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Disparada da Inflação nos EUA Não Muda Discurso do Fed

Por Investing.com (Darrell Delamaide/Investing.com)Resumo do Mercado17.05.2021 10:44
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Disparada da Inflação nos EUA Não Muda Discurso do Fed
Por Investing.com (Darrell Delamaide/Investing.com)   |  17.05.2021 10:44
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Publicado originalmente em inglês em 17/05/2021

As autoridades do Federal Reserve saíram em defesa da narrativa da inflação transitória, na semana passada. Todos estão preocupados com o ritmo de aceleração dos preços, exceto as pessoas que deveriam tomar alguma ação a respeito.

Série Especial: Reflação e Taxas de Juros Americanas

Por quê? O que eles sabem que o resto de nós não tem conhecimento? Eles sabem que Jerome Powell não será indicado novamente à presidência do Fed se elevar os juros, no momento em que Joe Biden tenta aprovar mais gastos governamentais trilionários no Congresso. Nós também sabemos disso, mas achávamos que não era algo relevante.

Ao que tudo indica, entretanto, é relevante, haja vista que os formuladores da política monetária americana seguem vaticinando o caráter temporário da inflação, sem qualquer evidência.

O vice-presidente do Fed, Richard Clarida, reconheceu que ficou “surpreso” com o salto no índice de preços ao consumidor divulgado na quarta-feira, que mostrou uma alta de 0,8%, em vez dos 0,2% previstos, e uma elevação ano a ano da inflação de 4,2%, em comparação com 2,6% em março.

Mas Clarida repetiu o mantra do Fed de que ainda há “um longo caminho” até atingir o objetivo de máximo emprego, juntamente com preços estáveis.

O economista-chefe do Banco da Inglaterra, Andy Haldane, pôde se dar ao luxo de ser mais circunspecto ao expressar suas preocupações com a inflação no Reino Unido, que registra a mesma recuperação econômica, com os consumidores gastando £150 bilhões em demanda reprimida, graças à poupança acumulada na pandemia.

Haldane, que anunciou sua saída do banco central, foi o único membro do Comitê de Política Monetária a votar pelo corte do programa de compra de títulos da instituição na reunião do início deste mês.

“Não é o caso de pisar forte no freio, mas de retirar aos poucos o pé do acelerador”, afirmou na semana passada. A inflação, segundo ele, poderia causar "danos colaterais em nossas finanças, reduzindo o poder de compra do nosso salário e causando elevações no custo do endividamento”.

Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra, que não planeja deixar seu cargo, foi rápido em contradizer seu economista-chefe, ecoando o Fed ao dizer que o aumento da inflação seria temporário e o banco central não se apressaria em tomar uma ação prematura.

Alguns economistas temem que uma aparente alta temporária da inflação, provocada por fatores como gargalos na oferta e falta de trabalhadores, possa se tornar mais permanente, na medida em que as empresas elevam os salários para reter colaboradores e a demanda continua aquecendo a economia.

Série Especial: O Debate Global Sobre Inflação

A governadora do Fed, Lael Brainard, reconheceu que problemas persistentes na cadeia de abastecimento poderiam gerar uma mudança nas expectativas da inflação. “Vou monitorar com atenção as medidas de expectativas de inflação de longo prazo, a fim de garantir que estejam ancoradas em 2%”, afirmou na semana passada.

O mais novo membro do conselho de governadores, Chris Waller, ex-economista-chefe do Fed de St. Louis, defende que as expectativas de preços seguem bem ancoradas. Para ele, é significativo o fato de que a inflação neutra, baseada nas diferenças entre os treasuries protegidos pela inflação e os convencionais, mostra a inflação a 2,5% ao longo de cinco anos, e de 2% em 10 anos, indicando que as expectativas de pressões inflacionárias arrefecerão após uma disparada temporária.

A chefe do Fed de Cleveland, Loretta Mester, declarou que a política monetária ainda precisa permanecer “bastante acomodatícia” para respaldar uma ampla recuperação, enquanto as autoridades do Fed esperam um progresso maior no mercado de trabalho.

Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, que destoou do resto no passado ao sugerir que é hora de reduzir as compras de títulos, opõe-se novamente à questão da inflação. Para ele, existe o risco de que as expectativas mudem.

“O que não se sabe ainda é, dependendo do período em que essa situação se estenda, se ela pode começar a se incorporar nas expectativas de inflação em um nível que não seja consistente com a ancoragem de 2%”, declarou em um evento da Universidade do Texas.

A pesquisa da Universidade de Michigan sobre as expectativas de inflação, na semana passada, mostrou um salto de 3,4% para 4,6% na inflação de curto prazo, enquanto as expectativas de 5 anos atingiram 3,1%, nível mais alto em uma década, em comparação com 2,7% em abril.

Transitório? Veremos.

 

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Comentários (3)
Cesar Capri
Cesar Capri 17.05.2021 14:23
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Juros baixos e aumento de gastos é fórmula de Argentina, é derrocada, vão entrar em stagflação. Se o governo vai aumentar gastos, tem que ser com juros mais altos, pois se o Fed vai injetar dinheiro, tem que ter uma taxa de juros condizente pra valorizar esse dinheiro e não deixar a inflação tomar conta. Então os EUA tem que decidir se querem crédito barato, ou aumento de cicurlaçao de dinheiro via gastos públicos com juros mais altos, ou manter os juros baixos com stagflação pra beneficiar exportadores e manter o superavit. Tudo junto ao mesmo tempo não funciona. Eu acho que não é hora de pensar em exportações, mas o poder sabe o que faz.
marco antonio frankzhovitz
marco antonio frankzhovitz 17.05.2021 13:19
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volta trump
João Jorge
João Jorge 17.05.2021 11:58
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Como o Fed podera subir o juro, se ele criou a maior bolha da historia !!!
Alexandre Granado
Alexandre Granado 17.05.2021 11:58
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Bolha total 💣
 
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