudiosos de complexidade, por exemplo, anteviu a Primavera Árabe justamente ao identificar a elevação do preço dos alimentos. Dada a interdependência de sistemas complexos, até os movimentos de junho de 2013 no Brasil teriam relação com a inflação de itens mais básicos.
 
O título, extraído de “Mother” do Pink Floyd, é uma referência mais direta a Putin, mas poderia ser um alerta mais amplo à possibilidade de algum evento de cauda lá fora.

Primeiro, a própria guerra na Ucrânia. Algo em particular me preocupa, além, claro, dos referendos, sob muita coação, para anexação de territórios ucranianos pela Rússia. As recentes vitórias da Ucrânia e suas reconquistas territoriais aumentam a tensão sobre Putin. “O mal é bom, e o bem, cruel.” Como se as conquistas ucranianas acabassem o deixando com poucas opções para evitar uma humilhação completa. Numa metáfora, é como se o sujeito tivesse encurralado um rato – sabendo que vai morrer, o rato acuado acaba mordendo o quanto pode; chegamos a um desfecho ruim para todos os envolvidos. Quem confiaria num autocrata encurralado?
 
Enquanto isso, nos aproximamos do inverno europeu. Dada a situação econômica ruim e a falta de alternativas à crise energética, poderíamos caminhar para algum tipo de “acordo sujo” entre a Europa e a Rússia, para usar uma expressão de Thomas Friedman, em que se aceitaria a anexação de alguns territórios ucranianos por Putin, de modo a acabar a guerra, ao menos temporariamente, e garantir o suprimento de gás à Europa. Em sendo o caso, teríamos uma mensagem ruim de médio e longo prazo: autocratas podem incorrer em violações de tratados internacionais e impetrar crimes de guerra, ainda assim podem chegar a acordos parcialmente favoráveis.
 
Outra possibilidade é seguirmos sem acordo e Putin suprimir a oferta de gás. Ainda pior, optar pelo caminho de uso de armas nucleares. 
 
“Pra variar, estamos em guerra. Você não imagina a loucura.” Mas a guerra vai além do sentido literal e assume contornos metafóricos também. “Jogar a bomba”, aqui, envolve também algum tipo de evento de cauda que possa interromper as doses homeopáticas de sofrimento a que temos sido expostos nos últimos meses e trazer algum tipo de ruptura, pânico e circuit breakers lá fora. “Do terror sem fim ao fim terrível.” Finalmente, a baleia boiando apareceria no oceano vermelho. O cadáver requerido para batizar a crise de 2022, encerrar o ciclo e começar um novo.
 
As alusões à guerra são de natureza mais abrangente. Conforme tem insistido Niall Ferguson, já vivemos uma Guerra Fria 2, entre EUA e China, com paralelos marcantes com a década de 70 – não à toa, a inflação norte-americana é a maior em 40 anos. A guerra do Yom-Kippur, com seus impactos sobre o preço do petróleo, encontraria paralelos na invasão da Ucrânia. Uma possível invasão de Taiwan poderia trazer os EUA para uma guerra quente na Ásia, a exemplo do que foi o Vietnã ou mesmo a guerra da Coreia. Os erros de política monetária de Jerome Powell e companhia, ao chamar a inflação de 2021 de transitória, fariam inveja a Arthur Burns.
 
Em paralelo, alguns analistas já recuperam a expressão “currency wars”, para caracterizar os desequilíbrios nos mercados de câmbios e as reações dos formuladores de política econômica. 
 
Liz Truss precisou de um mês para arrasar a libra. Com seu impacto de corte de impostos e aumento de gastos, empurrou a moeda britânica para seu menor patamar desde 1985, enquanto o yield dos gilts de 10 anos observou alta diária recorde na sexta-feira.
 
Depois de muito tempo, o Banco do Japão interveio no mercado de câmbio e se disse pronto para voltar a defender o iene se necessário. A China acaba de impor uma taxa de 20% sobre transações cambiais, para frear a desvalorização do yuan
 
As respostas ao “rei dólar” começam a se intensificar – o DXY, índice que mede o comportamento do dólar contra uma cesta de moedas, caminha para sua maior alta anual desde sua criação.  
 
