Café: Preços interrompem sequência de altas e caem em março

Publicado 02.04.2025, 09:19

Depois de subirem por praticamente quatro meses seguidos e renovarem os recordes reais, os preços do café encerraram março enfraquecidos, conforme apontam levantamentos do Cepea. Para o arábica, a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.547,71/saca de 60 kg, queda de 3,16% (ou de aproximadamente 80 Reais/sc) frente à de fevereiro. Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 2.003,02/sc de 60 kg em março, 2,3% abaixo da do mês anterior (ou recuo de 47,07 Reais/sc). Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado segue à espera de uma sinalização mais concreta quanto ao volume da próxima safra brasileira (2025/26). De qualquer forma, o movimento de alta consecutiva nos preços parece ter sido interrompido em meados de março, quando voltou a chover em regiões produtoras e o forte calor foi amenizado, em especial nas áreas de arábica. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, parte das praças ficou mais de 30 dias sem chuvas, contexto que vinha prejudicando o enchimento e a maturação dos grãos.

ARROZ: Indicador recua 14% em março

Em março, o Indicador CEPEA/IRGA-RS do arroz em casca (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) acumulou forte baixa de 14%, encerrando o mês a R$ 77,30/saca de 50 kg e voltando aos patamares nominais registrados em outubro/22. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da expectativa de maior oferta e do ritmo mais acelerado da colheita nesta temporada. Além disso, o recuo nas cotações internacionais, divulgados pela FAO, e os níveis de preços das importações reforçam as quedas domésticas. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, vendedores seguem retraídos, na expectativa de que os atuais patamares favoreçam a exportação, visando enxugar excedentes e dar sustentação aos valores internos. Enquanto fazem caixa com vendas de outros grãos, já sinalizam possível redução de área para a próxima temporada. As unidades de beneficiamento, por sua vez, seguem indicando dificuldades na comercialização e na manutenção dos preços do arroz beneficiado junto aos grandes centros consumidores, também alegando margens apertadas. De modo geral, compradores consultados pelo Cepea não demonstraram grande interesse em negociar e estão recebendo principalmente arroz a depósito.

ALGODÃO: Média é a maior em dois anos

O preço médio do algodão em pluma atingiu, em março, o maior patamar nominal em dois anos. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve à posição firme de vendedores nesta entressafra. Esses agentes estão atentos à valorização nos contratos da Bolsa de Nova York (ICE Futures) e à alta do Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente). Ainda conforme o Centro de Pesquisas, produtores vêm se capitalizando com a entrega de contratos a termo e/ou até mesmo com a comercialização da soja da nova temporada. Quanto aos negócios, por mais um mês, a dificuldade em acordar ora preço ora qualidade dos lotes disponibilizados limitou os fechamentos no spot nacional. Na média de março, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, foi de R$ 4,2148/lp, o maior valor desde abril/23 e 1,71% acima do de fevereiro/25; já em relação a março/24, ficou 8,32% inferior, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de fevereiro/25).

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