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NOVA DÉLHI (Reuters) - A Air France e a alemã Lufthansa (ETR:LHAG) estão entre as companhias aéreas globais que estão evitando o espaço aéreo paquistanês, como mostraram sites de rastreamento de voos na segunda-feira, enquanto a tensão entre os vizinhos com armas nucleares Índia e Paquistão permanece alta após um ataque na Caxemira no mês passado.
A Índia tomou medidas como o fechamento de seu espaço aéreo para as companhias paquistanesas, enquanto o Paquistão barrou aquelas de propriedade ou operadas por sua vizinha e suspendeu o comércio e os vistos especiais para indianos, embora tenha permitido que as companhias aéreas internacionais utilizem seu espaço aéreo.
As companhias aéreas do Grupo Lufthansa estão "evitando o espaço aéreo paquistanês até novo aviso", disse a empresa em um comunicado à Reuters, embora isso resulte em tempos de voo maiores em algumas rotas para a Ásia.
O voo LH760 da Lufthansa, de Frankfurt para Nova Délhi, teve que viajar por quase uma hora a mais do que o previsto no domingo porque pegou uma rota mais longa, segundo dados do site de rastreamento de voos Flightradar24.
Os dados mostram alguns voos da British Airways, Swiss International Air Lines e Emirates viajando sobre o Mar da Arábia e, em seguida, virando para o norte em direção a Délhi, a fim de evitar o espaço aéreo paquistanês.
British Airways e Emirates não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A Air France informou em um comunicado que "a companhia aérea decidiu suspender o sobrevoo do Paquistão até novo aviso", citando a "recente evolução das tensões" entre a Índia e o país.
A companhia aérea disse que está alterando seus horários e planos de voo para destinos como Délhi, Bangcoc e Ho Chi Minh, o que implicaria em tempos de voo mais longos.
A Swiss, de propriedade do Grupo Lufthansa, disse que fará remarcação gratuita para os passageiros que perderem voos de conexão.
As companhias aéreas também têm reagido aos acontecimentos no Oriente Médio. Europeias e norte-americanas cancelaram voos por vários dias depois que um míssil disparado pelos rebeldes Houthi do Iêmen, no domingo, caiu perto do Aeroporto Ben Gurion, em Israel.
Além das distâncias mais longas e dos custos mais altos de combustível para as companhias aéreas, o Paquistão pode sofrer uma queda em seus ganhos com taxas de sobrevoo, que podem chegar a centenas de dólares por voo, dependendo do peso da aeronave e da distância percorrida. As reservas do Paquistão no banco central estão em US$10,2 bilhões, o que mal dá para custear dois meses de importações.
"Isso pode ter um impacto significativo tanto em algumas companhias aéreas estrangeiras que dependem muito do espaço aéreo do Paquistão, como no próprio país, dada a perda de receitas de sobrevoo", disse o analista de aviação independente Brendan Sobie.
A autoridade de aviação civil do Paquistão não quis comentar.
(Reportagem de Abhijith Ganapavaram e Ariba Shahid)