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Dólar se aproxima de R$5 e fecha na mínima em um ano com apetite global por risco

Moedas 04.06.2021 18:15
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© Reuters. Notas de dólares REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou numa mínima em um ano nesta sexta-feira, quando engatou terceiro pregão de firme queda que levou a cotação à casa de 5,03 reais, com o câmbio repercutindo um rali global de ativos de risco que intensifica nos negócios o efeito do otimismo em curso sobre o Brasil.

O movimento global pró-risco foi deflagrado por dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, os quais esfriaram expectativas de que o banco central dos EUA retire estímulos de forma precoce. Mantidos esses estímulos, mantém-se a liquidez farta que pode fluir para mercados emergentes como o Brasil.

O dólar à vista caiu 0,93%, a 5,037 reais na venda. É o menor patamar desde 10 de junho de 2020 (4,9398 reais). A divisa oscilou durante esta sessão de 5,109 reais (+0,49%) a 5,033 reais (-1,01%).

"Os 5 reais estão chegando", disse um profissional da área de câmbio de um banco estrangeiro. "O fluxo continua vindo. O cenário de queda do dólar (no mundo) favorece, além desse adicional de que o Fed não vai corrigir tão cedo sua política monetária."

Os postos de trabalho fora do setor agrícola nos EUA aumentaram em 559 mil no mês passado. Economistas consultados pela Reuters previam abertura líquida de 650 mil vagas de emprego em maio.

"O relatório de empregos permite que o Fed permaneça paciente, dando passos de bebê lenta e cuidadosamente para preparar o terreno para a redução (dos estímulos), mas é improvável que envie um sinal explícito até a reunião do Fomc de setembro", disseram analistas do Bank of America em nota.

Outros mercados também reagiram bem. O Ibovespa superou os 130 mil pontos e cravou novo recorde. Os juros futuros chegaram ao fim da sessão em queda de 10 pontos-base. Em Nova York, Wall Street teve um rali, com os índices muito perto de máximas históricas.

A farta injeção de dinheiro barato pelos Estados Unidos é a responsável pelo tombo de 12,6% do dólar globalmente desde o ápice do nervosismo inicial com a pandemia, em março de 2020.

No Brasil, a moeda resistiu a cair, saltando mais de 20% em 2020 e chegando a acumular em 2021 alta de mais de 10% até março. Mas desde então sinais menos aflitivos do lado fiscal doméstico e o início da normalização monetária deram argumentos para investidores começarem a devolver parte da alta do ativo.

Mais recentemente, o movimento foi fortalecido pela percepção de intenso ingresso de capital de exportadores e para bolsa, além de revisões para cima nas expectativas para a taxa de juros e para o crescimento econômico. O real teve o melhor desempenho global na terça-feira, quando o IBGE divulgou expansão do PIB no primeiro trimestre acima do esperado.

Dados da B3 (SA:B3SA3) mostram que desde meados de abril investidores estrangeiros têm estado fortes na ponta de venda de dólar, desfazendo-se de 7,9 bilhões de dólares em contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial.

O real é o destaque maior das principais moedas emergentes desde então.

Segundo o Bank of America, o apetite do investidor internacional por moedas emergentes deve continuar. Segundo dados do banco, a exposição ao real é uma das maiores desse universo, junto com iuan, peso mexicano e rúpia indonésia.

"Continuamos construtivos no curto prazo, mas estamos atentos aos indicadores de sentimento e posicionamento para reduzir a exposição antes do que poderia ser um terceiro trimestre complicado", disseram profissionais do BofA, citando o período em que o Federal Reserve (banco central dos EUA) poderia começar a sinalizar de maneira mais explícita redução de estímulos.

Na semana, o dólar no Brasil perdeu 3,41% --a segunda consecutiva de queda e mais intensa desde a semana finda em 7 de maio (-3,75%). Em junho, a moeda recua 3,61%, aprofundando a queda em 2021 para 2,98%.

