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NOVA YORK (Reuters) - Os contratos futuros do café robusta subiram para uma máxima de três meses nesta quarta-feira, enquanto o café arábica avançou mais de 3%, impulsionado pela queda dos estoques, já que os torrefadores dos EUA se esforçaram para garantir o abastecimento depois que o governo americano impôs uma tarifa de 50% sobre as importações do Brasil.
CAFÉ
* Os contratos futuros do café robusta fecharam em alta de US$188, ou 4%, a US$4.878 a tonelada métrica, depois de terem atingido uma máxima de três meses de US$4.904.
* Os futuros do café arábica ganharam 3,5%, para US$ 3,853 por libra-peso, voltando a subir em direção a uma máxima de três meses e meio, de US$3,8710, atingida na segunda-feira.
* Os negociantes disseram que o mercado foi sustentado por uma queda lenta, mas constante, nos estoques de ambos os tipos de café.
* Os estoques de robusta estavam em 66.110 toneladas em 26 de agosto, abaixo das 70.120 toneladas registradas no final de julho. Os estoques de arábica caíram para um nível mínimo de um ano.
* A recente alta nos preços levou a um aumento no fluxo de café de produtores como a Indonésia.
* As tarifas impostas pelos Estados Unidos, as mudanças climáticas e uma safra menor no Brasil estão elevando os preços do café, disse a diretor-executivo da Organização Internacional do Café à Reuters na terça-feira.
CACAU
* O cacau em Nova York fechou em alta de US$234, ou 3,1%, para US$ 7.847 a tonelada.
* Os comerciantes disseram que havia sinais de que os EUA estavam se movendo para isentar alguns produtores de cacau das tarifas, incluindo potencialmente o Equador e a Indonésia.
* Os EUA concordaram em princípio em isentar as exportações indonésias de cacau da tarifa de 19% imposta pelo presidente Donald Trump desde 7 de agosto, disse o principal negociador comercial da Indonésia na terça-feira.
* O cacau em Londres subiu 1,6%, para 5.403 libras por tonelada.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto subiu 0,06 centavo, ou 0,4%, para 16.47 centavos de dólar por libra-peso.
* Os comerciantes observaram que o clima continua seco no centro-sul do Brasil, o que é bom para a colheita, mas ruim para o desenvolvimento da cana a ser processada adiante.
* Na terça-feira, a Conab cortou sua previsão para a produção de açúcar na safra 2025/26 para 44,5 milhões de toneladas, citando as más condições climáticas.
* O açúcar branco teve pouca mudança, fechando a US$ 488,40 por tonelada.
(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)