Não tenho pressa em adotar reciprocidade contra os EUA por tarifa, diz Lula
Investing.com - O euro ampliou perdas frente ao dólar nesta quinta-feira, caindo para a mínima do dia após dados indicando que a inflação da zona do euro está moderada diminuírem a pressão sobre o Banco Central Europeu para iniciar a política de aperto monetário.
O par EUR/USD atingiu a máxima de 1,0721, o nível mais fraco desde 21 de março, e estava cotado a 1,0725 às 10h15 em horário de Brasília, variação de 0,36% no dia.
A moeda única estava sob pressão após dados mostrarem que a inflação anual da Alemanha desacelerou para 1,6% este mês a partir de 2,2% em fevereiro, que foi a taxa mais alta desde agosto de 2012.
Os números indicaram que as pressões sobre os preços ainda são modestas na maior economia da zona do euro.
A zona do euro deve divulgar dados preliminares da inflação de março nesta sexta-feira, que deve mostrar uma inflação anual desacelerando para 1,8% a partir de 2% no mês passado.
Os dados surgem após Peter Praet, economista-chefe do BCE, afirmar na quinta-feira que o banco ainda não esta convencido de que a recente recuperação na inflação será durável e reiterou que pressões na inflação subjacente permanecem moderadas.
O euro já estava mais fraco após a Reuters relatar na quarta-feira que os decisores do Banco Central Europeu estão com receio de alterar sua mensagem política em abril após a mensagem do banco em sua reunião de 9 de março ter sido interpretada em excesso pelos mercados.
O BCE reconheceu a melhora na economia da zona do euro com o ajuste de sua orientação na reunião, levando a expectativas de que estaria chegando perto de reduzir seu programa de estímulo e eventualmente elevar as taxas de juros.
O euro ampliou perdas frente à libra, e estava caindo 0,67% para 0,8600.
A libra matinha sustentação após Theresa May, primeira-ministra britânica, acionar formalmente o procedimento de saída do Reino Unido da União Europeia nesta quarta-feira, dando início ao processo de dois anos de negociações antes do divórcio ter efeito no fim de março de 2019.
O U.S. índice dólar, que mede a força da moeda frente a uma cesta ponderada de seis principais moedas, subia 0,22% chegando a 100,00.
A demanda pelo dólar continuou a se sustentar após dados mostrarem que o crescimento do PIB norte-americano foi revisto para cima e chegou a 2,1% no acumulado do ano a partir de 1,9% em aferição prévia, com apoio de gastos robustos dos consumidores.
Ao mesmo tempo, o Departamento de Trabalho dos EUA relatou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram em 3.000 na semana passada para 258.000.
O índice dólar caiu para 98,67, mínima de quatro meses e meio, na segunda-feira após o fracasso do Presidente Donald Trump em aprovar seu projeto de reformulação do sistema de saúde.
O revés destacou temores de que Trump precise lugar muito para impor o restante de sua agenda econômica, o que inclui promessas de cortes de impostos e gastos com infraestrutura.