UE espera conclusão de acordo com Mercosul em dezembro, diz presidente do Conselho Europeu

Publicado 29.05.2025, 12:50
© Reuters. Chanceler brasileiro, Mauro Vieira, recebe o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em Brasílian27/05/2025nREUTERS/Ton Molina

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse nesta quinta-feira ter a expectativa de que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul seja concluído em dezembro, durante a presidência brasileira do bloco sul-americano.

"É o objetivo (concluir o acordo até o final do ano). A expectativa é que o objetivo seja alcançado", disse Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, em entrevista coletiva após discursar no Fórum de Investimentos Brasil-UE, em São Paulo. "Também se for em janeiro, depois de 20 anos de negociações, não será um mês de atraso que causará grandes problemas."

Costa disse que seria "justo" que a conclusão do acordo ocorra durante a presidência brasileira do Mercosul, que se encerra no fim deste ano.

"É muito justo que seja assinado na presidência brasileira do Mercosul. Em dezembro o Brasil recebe a cimeira (cúpula) do Mercosul e vamos trabalhar para que isso seja possível", acrescentou.

O Brasil assumirá a presidência rotativa do Mercosul em julho, mantendo-a até dezembro.

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos sul-americano e europeu foi finalmente anunciado em 2024, mas ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul, assim como pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

O acordo enfrenta resistências na Europa, especialmente de ambientalistas que temem um aumento do desmatamento para a produção e posterior exportação de commodities agrícolas, além de uma oposição veemente da França, segunda maior economia da UE.

Sem citar resistências específicas, Costa disse ser normal em um acordo comercial que se ganhe em determinado setor e que se perca um pouco em outros. Fez questão de afirmar, ao mesmo tempo, que o acordo será benéfico tanto para o bloco europeu quanto para o sul-americano.

Falando a jornalistas durante o mesmo evento, o presidente da ApexBrasil, a agência brasileira de promoção das exportações, Jorge Viana, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá em breve à França, cujo presidente Emmanuel Macron, tem feito oposição veemente ao acordo UE-Mercosul diante da resistência ao pacto pelo politicamente poderoso setor agrícola francês.

"As perspectivas (para conclusão do acordo) são maravilhosas. Eu, por exemplo, imaginava que o acordo poderia findar, fase final de apreciação na Europa no início do ano que vem. Hoje o presidente António Costa falou: ’espero que o acordo seja assinado ainda neste ano’. Então eu estou muito otimista. O presidente Lula está empenhado pessoalmente nisso", disse Viana.

"Estamos empenhados nesse propósito. Agora mesmo o presidente Lula tem uma viagem à França, a França tem uma posição diferente e nós entendemos as razões por questões internas com o setor agrícola deles, mas achamos que precisa ser superada, porque vai ser bom também para a França."

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