Últimas Notícias
0
Versão sem anúncios. Atualize sua experiência no Investing.com. Economize até 40% Mais detalhes

Fintechs: o Sonho Acabou?

Por Victor BuenoAções14.06.2022 15:33
br.investing.com/analysis/fintechs-o-sonho-acabou-200450102
Fintechs: o Sonho Acabou?
Por Victor Bueno   |  14.06.2022 15:33
Salvo. Ver Itens salvos.
Este artigo já foi salvo nos seus Itens salvos
 
Olá, tudo bem?
 
Você deve ter notado um aumento no índice de inadimplência em cartão de crédito no 1° trimestre de 2022 (1T22). O cenário atual de alta de juros vem tirando o sono de muitas empresas no país, principalmente quando estamos falando a respeito de instituições financeiras.
 
Com os recentes aumentos da taxa Selic (nossa taxa básica de juros), o crédito se torna ainda mais caro e o consumidor acaba tendo mais dificuldades em honrar com suas dívidas, o que aumenta os níveis de inadimplência. 
 
Enquanto os grandes bancos estão conseguindo controlar os seus índices de inadimplência e reduzir a concessão neste momento, algumas fintechs mais dependentes do crédito não seguiram o mesmo ritmo de controle no primeiro trimestre deste ano.
 

Itaú tem menor inadimplência entre bancões

 
Olhando para os quatro principais bancos do país, o Itaú (SA:ITUB4) foi o que apresentou o menor aumento na inadimplência de mais de 90 dias, com elevação de apenas 10 pontos-base em relação ao trimestre anterior (4T21). Enquanto isso, Banco do Brasil (SA:BBAS3) e Santander (SA:SANB11) apresentaram alta aproximada de 20 pontos-base no período e o Bradesco (SA:BBDC4) de 40 pontos-base. 
 
Por mais que os bancos tradicionais estejam vendo esses índices aumentarem, eles ainda permanecem em patamares considerados sustentáveis e as elevações estão acontecendo em linha, ou até mesmo abaixo das expectativas do mercado, em um momento em que existe grande preocupação em relação aos impactos nos resultados dessas instituições.
 
Gráfico: inadimplência +90 dias (1T21-1T22).
Gráfico: inadimplência +90 dias (1T21-1T22).
 

Risco de crédito pesa mais para fintechs

 
Mas e as fintechs e outros bancos digitais? Bom, aí a história já é um pouco diferente.
 
Ainda que estejam crescendo em ritmo acelerado (principalmente falando de base de clientes), grande parte dessas empresas ainda não atingiu, nem de perto, a estrutura e o nível de serviço dos bancões brasileiros – e muitas delas dificilmente vão atingir.  
 
Quando olhamos para uma das fintechs que mais crescem no país, notamos exatamente isso. Mesmo já caminhando para alcançar a incrível marca de 60 milhões de clientes, o Nubank (SA:NUBR33) (NYSE:NU) ainda apresenta muita dificuldade em monetizar essa base e controlar os seus índices de inadimplência, que atingiram 4,2 por cento (+90 dias) no 1T22 – representando um aumento de 70 pontos-base em relação ao último trimestre de 2021.
 
Tanto a baixa monetização de sua base de usuários quanto a elevação de sua inadimplência podem ser explicadas pelo fato de que o Nubank ainda não possui um ecossistema tão completo de produtos e serviços ofertados aos seus clientes, se comparado a outros bancos digitais. Com isso, a dependência do crédito se torna muito maior e, pior do que isso, a companhia ainda é muito dependente do crédito sem garantias – o que pode potencializar a inadimplência e, consequentemente, os riscos do negócio.

As fintechs ainda vão se recuperar?

 
Enquanto não estiver oferecendo novas soluções financeiras e aumentando a carteira de crédito com garantias, dificilmente o Nubank conseguirá aumentar a sua rentabilidade e manter seus níveis de inadimplência próximos ao que vinha apresentando no início de 2021 e que se assemelhava aos níveis dos grandes bancos.
 
Gráfico à esquerda: inadimplência 15-90 dias; gráfico à direita: inadimplência +90 dias.
Gráfico à esquerda: inadimplência 15-90 dias; gráfico à direita: inadimplência +90 dias.
 
 
Na contramão do que o Nubank vem apresentando, está o Inter (SA:BIDI11). Ainda que também esteja enfrentando impactos da inadimplência em seus resultados, as receitas da empresa são muito menos dependentes da intermediação financeira e principalmente do crédito sem colateral (sem garantias) em relação ao banco do cartãozinho roxo. 
 
