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Por Kirsty Needham
SYDNEY (Reuters) - A Austrália acusou o Irã na terça-feira de executar dois ataques incendiários antissemitas nas cidades de Sydney e Melbourne e deu ao embaixador de Teerã sete dias para deixar o país, a primeira expulsão desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial.
Desde o início da guerra entre Israel e Gaza em outubro de 2023, casas, escolas, sinagogas e veículos australianos foram alvos de vandalismo e incêndios criminosos antissemitas, enquanto os incidentes islamofóbicos aumentaram.
O primeiro-ministro Anthony Albanese disse que a Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO) reuniu informações confiáveis de que o Irã havia dirigido pelo menos dois ataques.
"Esses foram atos de agressão extraordinários e perigosos orquestrados por uma nação estrangeira em solo australiano", disse Albanese em uma coletiva de imprensa. "Foram tentativas de minar a coesão social e semear a discórdia em nossa comunidade."
O Irã tentou "disfarçar seu envolvimento" nos ataques do ano passado a um restaurante kosher em Sydney e à Sinagoga Adass Israel em Melbourne, afirmou Albanese. Não houve registro de feridos nos ataques.
A decisão da Austrália foi motivada por assuntos internos e o antissemitismo não tem lugar na cultura iraniana, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
O Irã tomaria uma decisão apropriada em resposta à ação da Austrália, declarou o porta-voz à mídia estatal.
A agência de segurança da Austrália disse que é provável que o Irã tenha comandado outros ataques, afirmou Albanese, acrescentando que a Austrália suspendeu as operações em sua embaixada em Teerã e que todos os seus diplomatas estavam seguros em um terceiro país.
O governo designará o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma organização terrorista, acrescentou Albanese.
A ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, disse que o embaixador Ahmad Sadeghi e três funcionários iranianos têm sete dias para sair, na primeira expulsão de um enviado da Austrália desde a Segunda Guerra Mundial.
"As ações do Irã são completamente inaceitáveis", declarou ela durante a coletiva.
(Reportagem de Christine Chen, Renju Jose e Kirstry Needham; reportagem adicional de Elwelly Elwely em Dubai)