Dólar oscila pouco com políticas comercial e fiscal dos EUA em foco

Publicado 20.05.2025, 09:07
Atualizado 20.05.2025, 10:05
© Reuters. Contagem de notas de dólarn16/05/2016. REUTERS/Kham

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista oscilava pouco ante o real nesta terça-feira, em meio a uma sessão mais calma nos mercados globais, com investidores de olho nas políticas comercial e fiscal dos Estados Unidos, aguardando anúncios de acordos tarifários e o avanço de uma legislação tributária no Congresso do país.

Às 9h46, o dólar à vista caía 0,05%, a R$5,6523 na venda.

Na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,18%, a R$5,675 na venda.

Os movimentos do real neste pregão tinham como pano de fundo as variações modestas da divisa dos EUA no exterior, com o dólar perto da estabilidade ante pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno.

Após as quedas acentuadas da moeda dos EUA na véspera, investidores pareciam estar evitando fazer grandes apostas, à medida que aguardam novidades sobre os temas que têm orientado as negociações recentemente, como as negociações comerciais dos EUA e preocupações com a dívida do governo norte-americano.

Sobre o comércio, os mercados aguardam o anúncio de novos acordos tarifários pelo presidente Donald Trump, conforme parceiros dos EUA buscam reduzir de forma permanente as altas tarifas anunciadas em 2 de abril. A maior economia do mundo já alcançou acordo com o Reino Unido e uma trégua com a China.

Em relação à questão fiscal, o foco está em torno das discussões sobre uma legislação tributária no Congresso dos EUA, que, caso aprovada, estenderia os cortes de impostos promulgados por Trump em 2017 e acrescentaria trilhões de dólares à divida do governo.

Na segunda-feira, o rebaixamento da nota de crédito dos EUA que havia sido anunciado pela agência Moody’s na sexta acirrou preocupações com o cenário fiscal da maior economia do mundo, levando agentes financeiros a se desfazerem de algumas posições compradas no dólar.

"A preocupação de que o governo norte-americano e o Congresso não vão buscar reequilibrar suas contas fiscais tem trazido uma certa fuga de ativos norte-americanos, e isso ontem beneficiou praticamente todos os ativos arriscados", disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No Brasil, o dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, a R$5,6549, recuando pela segunda sessão consecutiva.

Nesta manhã, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,04%, a 100,390.

"As coisas estão muito próximas da estabilidade, sem muita movimentação. Me parece uma acomodação depois de ontem, sendo natural que haja espaço para correção em um momento como esse", disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Na cena doméstica, as atenções se voltarão a possíveis repercussões de um encontro entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, às 14h.

Haddad disse na segunda que já encaminhou um conjunto de medidas fiscais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que terá uma série de reuniões sobre o tema ao longo da semana.

Já Galípolo fez comentários na véspera que sustentaram os ganhos do real na sessão, defendendo que a autarquia mantenha a taxa de juros em nível restritivo por um tempo mais prolongado do que o usual.

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