Haddad diz que Brasil faz “balanço” sobre relação comercial com EUA

Publicado 13.02.2025, 19:57
Atualizado 13.02.2025, 20:13
© Reuters Haddad diz que Brasil faz “balanço” sobre relação comercial com EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta 5ª feira (13.fev.2025) que o governo está fazendo um balanço das relações comerciais com os Estados Unidos. Reforçou manter conversas com o vice-presidente e titular do Mdic (Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin, sobre o tema.

“A área econômica, sobretudo o Ministério do Desenvolvimento, capitaneada pelo vice-presidente, está fazendo um balanço das nossas relações comerciais para que a reciprocidade seja um princípio a ser observado pelos 2 países”, declarou em entrevista a jornalistas.

Haddad falou sobre o tema ao ser perguntado sobre o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), de aplicar tarifas recíprocas aos países que cobram taxas de importação sobre produtos norte-americanos. Em decreto (PDF – 160 kB, em inglês), a Casa Branca cita o etanol do Brasil como um produto em que as taxas aplicadas pelos norte-americanos são menores do que as praticadas pelos brasileiros.

No memorando chamado de “Plano Justo e Recíproco”, a Casa Branca afirma que “a tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%”, mas que o Brasil cobra uma taxa de 18% sobre as exportações de etanol norte-americano.

O documento foi assinado nesta 3ª feira (13.fev). Eis a íntegra do comunicado em inglês (PDF – 72 kB) e em português (PDF – 74 kB). E a íntegra do decreto (PDF – 160 kB, em inglês).

O ministro brasileiro afirmou que o governo “tem de aguardar” e classificou como “confusa” a forma que a Casa Branca tem anunciado as medidas. Haddad também reforçou que a balança comercial entre os 2 países é superavitária para os EUA.

“O presidente Lula tem sempre enfatizado o princípio das boas relações que nós temos com 3 grandes blocos econômicos, seja a China, a União Europeia e os Estados Unidos. Acabamos de firmar um acordo de direito comércio com a União Europeia, temos acordos bilaterais com a China. Não temos por que não ter uma boa relação comercial com os Estados Unidos”, acrescentou.

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