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JOHANNESBURGO, 29 Nov (Reuters) - A polícia da África do Sul disse ter prendido quatro homens a caminho da Rússia suspeitos de terem sido recrutados para lutar nas Forças Armadas daquele país.
Os homens foram parados no portão de embarque em Johanesburgo na sexta-feira, segundo a polícia, semanas após relatos de que outros 17 homens sul-africanos estavam presos na Ucrânia depois de terem sido atraídos para se juntar a forças mercenárias com a promessa de contratos lucrativos.
De acordo com a legislação sul-africana, é ilegal que cidadãos forneçam assistência militar a governos estrangeiros ou participem de exércitos estrangeiros sem autorização.
"As prisões ocorreram após uma denúncia da (polícia do aeroporto de Johanesburgo) sobre quatro homens que estavam a caminho da Rússia via Emirados Árabes Unidos", disse a unidade de elite da polícia Hawks em um comunicado neste sábado.
"Uma investigação preliminar revelou que uma mulher sul-africana supostamente estava facilitando a viagem e o recrutamento desses indivíduos para as Forças Armadas da Federação Russa", acrescentou.
Os Hawks disseram que os quatro suspeitos devem comparecer ao tribunal na segunda-feira sob suspeita de violar a Lei de Regulamentação da Assistência Militar Estrangeira.
O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ordenou uma investigação sobre como os 17 homens acabaram lutando na Ucrânia, em meio a esforços contínuos para levá-los de volta para casa.
A polícia também disse que investigará Duduzile Zuma-Sambudla, filha do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, que foi acusada por sua meia-irmã de estar envolvida na atração desses homens para a Rússia sob falsos pretextos.
Zuma-Sambudla renunciou ao cargo de membro do Parlamento na sexta-feira, mas não respondeu publicamente às alegações.
(Reportagem de Nellie Peyton)
