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Você investe em fundos imobiliários? Convido você a ler este artigo!

Publicado 14.04.2023, 06:05
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Olá, pessoal! De tempos em tempos, compartilho aqui os achados de minhas pesquisas acadêmicas. Meu objetivo é trazer resultados relevantes para o grande público, não se restringindo ao pequeníssimo número de pessoas (notadamente colegas pesquisadores acadêmicos) que acessam e leem periódicos científicos. Infelizmente, a academia científica no Brasil ainda é muito distante do mercado e a maior prova disso é que raros investidores assinam periódicos científicos. E as razões são diversas, passando por muitos artigos acadêmicos longe da realidade do investidor e a maioria esmagadora com uma linguagem extremamente distante de investidores como você.

Neste texto, compartilharei com vocês os principais resultados do artigo acadêmico “Variação do dividend-yield como critério de seleção de ativos em estratégias de momento de fundos de investimentos imobiliários brasileiros”, publicado no início deste ano numa das principais, senão a principal revista de Finanças no Brasil: a Revista Contabilidade & Finanças, da USP. O artigo foi coescrito com Luis Henrique Barreto, atualmente consultor da CHC Treinamento e Consultoria, tendo sido fruto de sua dissertação de Mestrado no Coppead-UFRJ. O artigo, bem como todos os meus artigos acadêmicos, pode ser acessado diretamente em minha página pessoal (carlosheitorcampani.com). Para os que desejarem se aprofundar nos resultados, sugiro fortemente que você não se restrinja a este texto e leia o artigo acadêmico integralmente.

Na publicação original, mostramos que a variação do rendimento de dividendos (dividend-yield - DY) pode servir como critério de seleção de fundos de investimentos imobiliários brasileiros (FIIs). A identificação dessa estratégia de seleção de FIIs é, pelo menos na literatura acadêmica, nova e origina diferentes estratégias que capturam retornos acima do mercado de fundos imobiliários. O estudo proporciona, portanto, uma nova compreensão da dinâmica entre preços e pagamentos de dividendos que compõem os retornos dos FIIs.

A variação do DY foi calculada a partir do DY mensal tendo este último por base os dividendos pagos nos últimos doze meses divididos pela cotação de fechamento do FII ao final do mês considerado. Todos os detalhes matemáticos são apresentados no artigo científico. Para que os resultados se tornassem totalmente realísticos, custos de transação e imposto de renda (20% em cada mês de lucro) foram devidamente considerados, de modo que as rentabilidades obtidas foram absolutamente líquidas ao investidor pessoa física. Montamos estratégias apenas compradas, apenas vendidas e compradas-e-vendidas. Em todas elas, a variação do DY se mostrou um relevante indicador de seleção de FIIs, tendo em vista que as carteiras assim formadas performaram acima do IFIX – Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários, considerado o principal benchmark deste mercado.

A performance superior foi identificada não apenas pelos retornos excessivos em relação ao índice IFIX, mas também por meio do índice de Sharpe (IS) e do alfa obtido através do modelo de três fatores de Fama e French. Além disso, fizemos diversos testes de robustez para confirmar os resultados e avaliamos a significância estatística. Todos os resultados são apresentados em um total de seis tabelas no artigo. Por aqui, apresentarei, de forma ilustrativa, a tabela 1 do artigo original, que reporta rentabilidades de carteiras compradas (apenas).

O Painel A apresenta resultados para o CDI e para o IFIX, enquanto o painel B, para as carteiras construídas, onde se variam o porte e período de formação da carteira construída. O porte se refere a quantos fundos imobiliários serão selecionados para a carteira segundo o indicador variação do DY: por exemplo, 10% indica que 10% dos FIIs com os melhores indicadores foram selecionados. Já o período de formação se refere à distância entre os DYs para cálculo da variação indicadora: por exemplo, para um período de formação igual a 6 meses, comparou-se a variação do DY deste mês em relação ao de seis meses atrás. Note na tabela que os melhores resultados foram obtidos com a variação sendo calculada em relação ao mês anterior (período de formação igual a um).

Graphical user interface, table

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No artigo, mostramos ainda que essas estratégias são capazes de se beneficiar de ambos os lados do ranking de variação do DY. Por exemplo, carteiras compradas no topo do ranking e vendidas em FIIs do fim deste ranking (long-and-short ou mesmo long-biased) têm rentabilidades históricas ainda melhores. Para quem realmente se interessar pelo assunto, uma vez mais, sugiro ler o artigo original para formar uma opinião mais completa e robusta, tendo em vista todas as análises descritas por lá.

Por fim, mas não menos importante: faz-se mister ressaltar que este artigo não representa, de forma alguma, sugestão de investimento. Entendo que uma decisão de investimento precisa vir sempre acompanhada de uma análise multidimensional e, cuja decisão, dependerá fundamentalmente de aspectos individuais (inclusive de apetite ao risco) do investidor. Este artigo deseja compartilhar um resultado acadêmico que pode ser mais um ingrediente para auxiliar investidores na tomada de decisão de formação de suas carteiras de investimentos.

Convido a todos me acompanharem no Instagram, Youtube, LinkedIn e até no Spotify (NYSE:SPOT) : @carlosheitorcampani. É bem legal ter você por perto nessas redes. Vamos conversar!

Um forte e respeitoso abraço a todos.

 

* Carlos Heitor Campani é PhD em Finanças, Pesquisador da Cátedra Brasilprev em Previdência e da ENS – Escola de Negócios e Seguros, Diretor Acadêmico da iluminus – Academia de Finanças e sócio-fundador da CHC Treinamento e Consultoria. Ele pode ser encontrado em www.carlosheitorcampani.com e nas redes sociais: @carlosheitorcampani. Esta coluna sai a cada duas semanas, sempre na sexta-feira.

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