Investing.com – O mercado reagiu mal ao balanço da MRV (BVMF:MRVE3), que reportou um prejuízo líquido de R$10 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, afetado por equity swaps e marcação a mercado de swaps de dívida. Às 10h31 (de Brasília) desta sexta-feira, 01, as ações da MRV registravam baixa de 4,46%, a R$7,30.
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“Resia, Luggo e Urba continuaram pressionadas, registrando prejuízo líquido de R$42 milhões”, destaca a XP Investimentos (BVMF:XPBR31), que afirmou que os resultados mistos foram prejudicados por um lucro líquido abaixo das estimativas de mercado, ainda que com queima de caixa mais branda da Resia. De acordo com os analistas Ygor Altero e Ruan Argenton, os dados também foram afetados pela pressão na margem bruta, ainda que em recuperação gradual.
Ainda, assim, as vendas líquidas recordes impulsionaram a expansão da receita líquida, que alcançou um patamar de R$1,89 bilhão, um aumento anual de 20%. Já as provisões para participação nos lucros e resultados levaram a um aumento das despesas gerais e administrativas. A XP, no entanto, manteve recomendação de compra para a companhia, com preço-alvo de R$17 por ação.
O Itaú BBA, que possui indicação outperform, equivalente à compra, com preço-alvo de R$12, disse que a companhia está no caminho certo para sua recuperação, diante da melhora contínua da margem bruta, entre outros fatores.
“Vemos espaço para melhorias tanto no desempenho da Urba e Luggo (que pressionou o resultado consolidado) quanto nas despesas da divisão MRV Inc”, apontam Daniel Gasparete, André Dibe, Mariangela e Alejandro Fuchs, ao mencionar também a diminuição no consumo de caixa da Resia, que passou de R$103 milhões para R$40 milhões.
A margem bruta continua evoluindo de uma forma um pouco tímida, mas é possível notar uma evolução, concorda Felipe Moura, analista da Finacap Investimentos. “A safra 2021/2022 contou com lançamentos realmente muito impactados por deterioração de margem porque MRV tem a maior parte da carteira dela, quando ela vende uma unidade, ela já repassa para o banco financiador. Então como houve um salto muito grande na inflação de materiais de construção civil, como ela já passa o financiamento, ela não tem condições de repassar esse valor”, recorda o analista. Nos Estados Unidos, o analista diz ter havido uma "tempestade perfeita", afetando lucro, receita, margens e rentabilidade.
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