Vendas da safra de soja 2022/23 têm ritmo mais lento desde 2014, diz Datagro

Publicado 10.11.2022, 16:33
Atualizado 10.11.2022, 16:35
© Reuters. Descarregamento de soja no Brasil. REUTERS/Roberto Samora/File Photo/File Photo

SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização antecipada de soja do Brasil alcançou até o dia 4 de novembro 19,1% da produção estimada para a safra 2022/23, avanço de apenas 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior e o fluxo mais lento desde 2014, disse nesta quinta-feira a consultoria Datagro.

O percentual está abaixo dos 28,2% registrados em igual momento do ano passado e da média histórica para o período, de 32,5%. Em 2020, as vendas antecipadas chegaram a atingir o recorde de 53,4%, de acordo com os dados.

O líder de pesquisa da Datagro, Flávio Roberto de França Junior, disse em nota à Reuters que há uma desmotivação para a venda da oleaginosa causada por diversos fatores.

"Altos custos de produção reprimindo as margens; preocupação com o clima, especialmente na região Centro-Sul (La Niña); expectativa de que os preços possam subir em caso de novas perdas na América do Sul; e insegurança política com novo governo", afirmou o especialista.

Em alguns Estados, as vendas da soja 2022/23 estão um pouco mais avançadas, com 38,2% na Bahia, 30% em Mato Grosso, 27% no Tocantins e 26% no Piauí, destacou a consultoria.

Em relação ao milho segunda safra de 2022, até o dia 4 de novembro, 69,6% da produção estava negociada pelos produtores, ante 61,2% no mês passado, 85% em 2021 e 81,7% na média plurianual.

"A falta de ânimo dos produtores em acelerar a comercialização (de milho) veio dos preços praticamente estáveis em outubro", disse França Junior.

A negociação da safra de soja 2021/22, que ainda possui alguns volumes remanescentes para a venda, chegou a 91,4%, abaixo dos 92,8% observados em igual momento do ano passado, e também da média de 93,7% dos últimos cinco anos.

"Os preços médios internos tiveram leve queda em outubro, deixando os sojicultores na defensiva para realizarem grandes vendas, com negócios mais ligados à necessidade de fazer caixa para o plantio", afirmou ele, sobre as negociações da oleaginosa de 21/22.

 

(Reportagem de Nayara Figueiredo)

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