2 razões pelas quais os mercados emergentes continuam atrativos

Publicado 31.08.2025, 05:03

Investing.com - Os mercados emergentes foram duramente atingidos pela última onda de tarifas dos EUA, com produtos chineses enfrentando taxas de até 35% e Índia e Brasil até 50%.

No entanto, Carlos Hardenberg, gestor de investimentos da MCP Emerging Markets LLP, argumenta que "apesar da atual onda de protecionismo global e do aumento das tarifas comerciais, os mercados emergentes continuam a oferecer oportunidades de investimento atraentes".

Ele destaca dois fatores-chave que sustentam sua resiliência: forte demanda doméstica e crescente diversificação comercial.

A Índia ilustra como o robusto consumo interno pode atuar como um escudo contra choques externos. Com mais de 1,4 bilhão de pessoas e um consumo privado no valor de US$ 2,1 trilhões em 2023, a economia do país é impulsionada mais pelas famílias do que pelas exportações.

Hardenberg ressalta que a Índia está prestes a se tornar o segundo maior mercado consumidor do mundo até 2030, com 773 milhões de consumidores, acima dos 529 milhões em 2024. Isso já é visível nos gastos com luxo, onde as vendas de carros cresceram 35% anualmente desde 2019 e as vendas de residências de ultra-luxo aumentaram 50% em 2023.

Demografia e reformas adicionam mais suporte. Uma população jovem, rendas crescentes e rápida urbanização estão impulsionando a demanda por bens e serviços premium.

Hardenberg observou que as "reformas GST de próxima geração" do primeiro-ministro Narendra Modi, programadas para outubro de 2025, simplificarão o regime de impostos indiretos e provavelmente darão um impulso adicional ao consumo.

Espera-se que a reforma beneficie setores como automóveis, cimento, vestuário, calçados, seguros e hotéis acessíveis.

O Brasil oferece outro exemplo de resiliência através da diversificação comercial. Apesar das elevadas tarifas dos EUA, Hardenberg enfatiza que o impacto na economia brasileira deve ser limitado. As exportações para os EUA representam apenas 12% do total do Brasil, e a Capital Economics estima que mesmo uma tarifa geral de 50% reduziria apenas 0,3-0,5% do PIB ao longo de três anos.

Os mercados reagiram com tranquilidade à notícia, com o real subindo 10% contra o dólar e o índice BOVESPA aumentando 14% este ano.

O Brasil também aprofundou os laços comerciais dentro do grupo BRICS, especialmente com a China e a Índia. Hardenberg lembra que durante a guerra comercial EUA-China de 2018, a China aumentou suas compras de soja brasileira, um padrão que está se repetindo no atual ambiente tarifário.

Da mesma forma, as economias da ASEAN estão cada vez mais comercializando entre si, com o comércio intra-ASEAN atingindo 21,5% do comércio total em 2024, avaliado em US$ 3,5 trilhões.

Em conclusão, Hardenberg acredita que em um mundo de protecionismo crescente, os investidores devem "olhar além dos dados de exportação e, em vez disso, focar nas forças estruturais dos mercados emergentes", particularmente grandes populações em crescimento e links comerciais diversificados.

Índia e Brasil, ele diz, exemplificam economias bem posicionadas para permanecerem resilientes contra níveis tarifários mais altos.

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