A desvalorização das moedas ex-dólar aumenta a pressão inflacionária nesses países, o que, como escrito no começo deste texto, sugere aumento da instabilidade social. Uma das consequências históricas de cenários assim é a maior radicalização política, no geral com maior tendência de se caminhar à direita – a Itália acaba de eleger Giorgia Meloni, candidata da ultra-direita. E lá vamos nós conviver com possíveis questionamentos ao euro (da minha parte, me questiono mesmo como alguém pode querer se livrar de Mário Draghi às vésperas de uma grande crise.)
 
Enquanto isso na sala da justiça, o Brasil entra na reta final de suas eleições presidenciais. Cada um dos dois principais candidatos se coloca como favorito para ganhar no primeiro turno. Algo não está certo. O risco de terceiro turno, ou, nas brilhantes palavras de Luis Stuhlberger, o risco de “Banana Republic”, ou seja, de contestação das eleições, não é desprezível.
 
“Mother, should I trust the government?"
 
Apertem os cintos para as próximas duas semanas.

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Comentários (12)
Augusto Beltrao
Augusto Beltrao 28.09.2022 9:40
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Você realmente acredita na retomada de territorios pela Ucrania e que Putin esta encurralado? Analisando o mapa que foi “informado” só se vê campo e pequenas cidades. Os Russos ha 6 meses fazem avanços e recuos estrategicos e continuam no poder das grandes cidades. A mídia ja disse que Putin estava com doença terminal, que um forte movimento iria derruba-lo, que os russos estavam desmoralizados e toda a mentira e fake news da mídia. O que se vê é Putin arrogante e soberano, os russos firmes e anexando parte da Ucrania, Governos Ocidentais tapando olhos para genocidio e só falando de gás e energia e mais ucranianos morrendo. Isso são fatos, o que resto é a fakenews fabricada pela mídia.
daniel alves
daniel alves 27.09.2022 10:35
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a solução ,,,,,e investir dinheiro na moeda. chainlink
Amando Pichel
Amando Pichel 27.09.2022 10:19
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Felipe, parabéns! Você escreve muito bem. Seus textos, sempre muito educativos exortam ao questionamento.
Maria Aparecida Da Silva
Maria Aparecida Da Silva 26.09.2022 22:52
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Torcer para Hegemonia Geopolítico tenhamos reações surpreendentes de fácil acompanhamento, no grau Investimento de menores risco.
Robson Arruda
Robson Arruda 26.09.2022 22:38
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Não compro notícia da mídia ocidental. A situação da guerra Ucrania vs Rússia não está como Felipe e mídia ocidental está desenhando.
Dom Luiz
Dom Luiz 26.09.2022 21:33
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1 Bomba em Kiev, impediria todas as outras. OTAN pararia de se expandir, a Ucrânia se renderia, com a cabeça do Zelensky em uma linda bandeja de prata. Torço pela Bomba e pelo fim da expansão da OTAN. Da mesma forma que a paz veio das bombas americanas mo Japão.
José Artur Medina
José Artur Medina 26.09.2022 21:33
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Na sequência aquilo que voc~e chama de Rússia estaria nas mãos da Otan, acerca se deveria ou não haver uma retaliação á altura. Maluco tem dos dois lados. Aliás, se Putin for iniar uma guerra atômica possivelmente os russos o matam antes.
Marco ABC
Marco ABC 26.09.2022 21:26
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De geopolítica este senhor nada sabe. Lamentável
Rodrigo Presotti
Rodrigo Presotti 26.09.2022 21:22
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Bom texto felipe! parabéns. Na próxima que tal nos mostrar um estudo de como se dá a reação dos mercados no "pós guerra" , logo que as ações são precificadas através de previsões futuras , certo ?
Adalberto Deluca
Adalberto Deluca 26.09.2022 21:14
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Acho voces continuam com espirito de Empiricus. Manipular para ganhar. Todo dia uma forma de pegar os incautos
JOSE ROBERTO ROQUE JUNIOR
JOSE ROBERTO ROQUE JUNIOR 26.09.2022 20:55
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Faz o contrario! Manda comprar dolar a 5,8. Investir em Oi e afins, ao olhar a renatabilidade das posicoes dele.quando subir mais, ele nanda comprar bolsa.
 
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