Cook vs. Trump: perspectivas do litígio e o que pode significar para a política do Fed
Investing.com – O Morgan Stanley (NYSE:MS) reduziu suas estimativas para o crescimento da economia dos Estados Unidos e passou a projetar uma aceleração mais pronunciada da inflação, refletindo os impactos esperados da nova rodada de tarifas comerciais anunciada pelo presidente Donald Trump.
Em relatório enviado a clientes, os estrategistas liderados por Michael Gapen passaram a prever uma expansão de apenas 0,8% do PIB real em 2025 e 0,7% em 2026 — cortes relevantes frente às projeções anteriores, que apontavam para 1,5% e 1,2%, respectivamente.
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As projeções para os índices de despesas de consumo pessoal (PCE) — referência chave para a política monetária do Federal Reserve — também foram revisadas. A estimativa para o PCE cheio subiu para 3,4% e, para o núcleo do índice (core PCE), a projeção agora é de 3,9%. Ambas estão cerca de um ponto percentual acima das expectativas anteriores da equipe.
O cenário contempla ainda uma deterioração no mercado de trabalho: a taxa de desemprego deve subir para 4,9%, diante da crescente incerteza gerada pela política tarifária, o que tende a impactar a confiança empresarial e os planos de contratação.
Embora o banco não esteja projetando uma recessão formal, os analistas alertam que a distância entre uma desaceleração moderada e uma contração econômica está diminuindo.
“No início do ano, nossa narrativa era ‘crescimento mais lento, inflação persistente’. Em março, passamos para ‘crescimento mais lento, inflação mais firme’, já que a aplicação antecipada das tarifas começou a interromper o processo de desinflação. Agora, o cenário que vemos é de ‘crescimento ainda mais fraco e inflação em forte aceleração’”, destacam os analistas.
Eles também reconhecem que podem ter subestimado a velocidade e a magnitude das medidas tarifárias. Ainda assim, consideram possível que parte das tarifas venha a ser flexibilizada via negociação com parceiros comerciais.
O mercado, por sua vez, segue tentando compreender se o governo Trump pretende tornar as tarifas uma política permanente — que, por ora, incluem alíquotas mínimas de 10% para todas as importações e tarifas específicas que podem atingir até 50% — ou se essas medidas têm caráter tático dentro de uma estratégia de barganha internacional. Em declaração recente, Trump afirmou que “ambas as leituras são válidas”.
De acordo com reportagens da imprensa americana, o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, deverá informar ao Comitê de Finanças do Senado nesta terça-feira que quase 50 países já manifestaram interesse em discutir os termos da política tarifária em vigor.
Segundo minuta do depoimento obtida pela Reuters, países como Argentina, Vietnã e Israel sinalizaram disposição para reduzir tarifas e barreiras não tarifárias em negociações bilaterais com os Estados Unidos.
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