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Apesar de saída precoce da Alemanha na Copa, ações da Adidas operam estáveis

Publicado 02.12.2022, 08:02
Atualizado 02.12.2022, 08:40
© Reuters.

Por Geoffrey Smith

Investing.com – Já se foi o tempo em que as ações da Adidas (ETR:ADSGN) caíam forte quando a seleção alemã se despedia mais cedo da Copa do Mundo. Derrotas como as ocorridas nas quartas de final de 1994 e 1998 reduziam tanto as vendas da marca em seu mercado doméstico, que afetavam os números globais da companhia.

Isso já não acontece mais. Na manhã seguinte à segunda eliminação consecutiva do time da Alemanha na fase de grupos da competição, as ações da Adidas operavam perto da estabilidade, depois de abrir com uma queda de apenas 0,1%.

A principal razão, evidentemente, é que a Adidas ampliou enormemente seus negócios além do seu mercado doméstico nos últimos vinte anos: até mesmo a região da Europa, Oriente Médio e África, que abrange a Alemanha, responde por apenas um terço das suas vendas mundiais. Isso também significa que a empresa ganhou outros problemas maiores com que se preocupar, como um boicote de consumidores na China e a implosão de uma parceria comercial bem-sucedida com o rapper Kanye West.

Também é possível que as performances da Alemanha em grandes torneios desde 2014 tenham gerado expectativas mais realistas na Adidas em relação à gestão de estoques. Esta é a segunda vez seguida que a equipe não consegue chegar à fase de quartas de final, uma sequência inédita para a tetracampeã do mundo. E, novamente, a Adidas possui atualmente problemas muito maiores de estoques, diante da surpresa causada pela redução dos gastos dos consumidores, aumentando em 63% os artigos não vendidos no último trimestre.

Mas o torneio também está indo de mal a pior para a Adidas de outras formas. Sua rival Nike (NYSE:NKE) (BVMF:NIKE34) tem papel preponderante como fornecedora oficial de uniformes para outras equipes, tendo em seu portfólio seleções do calibre de Brasil, França, Inglaterra, Portugal e Holanda, além de “surpresas” como Austrália e EUA. Por outro lado, as outras duas grandes apostas da Adidas, Bélgica e México, já deixaram precocemente o torneio ao lado da Alemanha. Suas esperanças agora estão na Argentina, de Lionel Messi, na Espanha, de Alvaro Morata e, ironicamente, no Japão.

Uma vitória da Nike no Catar teria um gosto bem amargo para a Adidas, patrocinadora oficial da Copa do Mundo da FIFA. Para alguns, contudo, até mesmo esse resultado não seria de todo ruim. A Puma (ETR:PUMG) ainda tem algumas cartas na manga na competição: Suíça, Senegal, Gana e Uruguai. Caso alguma dessas seleções levante a taça, a dor de cabeça do novo CEO da Adidas, Bjørn Gulden, seria enorme, já que ele deixou a Puma no mês passado para ingressar na concorrente.

A Adidas e a Puma foram fundadas por dois irmãos, Adolf e Rudolf Dassler. Ambas ainda têm suas sedes na cidade de Herzogenaurach, Bavária.

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tchau Alemanha!!!
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