A um ano da campanha eleitoral, Planalto lança novo slogan e Lula quer ministros defendendo governo

Publicado 26.08.2025, 17:35
Atualizado 26.08.2025, 18:56
© Reuters.

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - A um ano de ter que enfrentar uma nova campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer apostar na ideia de que o governo tem um lado, e lança na semana que vem uma nova campanha e um novo slogan, "Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro".

A nova logomarca e as ideias da nova comunicação do governo foram apresentadas pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, durante a reunião ministerial nesta terça-feira. A intenção é reforçar o tom que o Planalto encontrou, e vem dando certo até agora, de um governo em defesa da Justiça Social, Justiça Tributária e, depois da onda de tarifas impostas pelo governo norte-americano, a defesa da soberania.

Desde o final do primeiro semestre, o governo obteve algumas vitórias, especialmente nas redes sociais, e conseguiu conquistar um espaço que vinha sendo dominado pela oposição. O primeiro foi conseguir emplacar a ideia de que, ao defender a redução do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil ao mês e, do outro lado, propor uma taxação de quem ganha mais de R$1 milhão ao ano, estaria em busca de Justiça Social.

"A ideia é mostrar que esse é um governo que tem lado, que está do lado do povo brasileiro, da soberania, associando às políticas públicas", disse uma fonte presente à reunião.

Em um momento em que parte dos partidos que, hoje, têm ministros na Esplanada -- especialmente o PP e o União Brasil, que pretendem se unir em uma federação -- começam a se preparar para estar na oposição nas eleições de 2026, os presentes foram cobrados a defender não apenas suas pastas e seus feitos, mas os números do mandato de Lula como um todo.

Ao encerrar a reunião, Lula voltou a falar da necessidade dos ministros defenderem o governo e mirou especificamente nos nomes de partidos do centrão. Apesar de dizer que não vê os nomes como grupos políticos e ter uma relação direta com cada um deles, disse que precisam saber defender o governo, mesmo em eventos de seus partidos, quando o governo é atacado.

"Todos os ministros precisam estar presentes na defesa do governo, do seu legado, não apenas de suas áreas", disse a fonte, explicando a cobrança do presidente.

O presidente foi direto ao cobrar especialmente dos ministros ligados ao PP e ao União Brasil e deixou claro que, se não se sentirem confortáveis, podem deixar os cargos e planejar seu futuro, e não terão problemas com ele.

Na lista estão André Fufuca (PP), do Esporte, Celso Sabino (União), do Turismo, Frederico de Siqueira Filho (União), das Comunicações, e Waldez de Góes, que é do PDT, mas foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além do presidente da Caixa, Carlos Fernandes, também ligado ao PP.

De acordo com uma fonte palaciana, essa não foi a primeira vez que Lula teve esta mesma conversa com seus ministros, mas as anteriores foram privadas. O presidente tem demonstrado irritação com ataques vindo dos partidos que se mantêm nos ministérios, mas tentam se afastar da base do governo mirando as eleições de 2026.

O tom, no entanto, diz a fonte, não tem sido de cobrar pedidos de demissão dos ministros, mas de defender o legado do governo. Até agora, apesar da posição constrangedora, nenhum deles deu indicação de querer deixar suas pastas, e a promessa é de que se envolverão na defesa do governo.

O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, no entanto, já afirmou que o partido irá decidir até o início de setembro sobre o desembarque do governo, e garante que a legenda terá uma posição de "independência".

Ao iniciar a reunião, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o foco da equipe agora deve ser nas entregas que o governo faz, na comparação com o governo de Jair Bolsonaro.

"É importante que possamos destacar as entregas, dando capilaridade a essa comunicação, seja com presença física, virtual ou entrevistas dos técnicos e ministros nos Estados. E naquilo que as pessoas mais conseguem entender, quando se compara como estava e como está", disse Costa.

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