Megaoperação policial dá ao governo argumento para retomar aperto a fintechs que gerou crise do Pix
Por Flavia Bohone
SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista rondava a estabilidade nesta segunda-feira, com a alta recente abrindo espaço para um movimento de ajuste, enquanto as ações da Braskem (SA:BRKM5) eram destaque de alta após melhora em recomendação por analistas do Morgan Stanley (NYSE:MS).
Na primeira parte do pregão poderá haver alguma volatilidade nos negócios por causa do vencimento de opções sobre ações.
Às 11:53, o Ibovespa caía 0,19 por cento, a 65.314 pontos. O índice subiu todos os dias da semana passada, acumulando alta de 5 por cento no período. O giro financeiro nesta sessão somava 3,13 bilhões de reais.
Com o recesso no Congresso Nacional, a expectativa é de calmaria no noticiário político, embora os investidores continuem atentos a eventuais novas delações e aos desdobramentos da atual crise política.
"O clima pode até parecer ameno com o recesso parlamentar, mas a vida do governo não se mostra nada fácil. O esvaziamento do Congresso demonstra que nem governo ou oposição tem votos garantidos", escreveram os analistas da corretora Lerosa Investimentos, em nota a clientes, em referência à votação no plenário da Câmara dos Deputados da autorização para o Supremo Tribunal Federal julgar o presidente Michel Temer, acusado de corrupção passiva. A votação deve ocorrer no início de agosto.
No exterior, dados da economia chinesa ajudavam o tom mais favorável a ativos de risco. A economia do país asiático cresceu 6,9 por cento no segundo trimestre ante o mesmo período ano anterior, um pouco acima do que esperado pelo mercado, de 6,8 por cento.
DESTAQUES
- ULTRAPAR ON caía 2,62 por cento, entre os destaques negativos do Ibovespa. Como pano de fundo estava a notícia publicada pela coluna Radar, no site da revista Veja, informando que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não vai aprovar a venda Alesat Combustíveis pela Ipiranga, divisão da Ultrapar (SA:UGPA3) no segmento de combustíveis. Os papéis também cediam após alta nos quatro pregões anteriores, quando subiram de 3,15 por cento.
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) tinha baixa de 0,54 por cento e ITAÚ UNIBANCO PN (SA:ITUB4) perdia 0,77 por cento, ajudando o tom negativo do Ibovespa devido ao peso das ações em sua composição. SANTANDER UNIT (SA:SANB11) recuava 0,41 por cento e BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) caía 1,02 por cento.
- PETROBRAS PN (SA:PETR4) perdia 0,31 por cento e PETROBRAS ON (SA:PETR3) tinha baixa de 0,22 por cento, em sessão de alguma fraqueza para os preços do petróleo no mercado internacional. No radar também estava o noticiário sobre a petroleira, incluindo a avaliação sobre o percentual da BR Distribuidora que irá a mercado e os dados sobre produção em junho. [O/R]
- VALE PNA (SA:VALE5) subia 1,87 por cento e VALE ON (SA:VALE3) ganhava 2,51 por cento, em sessão de alta para os contratos futuros do minério de ferro na China que subiram 3,1 por cento após terem atingido a máxima em oito semanas mais cedo.
- BRASKEM PNA avançava 6,31 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, após o Morgan Stanley elevar o preço-alvo dos papéis para 46 reais, ante 40 reais e melhorar a recomendação para "overweight", ante "equal-weight".
- SABESP (SA:SBSP3) ON tinha alta de 1,81 por cento, após o Credit Suisse elevar o preço-alvo para 42 reais, ante 24 reais, mantendo a recomendação "outperform". Na máxima do dia até o momento, as ações subiram 1,36 por cento, para a cotação recorde de 34,25 reais.