Não tenho pressa em adotar reciprocidade contra os EUA por tarifa, diz Lula
Investing.com — Na segunda-feira, John Michaelson, diretor de investimentos da Michaelson Capital Partners, defendeu o uso estratégico de tarifas em um artigo de opinião para o The Wall Street Journal. Michaelson argumentou que as tarifas historicamente desempenharam um papel significativo na prosperidade econômica americana e poderiam ser instrumentais para enfrentar os atuais déficits comerciais e a perda de empregos na indústria americana.
Em seu texto, Michaelson destacou o sucesso dos regimes de altas tarifas nos Estados Unidos durante os séculos XIX e início do XX, rejeitando a noção de que as tarifas de 1930 causaram a Grande Depressão. Ele ressaltou que tanto o presidente Biden quanto o presidente Trump usaram tarifas contra parceiros comerciais, uma prática que remonta ao período pós-Segunda Guerra Mundial, quando foi benéfica para a reconstrução europeia e japonesa.
O CIO enfatizou a mudança na posição comercial da América desde os anos 1970, marcada pelo crescimento da manufatura estrangeira e o subsequente impacto na economia dos EUA, incluindo grandes déficits comerciais e a dizimação do coração industrial do país. Michaelson destacou a necessidade de uma política comercial que forneça às empresas a certeza necessária para investir na produção doméstica e no treinamento da força de trabalho.
Michaelson criticou tanto a estratégia industrial top-down da administração Biden quanto a política monetária do Federal Reserve nos últimos 50 anos. Ele argumentou que outros países dificilmente abandonarão práticas comerciais que os beneficiam economicamente em favor dos interesses americanos. Também observou o uso de várias barreiras por países como Alemanha, Taiwan e Coreia do Sul para proteger suas próprias indústrias enquanto limitam as exportações americanas.
O gestor de investimentos destacou os efeitos adversos da desindustrialização na sociedade americana, incluindo o aumento da desigualdade e a perda de inovação. Ele argumentou que o declínio da indústria americana ameaça a segurança nacional, já que os EUA terceirizaram grande parte de sua capacidade industrial crítica para a defesa.
Ao defender o retorno às tarifas, Michaelson as descreveu como vantajosas devido à sua simplicidade, burocracia mínima e capacidade de permitir que atores privados respondam aos sinais do mercado. Ele pediu tarifas altas, consistentes, sustentadas e previsíveis, permitindo que as empresas planejem a longo prazo. Michaelson propôs uma ampla aplicação de tarifas, com exceções para aliados próximos como o Reino Unido e Austrália, e para importações essenciais de matérias-primas.
Através da aplicação de tarifas bem planejadas, Michaelson acredita que a América pode combater estratégias neomercantilistas usadas por parceiros comerciais e promover uma nação mais resiliente e próspera.
Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.