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Por Ricardo Brito e Luciana Magalhaes
(Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira que a Polícia Penal do Distrito Federal faça o monitoramento em tempo integral do cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com destacamento de policiais para a ação.
Bolsonaro é réu em um processo que apura a tentativa de golpe de Estado e foi indiciado pela Polícia Federal em inquérito sobre coação à Justiça, caso em que foi determinada sua prisão domiciliar.
"Determino à Polícia Penal do Distrito Federal que proceda ao monitoramento em tempo integral das medidas cautelares impostas a Jair Messias Bolsonaro, com destacamento de equipes para monitoramento em tempo real do endereço residencial do réu, onde cumpre prisão domiciliar", diz Moraes, na decisão.
O pedido para um monitoramento mais ostensivo do ex-presidente havia sido apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e havia recebido um parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Na justificativa para a decisão, Moraes citou ainda a proximidade do julgamento por tentativa de golpe de Estado e que o monitoramento serviria para garantir a aplicação da lei penal.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto após ter descumprido medidas cautelares impostas a ele.
Procurada pela Reuters, a defesa de Bolsonaro não respondeu de imediato a pedido de comentário.
(Reportagem de Ricardo Brito, em Brasília, e Luciana Magalhães, em São Paulo)