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Comentários (21)
Marcelo Bispo
Marcelo Bispo 06.06.2021 20:15
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Espero que o real se fortaleça e volte para algo em torno de 4 reais por dólar.
JOEL FERREIRA
JOELFEREIRA 05.06.2021 14:38
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Estava 4,01 em janeiro/20, ainda está 25% + caro em comparação.
Bruno Koslowski
Bruno Koslowski 05.06.2021 9:20
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Soh quero ver se as commodities vendidas no mercado interno vão ter o preço ajustado a queda do dolar ou continuar nos patamares absurdos...
Alexandre Souza
Alexandre Souza 05.06.2021 9:20
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e verdade, já que as exportações das comodites são no dólar ou se só e quando está em alta
Rodrigo Leite
Rodrigo Leite 05.06.2021 8:28
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3 reais e uma realidade se o EUA tiver uma crise certeza que busca igual 2008
Guilherme Macan
Guilherme Macan 05.06.2021 8:28
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Se tiver uma crise igual 2008 lá, aqui o IBOV vem pra 40k. Oremos haha
Marcelo Davi Serafim Duarte
Marcelo Davi Serafim Duarte 05.06.2021 8:28
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Com o cenário interno caótico o câmbio não vem pra esse patamar nunca 🤗
Rodrigo Leite
Rodrigo Leite 05.06.2021 8:28
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Marcelo Davi Serafim Duarte nada e imposivel amigo crise imobiliaria no EUA foi feia mais acho em algo Tipo iflacao empregos em baixa nao agora mais pra frente so acho
Fabiano Giovanelli
Fabiano Giovanelli 05.06.2021 7:38
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Lula papai Smurfs do crime kkkkk imagina ele na aldeia dos Smurfs kkkkkk invés de lalalalala a musiquinha era rouba rouba rouba lalalalala
Marcelo Davi Serafim Duarte
Marcelo Davi Serafim Duarte 05.06.2021 7:38
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Nossa Fabiana, que conclusão impressionante que você chegou ao ler essa matéria Não sei se roubou, mas o câmbio brasileiro não costumava ser tão volátil no governo Lula, mas parece que quem consegue a proeza de falar coisas desconexas e aleatórias assim não gosta muito de dados, quem sabe a teória da terra plana te ajude, hahhahahhahahahha. Abraço.
Fabio Carlos
Fabio Carlos 05.06.2021 7:38
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Lá vem a turminha "progremunista" com a conversinha furada de sempre! Quem era volátil não era o câmbio! Volátil era o sr. ex-presidente 9 dedos, pai dos tolos, que juntamente com sua quadrilha, metia a mão nos cofres públicos e te dava um picolé pra vc não ficar triste. Quem passa panos quentes em cabeça de ladrão, deve sentir apreço por este tipo de "gestão". Uma vez ladrão, sempre ladrão! Lula na prisão!
JOEL FERREIRA
JOELFEREIRA 05.06.2021 7:38
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com juros a 14%, claro que o Dólar era barato. Estava inundado de dólar aqui atrás do rentismo de juros a custa do contribuinte "otário", que ainda comemora as razões do dólar "era barato". Saia era caro no final!
Fernando Borelli
Fernando Borelli 05.06.2021 7:26
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Ué, não ia para R$ 7,00 ? Várias corretoras, Globolixo, Estadão e UOL também.
Paulo Braga
Paulo Braga 04.06.2021 22:59
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A Russia esta taxando exportacoes de produtos agricolas para nao deixar a inflacao matar seu povo de fome, que ja esta severamente combalido pela Covid. E olha que se trata de uma ditadura. Aqui nem num momento tao grave como o que estamos passando pesou o sentinento patriota, prevaleceu as leis de mercado e os gringos compram tudo e e o que sobra explode de preco no mercado interno. Tudo pprque o lucro do agricultor é muito maior vendendo pro exterior a esse cambio maligno de 5:1, e deixando o povo sem ter o que comer. Gringos aciima de tudo, brasileiro abaixo de todos! esse é o lema desse governo.
Joao Batista Pinto de Souza
Joao Batista Pinto de Souza 04.06.2021 22:54
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vem nimim dolao bozo virando madurao. Tô fora da bagaça
suzana lima
suzana lima 04.06.2021 22:49
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fora bozo impeachment já.
Helvio Rebeschini
Helvio Rebeschini 04.06.2021 22:21
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vai a 4,50.
 
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