Negociador comercial chinês vai aos EUA para conversações e pode se reunir com funcionários de nível adjunto

Publicado 26.08.2025, 14:43
Atualizado 26.08.2025, 14:49
© Reuters.

Por David Lawder e Joe Cash

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - O negociador comercial da China, Li Chenggang, deve viajar a Washington nesta semana para se reunir com autoridades norte-americanas, disse um porta-voz do governo dos Estados Unidos, com as duas superpotências buscando traçar um caminho além da atual trégua tarifária.

Li, representante de comércio internacional da China que participou de recentes negociações comerciais com os EUA ao lado do vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, poderá se reunir com autoridades do governo dos EUA de nível adjunto, disse o porta-voz na segunda-feira, acrescentando que a visita não faz parte de uma sessão formal de negociação.

Uma fonte dos EUA familiarizada com as negociações disse que não havia nenhuma reunião planejada entre Li e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e que ele não estava vindo a pedido do lado norte-americano.

A fonte, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a falar publicamente sobre o assunto, disse que Washington não considera Li o principal interlocutor para o planejamento de futuras negociações comerciais sob o canal estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente chinês, Xi Jinping.

Essa função caberia ao vice-primeiro-ministro He, que é o czar da economia chinesa, e ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

O Wall Street Journal informou pela primeira vez na segunda-feira que Li viajará para Washington.

Ambos os lados do Pacífico estão atentos para ver se a última prorrogação de tarifas deste mês se tornará permanente ou se Trump mais uma vez afetará as cadeias de suprimentos globais com uma nova onda de tarifas proibitivamente altas sobre as importações chinesas.

Os varejistas dos EUA estão estocando antes da temporada crítica de festas de fim de ano, enquanto os produtores chineses -- excluídos da principal economia de consumo do mundo -- dizem que estão em "modo de sobrevivência", lutando para garantir participação de mercado em outros lugares para se manterem à tona.

As duas maiores economias do mundo concordaram, em 11 de agosto, em estender sua trégua tarifária por mais 90 dias, mantendo taxas de 30% sobre as importações chinesas e 10% sobre os produtos norte-americanos. Essa extensão foi amplamente negociada no final de julho em Estocolmo, em uma reunião liderada por He e Bessent, com a presença de Li e de Greer.

Quando as tarifas de Trump ultrapassarem 35%, elas se tornarão proibitivamente altas para os exportadores chineses, alertam os economistas.

O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de David Lawder, em Washington; Joe Cash e Liz Lee, em Pequim, e Devika Nair, em Bengaluru)

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