Apesar do cenário macro desfavorável, a carteira de crédito do Inter cresceu +81 por cento no 1T22 e, atualmente, cerca de 73 por cento dela é colateralizada, ou seja, existe uma exigência de garantia pelo crédito concedido – se porventura o tomador não pagar a sua dívida (se tornando inadimplente), o Inter pode recuperar o crédito com a venda do bem colocado como garantia.
 
Com isso, a empresa consegue manter seu índice de inadimplência sob controle e segue sendo conservadora com relação à concessão de crédito neste momento atual. Vale ressaltar que, por conta da sua forte base no varejo, o Inter também consegue manter o seu custo de funding (quanto pagam a quem investe nos produtos do banco) baixo. 
 
Além disso, o Inter continua oferecendo em seu ecossistema uma quantidade cada vez maior de serviços e que vêm ganhando mais relevância nas receitas da companhia – destaque para o Inter Shop (marketplace) e o Inter Invest (plataforma de investimentos) que, juntos, já representam mais de ¼ da receita de serviços da empresa. 
 
Ou seja, com tudo isso, o Inter consegue trazer uma visibilidade de crescimento no longo prazo muito maior do que seus concorrentes diretos e também oferecer um risco muito menor.
 
Gráfico à esquerda: receitas totais (R$ milhões) e gráfico à direita: receitas com intermediação financeira.
Gráfico à esquerda: receitas totais (R$ milhões) e gráfico à direita: receitas com intermediação financeira.
 
Sabemos que os bancos digitais e fintechs tendem a sofrer mais do que os grandes bancos em cenários de alta de juros, porém é preciso identificar aquelas empresas que estão buscando uma dependência cada vez menor do crédito sem garantias e oferecendo um leque muito mais completo de produtos e serviços aos seus usuários, e o Inter definitivamente é uma delas!
 
Espero que este conteúdo tenha sido útil para você.
 
Um abraço e bons investimentos.
Fintechs: o Sonho Acabou?
 

Artigos Relacionados

Thiago Bisi
IBOV Fecha em Alta de 1,46%   Por Thiago Bisi - 10.08.2022

Pitacos iniciais: IBOV, WINM22, EWZ, SMLL, DJI, ESFUT, NMFUT, QRFUT, HSI, JPN225, GER30, UK100, FEF2!, CL2!, UKOIL, DXY, DOLFUT, DI1F25, BGIV22, CCMU22, BTCUSD. Papeis a pedidos:...

Fintechs: o Sonho Acabou?

Adicionar comentário

Diretrizes para Comentários

Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:

  • Enriqueça a conversa
  • Mantenha-se focado e na linha. Só poste material relevante ao tema a ser discutido.
  • Seja respeitoso. Mesmo opiniões negativas podem ser enquadradas de forma positiva e diplomática.
  • Use estilo de escrita padrão. Incluir pontuação e letras maiúsculas e minúsculas.
  • NOTA: Spam e/ou mensagens promocionais ou links dentro de um comentário serão removidos.
  • Evite palavrões, calúnias, ataques pessoais ou discriminatórios dirigidos a um autor ou outro usuário.
  • Somente serão permitidos comentários em Português.

Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com

Escreva o que você pensa aqui
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
Postar também no :
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Obrigado pelo seu comentário. Por favor, note que todos os comentários estão automaticamente pendentes, em nosso sistema, até que aprovados por nossos moderadores. Por este motivo, pode demorar algum tempo antes que o mesmo apareça em nosso site.
Comentários (5)
Valdir Nunes
Valdir Nunes 29.06.2022 15:00
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Base de clientes das Fintechs é formada por público jovem que ainda estão na fase de construção de patrimônio e escolha de profissão o que compromete a monetização no curto prazo.
Waltter Costa
Waltter Costa 17.06.2022 19:32
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
longo prazo e certeza o sucesso, continuo comprando e comprando .
Edson Magalhães
Edson Magalhães 14.06.2022 22:46
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Vai quebrar todo mundp
Leo Queiroz
Leo Queiroz 14.06.2022 21:37
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Tá bom para o Inter… caiu só 95%
Manezinho Investidor
Manezinho Investidor 14.06.2022 19:58
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Top . Inter vai subir muito a longo prazo . Estou comprando agora na baixa .
Fabio Roberto
Fabio Roberto 14.06.2022 19:58
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
branquinhos digitais... já eram....
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Anexar um gráfico a um comentário
Confirmar bloqueio

Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?

Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.

%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios

Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.

Denunciar este comentário

Diga-nos o que achou deste comentário

Comentário denunciado

Obrigado!

Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Cadastre-se com Google
ou
Cadastre-se com o e-mail